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Feliz Natal! Feliz Ano Novo!
O Blog Orun Ananda dá uma parada nesse final de ano, mas volta normalmente com suas atividades em janeiro...
Excelente começo de ano a Todos!
3õ PAZ e LUZ 3õ
Equipe Orun Ananda ;)
"Se você não convida Deus para ser seu hóspede no verão, ele não virá no inverno de sua vida..." Yoganandaji ;)
"O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado..." Jesus :P "O que não enfrentamos em nós mesmos encontraremos como destino". Carl Gustav Jung :) “Há quem passe pelo bosque e só veja lenha.” Leon Tolstoi :o)
Escrito por sepe às 01h48
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Cristo, Estrela de Amor que brilha em todos nós! - Parte III
Lótus de consciência, que floresce em mim, em ti, em todos nós. Que desabrocha em todos os corações do planeta.
Alguns, férteis como a melhor terra de plantio. Outros, secos como a areia desértica. Mas todos, palco do Universo...
E é nele que o Cristo surge com seu monólogo de luz.
Sua harpa encantadora.
Sua poesia pueril.
Seu trabalho caridoso...
Cristo, esse eterno dispensador de bênçãos...
Que a humanidade descubra-Te no seio do espírito!
Que na fraqueza vós sejais a força;
E na dor o consolo maternal.
Que na ignorância vós sejais o esclarecimento luminoso;
E na vida o sorriso fraternal...
Que para a dor do mundo, vós sejais a compaixão;
E para as chagas do espírito, a divina panacéia.
Guia-nos, ó luz das luzes,
Nessa incrível odisséia...
Cristo, infinito, senhor da imensidão,
Encanto incomensurável, capitão do coração...
Oxalá, a humanidade desperte!
Pois é por ti e por seu amor, ó mestre,
Que as almas realmente despertam...
Fernando Sepe, inspirado no amor do Cristo, desejando um Feliz Natal a Todos!
Escrito por sepe às 00h58
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Cristo, Estrela de Amor que brilha em todos nós! - Parte II
Nisso, lembro-me do Cristo fundido a alma de Jesus;
E vejo Cristo brilhando no corpo de Francisco, o amigo dos animais;
Ouço Cristo falando pela boca de Paulo de Tarso;
E leio Cristo nas linhas de Chico Xavier, o apóstolo moderno.
Percebo Cristo nos gestos amorosos de Madre Teresa;
E amo Cristo nos braços de Maria, a Mãe do Mundo.
Sinto Cristo no olhar de Gandhi;
E, em êxtase, contemplo Cristo em Babaji, o imortal.
Toco Cristo na sabedoria de um simples preto-velho;
E sou Cristo na luz Dele, Papai-Mamãe do Céu.
Danço com Cristo na música de Krishna;
E sorriu do bom-humor Crístico de Chuang-Tzu, a borboleta do Tao.
Aprendo Cristo nas palavras do Caboclo das Sete Encruzilhadas;
E trabalho, com Cristo, ao lado dos meus irmãos de jornada...
Minha alma transborda de contentamento, o sorriso surge, como uma flor que sinaliza a chegada da primavera do Eterno. É o Cristo em mim.
Esse mesmo Cristo que animou os imortais, que inspirou os inspirados, que escreveu pelos poetas e amou pelos caridosos.
Esse Cristo que trouxe a boa nova, que abençoou pelas mãos dos humildes e floresceu no coração do mundo.
Esse Cristo, pura bondade, que está além das palavras, das missas e dos versículos bradados pela corneta do fanatismo.
Esse Cristo que os olhos não vêem, mas o coração sente.
Esse Cristo que a Mãe Terra tanto ama.
Esse Cristo, menino com sorriso de criança.
Esse Cristo, velhinho como a neve...
Escrito por sepe às 00h58
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Cristo, Estrela de Amor que brilha em todos nós!
Quem poderá arvorar-se como o dono do Eterno?
Que livro sagrado poderá conter a Verdade Absoluta?
Que sacerdote poderá ser dono da Palavra Suprema?
Não... Os homens criam barreiras, rituais, iniciações, dogmas...
Muralhas do fanatismo religioso em volta de seus ídolos.
Mas o coração, esse eterno aprendiz da Vida, é livre...
É livre para beija a Terra, para viajar com o vento, para brincar junto dos cães...
É livre para nadar no oceano da vida, para crepitar em todos os Sóis, para voar abraçado a um cometa...
É livre para correr junto da imaginação, para ser fábula e conto, escrito pelas mãos sábias da existência...
Nele reside o Cristo, a brilhar, lembrando-nos de nossa natureza divina. Cristo-bebê, anjo adormecido, que hiberna dentro do coração da humanidade.
Chama Crística a nos aquecer a alma, insuflando a forja da imortalidade...
Estrela de amor, que é um verdadeiro estandarte de espiritualidade, levado com honra, fé e caráter, pelos muitos homens e mulheres “crísticos” que existiram.
Alguns, verdadeiros pastores d’alma, estrela guia de seus rebanhos. Outros, silenciosos, como flores de inverno, brotando delicadamente entre montanhas nevascas.
Mas todos, almas de luz...
Escrito por sepe às 00h57
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Prece aos Mestres - Parte II
Tao,
O que rogar a Ti, mestres dos mestres?
Em tua presença, apenas palavras de agradecimento surgem, e meus olhos contemplam a beleza da existência.
Longe de Ti, afastado pela ilusão, apenas existia dor!
Mas, sorrindo, junto de Ti, a felicidade brota como uma flor!
É por essa felicidade que vamos vivendo...
Trabalhando, evoluindo e crescendo...
Deixando a vida fluir pelo rio do Tao.
Gargalhando feliz da piada do Tao.
Escrevendo a vida em versos, nesse lindo poema Tao.
Caminhando sempre em frente, pelos caminhos do Tao.
Sereno e equilibrado, como as árvores Tao.
Flexível e forte, como o bambu Tao.
Resistindo as piores tormentas, como a grama do jardim do Tao.
Dançando a sinfonia silenciosa do maestro Tao.
Vivendo o sonho da borboleta Tao...
“O Tao é tudo, nada pode defini-lo. Não se perca em tantos questionamentos. Deixe a vida fluir. A vida é como o Tao. Não se pode concebê-la ou defini-la. Nada há para se dizer ou pensar. Apenas ser...” – assim já ensinava Lao-Tzu.
“Mas afinal, que cara séria é essa? Você ainda está preso pela tormenta da eficiência? Da cobrança, da utilidade, do resultado? É uma pena... A vida, quando comandada por esses sentimentos, torna-se utilmente chata! Aprenda a rir de si mesmo. Nada é útil, perfeito ou exato. Eis a natureza básica da existência. Por isso o sábio senta à sombra de uma árvore e observa a grama crescer” – assim dizia Chuang-Tzu.
E é assim, sentado à sombra de uma árvore, que os Amigos da Humanidade desejam a todos um ótimo começo de ano!
Lembrem-se da pureza do menino Krishna e sejam puros!
Lembrem-se da luz de Buda e iluminem-se de dentro para fora.
Lembrem-se dos mestres do Tao e cultivem o bom-humor.
E acima de tudo, prestem homenagem, no templo interno do coração, a Ele:
Tao, Brahman, Olorum, Deus, Grande Arquiteto do Universo, Mãe Divina, Papai-do-Céu...
Pouco importa o nome! Mas, cada vez que vocês lembrarem Dele, que a benção do agradecimento surja em vossos corações.
Pois é através dessa estrela, que aprendemos a amar e sorrir em cada minuto...
Paz e muito obrigado Luz!
Os Amigos da Humanidade – mensagem recebida em 17/12/06 por Fernando Sepe
Notas - Os Amigos da humanidade: É um grupo de espíritos ligados as mais diversas egrégoras de movimentos espiritualistas que existiram ou existem na Terra. Seus textos sempre buscam divulgar idéias de utilidade geral, indo desde os mais profundos conceitos de cosmoética e espiritualidade, aos conselhos que nos ajudam dentro do dia - dia. São grandes trabalhadores nos bastidores extrafísicos de muitos grupos espirituais
Escrito por sepe às 01h04
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Prece aos Mestres
Krishna meu amigo,
Que esse ano que entra, seja um ano de crescimento espiritual para o mundo. Que sua luz banhe essa humanidade tão sofrida e reaqueça a alma de todos nós, preparando-nos para a luta diária e as dificuldades do nosso dia-dia.
Que suas palavras, imortalizadas no Gita, e vibrantes no sopro de luz que envolve o planeta, nos ensine a trabalhar de forma reta e desapegada. Que todos os nossos atos sejam atos da Mão Imortal. Que cada palavra nossa surja dos lábios Imortais. Que cada pensamento nosso ganhe forma na grande Consciência Universal. E juntos de Ti, ó Mahadev, compartilhemos o fruto de nossa Vida.
Que sua flauta encantada encante nosso espírito. Com sua presença pura, conduza-nos ao êxtase do samadhi. Com sua doce melodia, infle a alegria dentro de nossos corações. E com sua dança de estrela, faz do sorriso, a maior fortaleza para nossas almas.
Govinda meu querido, traz-nos a pureza, para que tenhamos compaixão a cada minuto. Traz-nos a simplicidade, para que a modéstia seja uma qualidade viva em nosso ser. Traz-nos a criatividade, para que as cores brilhem mais e, em cada respiração, vejamos o milagre do existir.
Amigo, que no seu exemplo, cresçamos rumo a Luz...
Sattva nas ações.
Sattva nas palavras.
Sattva nos pensamentos.
Sattva nas intenções.
Sattva nos relacionamentos.
Sattva nas emoções.
Sattva no dia-dia.
OM Sattva OM
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Senhor Buda, luz infinita que reside no âmago de cada espírito!
Que vossa compaixão desperte as pessoas do sonambulismo consciencial a qual elas estão agrilhoadas, em dias de materialismo tão ferrenho.
Que vossa inteligência perpetue-se na mente dos homens e mulheres de caráter, lembrando-os que o bem é a atitude natural do ser.
Que vossa serenidade inspire o sonho da paz verdadeira entre os homens. Em cada palavra, ação e pensamento, o respeito pela vida.
Que vossos ensinamentos tornem-se atitudes e posturas diárias, vencendo a barreira da pregação.
Que vosso olhar leve determinação e confiança na jornada. Homens e mulheres, em ti, encontrem um exemplo a ser seguido.
Que vossa espada do discernimento corte o fanatismo religioso, mal que tanto afasta os homens do divino.
Que vossos mantras sejam o Verbo, e o Verbo abençoe a humanidade, acabando com o tolo conhecer da diversidade, mostrando a sabedoria secreta da unidade.
E que vossa luz desperte o Buda-bebê que reside no coração-mãe de todos nós. Pois é o coração, a mãe da iluminação!
OM Buddhi OM
Escrito por sepe às 01h03
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Sobre o Auto-Conhecimento
Então um homem disse, Fala-nos do Auto-conhecimento.
E ele respondeu, dizendo:
Os vossos corações conhecem em silêncio os segredos dos dias e das noites.
Mas os vossos ouvidos anseiam pelo som do conhecimento do vosso coração.
Vós sabeis por palavras aquilo que sempre soubestes em pensamento.
Tocais com a ponta dos dedos o corpo nu dos vossos sonhos.
E ainda bem que assim é.
A nascente oculta da vossa alma deve erguer-se e correr a murmurar para o mar, e o tesouro das vossas profundezas infinitas será revelado perante os vossos olhos.
Mas que não haja medidas para pesar o vosso tesouro desconhecido;
E não procureis as profundezas do vosso conhecimento com limites.
Pois o ser em si não tem limites nem medidas.
Não digais "Encontrei a verdade", mas antes "Encontrei uma verdade."
Não digais "Encontrei o caminho para a alma", mas antes "Encontrei a alma a seguir o meu caminho''.
Pois a alma percorre todos os caminhos.
A alma não percorre uma linha, nem cresce como um caniço.
A alma desvenda-se a si própria como um lotus de incontáveis pétalas.
Khalil Gibran - O Profeta
PS: As obras do grande poeta libanês Khalil Gibran são incríveis. "O Profeta", seu livro mais conhecido, versa sobre diversos pontos da vida do ser humano. Foi nitidamente inspirado no também maravilhoso - "Assim falava Zaratustra" - de Nietzsche. Adoro as obras de Khalil Gibran. Fica aqui minha homenagem a esse grande homem!
Um Abraço! Fernando Sepe
Escrito por sepe às 19h57
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Sobre a Oração
Depois uma sacerdotisa disse, Fala-nos da Oração.
E ele respondeu, dizendo:
Vós orais na aflição e na necessidade; também devíeis orar na alegria e nos tempos de abundância.
Pois o que é a oração senão a expansão de vós no ar vivo?
E se vos dá consolo largar vossa escuridão no espaço, também vos deve dar felicidade lançar o vosso coração à aurora.
E se só conseguirdes chorar quando a vossa alma vos chamar à oração, ela vos estimulará até que, ainda a chorar, vos comeceis a rir.
Quando rezais encontrais no ar aqueles que rezam à mesma hora e que, se não fosse na oração, nunca encontraríeis.
Por isso deixai que a vossa visita a esse templo invisível não seja senão para o êxtase e doce comunhão.
Pois não deveis entrar no templo com outro objetivo que não seja o de pedir aquilo que não recebereis:
E se lá entrardes com humildade assim permanecereis:
Ou mesmo se lá entrardes para pedir favores para os outros não sereis ouvidos.
É suficiente que entreis invisíveis no templo.
Não vos posso ensinar a orar por palavras.
Deus não ouve as vossas palavras a não ser quando ele próprio as murmura através dos vossos lábios.
E não vos posso ensinar a oração dos mares e das florestas e das montanhas.
Mas vós, que nascestes nas montanhas e nas florestas e nos mares, encontrareis a oração nos vossos corações, e se escutardes na quietude da noite, ouvi-los-eis dizer em silêncio:
"Nosso Deus, que sois o nosso eu alado, é a vossa vontade em nós que quer.
E o vosso desejo em nós que é desejado.
É a vossa vontade para que tornemos as nossas noites que são vossas, em dias que são igualmente vossos.
Não vos podemos pedir, pois conheceis os nossos desejos antes de nós próprios nascermos, vós sois o nosso desejo, e em dar-nos mais de vós, dais-vos todo."
Khalil Gibran - O Profeta
Escrito por sepe às 19h55
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No Meu Funeral
No dia em que levarem meu corpo morto não penses que meu coração ficará neste mundo. Não chores por mim, nada de gritos e lamentações - lembra que a tristeza é mais uma cilada do demônio.
Ao ver o cortejo passar, não grites: "ele se foi!" Para mim, será esse o momento do reencontro. E quando me descerem ao túmulo, não digas adeus! A sepultura é o véu diante da reunião no paraíso.
Ante a visão do corpo que desce pensa em minha ascensão. Que há de errado com o declínio do sol e da lua? O que te parece declínio, é tão somente alvorada.
E ainda que o túmulo te pareça uma prisão, e é ele que liberta a alma: toda semente que penetra na terra germina. Assim também há de crescer a semente do homem.
O balde só se enche de água se desce ao fundo do poço. Por que deveria o José do espírito reclamar do poço em que foi atirado?
Fecha a tua boca deste lado e abre-a mais além. Tua canção triunfará no alento do não-lugar.
- Rumi - Poemas Místicos - Editora Attar
A Evolução da Forma
Toda forma que vês tem seu arquétipo no mundo sem-lugar. Se a forma se desvanece, não importa, permanece o original.
As belas figuras que viste, as sábias palavras que escutaste, não te entristeças se pereceram.
Enquanto a fonte é abundante, o rio dá água sem cessar. Por que te lamentas se nenhum dos dois se detém?
A alma é a fonte, e as coisas criadas, os rios. Enquanto a fonte jorra, correm os rios.
Tira da cabeça todo o pesar e sorve aos borbotões a água deste rio. Que a água não seca, ela não tem fim.
Desde que chegaste ao mundo do ser, uma escada foi posta diante de ti, para que escapasses.
Primeiro, foste mineral; depois, te tornaste planta, e mais tarde, animal. Como pode ser isto segredo para ti?
Finalmente foste feito homem, com conhecimento, razão e fé. Contempla teu corpo - um punhado de pó - vê quão perfeito se tornou!
Quando tiveres cumprido tua jornada, decerto hás de regressar como anjo; depois disso, terás terminado de vez com a terra, e tua estação há de ser o céu.
Passa de novo pela vida angelical, entra naquele oceano, e que tua gota se torne mar, cem vezes maior que o Mar de Oman .
Abandona este filho que chamas corpo e diz sempre "Um" com toda a alma. Se teu corpo envelhece, que importa? Ainda é fresca tua alma.
- Rumi - Poemas Místicos - Editora Attar
Escrito por sepe às 19h38
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Iansã, o raio que ilumina as trevas do ego! - Parte IV
Notas: Iansã é uma das mães Orixás mais cultuadas dentro da Umbanda e do Candomblé. Seu nome vem do yorubá - Iyá Mesan (a mãe de nove filhos). Iansã simboliza o aspecto guerreiro e protetor da Mãe Divina. É o arquétipo da mulher determinada, que vai a luta e não espera as coisas acontecerem.
Como vibração divina, Iansã é o próprio axé que movimenta toda Criação. É também força direcionadora dentro da vida dos seres humanos. Senhora da Lei, és aplicadora e desencadeadora dos processos cármicos ligados a justiça divina. Mas é também, amparadora e guardiã dos trabalhos dármicos (missão) desempenhados por diversas consciências encarnadas aqui na Terra.
Seu elemento é o ar na sua forma mais revolta. Muito comum também associá-la as tempestades e a qualquer tipo de evento climático. Na Umbanda está ligada as pedreiras, devido a sua forte ligação com Xangô.
Tem como símbolos principais o raio e a espada. O raio é o símbolo da Justiça Divina atuando no plano físico. A espada é o instrumento da Lei, que zela, protege e ampara a todos. Em um nível mais profundo e romântico, o raio é a força que ilumina as trevas do ego, iluminando assim, toda nossa sombra psíquica e mostrando-nos o caminho verdadeiro para a auto-realização espiritual. A espada é o símbolo da luta pessoal, do melhoramento, da morte dos próprios vícios e viciações.
Seu sincretismo acontece com Santa Bárbara, santa católica, que tem como símbolos o cálice e a espada, além de ser evocada durante as tempestades. O sincretismo afro-católico sempre foi e ainda é muito importante dentro dos rituais afro-brasileiros, especialmente dentro da Umbanda. Entendemos e vemos Santa Bárbara como uma manifestadora das qualidades de Iansã.
Santa Bárbara é Iansã, Iansã não é “apenas” Santa Bárbara, mas através dela, percebemos uma manifestação humana dessa força. Santa Bárbara é, na linguagem própria do culto, uma filha iluminada de Iansã, que reflete em todos os sentidos as qualidades desse Orixá. Uma “alma-partícula de Iansã”, enviada pela Mãe a Terra...
Além disso, aqui o conceito de egrégora torna-se extremamente importante, pois quando alguém ora e eleva-se através de Santa Bárbara, acessa mentalmente uma egrégora (somatório coletivo de pensamentos e sentimentos elevados) construídos através dos muitos anos que existe o culto a essa santa. Mais do que isso, também acessa e entra em sintonia com os espíritos socorristas que atuam dentro dessa egrégora de Santa Bárbara. A isso, soma-se dentro da Umbanda, a egrégora/vibração de Iansã e o trabalho de seus muitos falangeiros, em uma síntese bem universalista e ecumênica, tão própria da religião.
Lembrando sempre aos mais “tradicionalistas”, que os Orixás não são africanos, mas sim, são universais, estão em todos os povos, etnias e culturas. Como divindades amorosas que são, por todos velam, independente de raça, cor, língua, etc...
Lembrando também, que talvez a única e verdadeira egrégora que exista seja a do AMOR INCONDICIONAL, e é por ela que Iansã e Santa Bárbara trabalham juntas, pois estão muito além das tolas convenções ou preconceitos dos seres humanos, pois é o amor, o amparo e o zelo pela humanidade, o que verdadeiramente importa a essas queridas Mães.
Sua saudação é o Eparrei! (entoado de forma vibrante), som que faz referência ao barulho das trovoadas, além de ser uma saudação a força dos raios e tempestades. É um poderoso mantra de defesa espiritual, que pode ser vibrado mentalmente dentro do chacra frontal em situações de assédios e demandas espirituais.
Seu toque dentro da Umbanda é o barravento, ritmo vindo da cultura bantu, percutido de forma veloz, que potencializa o axé movimentador da mãe, além de ser o toque ideal para que suas falangeiras dancem e girem pelo terreiro, “horizontalizando” e trazendo para o campo físico toda vibração e energia de Iansã.
Iansã também é considerada a senhora dos eguns (espíritos desencarnados). É ela que, depois da partida do cordão de prata, direciona os espíritos para o plano espiritual, depositando todos nas mãos amorosas de papai Obaluayê, Orixá responsável pelas passagens de um plano para o outro. Quando cultuada dessa forma, ganha o nome de Iansã das Almas ou Iansã do Balê. Balê é um nome africano para “casa dos mortos” ou cemitério.
Suas festas e homenagens acontecem no dia 4 de dezembro, devido ao sincretismo católico. Sua cor é o amarelo e o vermelho. Seu número o nove. Nos cultos de nação é também chamada de Oyá, um epíteto para Iansã, nome que também faz referências a seus domínios em relação ao tempo climático.
Escrito por sepe às 15h42
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Iansã, o raio que ilumina as trevas do ego! - Parte III
Luz que a Vida ampara,
Em uma de suas faces vejo,
O semblante de Santa Bárbara...
Vento que afasta os males,
O seu uivo reverenciamos,
Nas pedreiras e nos vales...
Ventarola que sopra no mar,
É por ti que as ondas quebram,
No reino de Iemanjá...
Almas santas, venham todas me valer!
Toco o solo e te saúdo,
Rainha do Balê...
Infinito é seu esplendor,
E nem mesmo com mil versos,
Cantaríamos todo seu valor...
Mãe Divina, em ti vejo o amor,
E em seu cálice apanho,
A mais tenra flor...
Eparrei Iansã, Eparrei bela Oyá!
Nos guie, hoje e sempre,
Pelas voltas que o mundo dá...
Fernando Sepe – 24 de novembro de 2006, inspirado pelo sopro de luz dessa Mãe...
Escrito por sepe às 15h42
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Iansã, o raio que ilumina as trevas do ego! - Parte II
Sopro de luz e axé,
Rainha de todo Orixá.
Flecha veloz na mata de Odé,
Menina dos olhos de Oxalá...
És o ritmo do barravento,
Que ensina a dançar na guerra.
És a fúria dos elementos,
Que dissipam toda treva.
És a chama da coragem,
Início, busca e determinação.
És o começo da grande viagem,
Pelos longos caminhos da evolução.
És a faísca que brilha no bambuzal,
E o corisco que açoita o ego.
És o sangue, a força vital,
E a direção que conduz o cego.
És a espada que degola o vício,
Guerreando ao lado de Ogum.
És a linda canção que desabrocha,
Dos lábios de papai Olorum.
És luta, suor e trabalho,
Que enobrece o coração.
És honra, força e amparo,
No jardim da compaixão...
Por ti, Oh! Mãe, o raio estoura,
E do alto até o embaixo,
A voz de Xangô ecoa...
Escrito por sepe às 15h41
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Iansã, o raio que ilumina as trevas do ego!
Vós surgiu, minha Mãe,
Como uma tempestade.
E nos seus olhos eu vi,
A bela face da verdade.
Rainha de encantadores Jacutás,
Senhora de todos os Congás.
Chuva que acaricia o Ser,
Ventania que traz o poder.
Ouço vossa voz melodiosa,
E de minha alma mil canções florescem.
Entre as brumas, percebo-te esplendorosa,
Dançando entre estrelas que descem.
És a beleza da tormenta,
E o brilho do anoitecer.
És o raio que acalenta,
E o fulgor do amanhecer.
És o som do trovão,
E a Justiça de Xangô.
És o amor em turbilhão,
E o canto de Agô.
És a força da guerra,
Que conduz ao campo da paz.
És a semeadura da terra,
Com os ventos que a semente traz.
És o caminho reto,
Que a todos vigia.
Vitória, contigo é certo,
És a estrela que guia.
Escrito por sepe às 15h40
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