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Pedras e Ciladas - Parte II
A cilada do conhecimento, que se é muito bom e pode acabar com a ignorância, não santifica ninguém. Conhecimento não é um fim em si mesmo, mas um pequeno passo para a escola da sabedoria. Quando o conhecimento nos mostra que nada sabemos, faz com que sejamos mais tolerantes com a ignorância alheia e, muito além de ser material teórico, ganha forma prática em nossa vida. Mas, quando a arrogância faz morada nas palavras e a soberba nas posturas diárias, então o conhecimento será um grande empecilho para a realização espiritual.
“Aprender, estudar e conhecer,
Trilhar o caminho com valentia...
Mas afinal, que livro poderá conter,
A divina e verdadeira sabedoria?”
A pedra da ingratidão, que nos ensina o serviço desinteressado em recompensas, o agir pelo bem, puro e simples. A mediunidade é um milagre, uma dádiva amorosa dos Orixás, mas que não premia ninguém. O trabalho mediúnico é abnegação, desprendimento, altruísmo, caridade, mas não é uma cruz a ser carregada, ou uma missão sofrida. O mediunato deve ser cumprido com um sorriso alegre e uma expressão de felicidade no rosto. Ele é uma dádiva. Nada se ganha com ele, mas ele faz um bem danado!
Trabalhar, trabalhar e trabalhar...
Sorrir, sorrir e sorrir...
O que mais você quer?
O que mais a mediunidade pode lhe dar?
A cilada do lobo, disfarçado em pele de cordeiro. A negação da sombra psicológica, com posturas superficiais. O falso pregar, o agir hipócrita e doentio. Lembrem-se: Toda palavra que sair da sua boca, deve ganhar forma em sua vida. Caso contrário ela não tem razão de ser. É uma pérola jogada fora.
“Palavras e palavras...
Todas jogadas ao vento.
Mais vale as ações concretas,
Tomadas no meio do silêncio.”
Muitas outras pedras serão atiradas, ou vocês mesmos atirarão no semelhante. Mas são dessas ações imaturas que nascerá a reflexão séria que leva a maturidade. Não se julgue mal e perdoe seu irmão de jornada. A mão que atira a pedra é a mesma que lhe ensina. Já quando for a sua mão a criminosa, pense por mil vezes a respeito disso. Nesse caso, é o alvo que lhe ensina.
Ciladas, também serão constantes. Algumas tentadoras, outras misteriosas, mas todas perecíveis à luz do coração. Ele é seu guia. Acenda-o e guia-te pelos caminhos tortuoso da Terra. No amparo espiritual estará sua maior força. Confie, ore, vigie e acredite!
Pedras e ciladas não faltarão!
Mas é na dificuldade,
Que aprendemos a ouvir o coração...”
Pai Antônio de Aruanda – Mensagem recebida em 22 de novembro de 2006.
Escrito por sepe às 17h43
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Pedras e Ciladas
A mediunidade, assim como qualquer outro caminho espiritual, é um caminho que deve ser trilhado com passos firmes, discernimento e esforço, para que ele realmente possa ser aproveitado e contribua para o engrandecimento do espírito. Muitas dificuldades assolarão o médium, desde seu desenvolvimento, até o fim de seu mandato mediúnico. Mas não esqueça, que são essas pedras e ciladas, verdadeiros professores da escola física.
A pedra da descrença, que testará sua fé e seu amor dentro do mediunismo. Que te ensinará a não esperar por milagres e fenômenos, mas sim, buscar o desenvolvimento interno, a evolução e melhoramento da consciência dentro dos trabalhos mediúnicos. Essa pedra que muitos atirarão sobre você, e que fará você desenvolver o sorriso e a paciência verdadeira. Mais do que isso, fará você desenvolver confiança em si mesmo e no seu trabalho, passo primordial para o despertar da fé viva. Apenas com a descrença, aprendemos a confiar. Não mais com a mente, mas ouvindo e vivenciando o coração.
“Acredite em seu coração!
Nesse congá interno;
Jacutá lindo e belo,
As flores dos Orixás desabrocharão...”
A cilada da vaidade, que desmascarará o tolo ego, expondo-o ao ridículo do individualismo. Mediunidade é um trabalho coletivo, uma ação universal, que visa o Todo, nunca o eu. É vencendo a vaidade que o médium dá provas de maturidade dentro das lidas de intercâmbio espiritual. É atravessando esse pântano do orgulho humano, que desenvolvemos a simplicidade, qualidade tão negligenciada em dias de materialismo tão ferrenho, onde mais vale o que se vê e o que se tem, do quê, o que se sente e o que se é.
“Ego, ego, que quer dominar,
Ego bobo, que a realidade gosta de enfeitar.
Nego véio senta no toco,
Pra simplicidade ensinar.”
A pedra da crítica maldosa, que lhe mostrará como nossos olhos devem ser bondosos em relação ao semelhante e como palavras duras, impulsionadas pela imaturidade dos sentimentos, podem gerar grandes tristezas. São as pedradas críticas que lhes farão compreender o valor do respeito em relação ao semelhante. Tranqüilo, vença essas críticas, não com força bruta, mas com a serenidade de Oxalá. Lembre-se, elas estão aí para te ensinar.
“Limpa os olhos meu filho,
Pra verdade você ver.
Limpa a boca menino,
Pra maldade perecer.”
(Continua...)
Escrito por sepe às 17h43
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Caminho do Coração - Divaldo Pereira Franco
Multiplicam-se os caminhos do processo evolutivo, especialmente durante a marcha que se faz no invólucro carnal.
Há caminhos atapetados de facilidades, que conduzem a profundos abismos do sentimento.
Apresentam-se caminhos ásperos, coalhadas de pedrouços que ferem, na forma de vícios e derrocadas morais escravizadores.
Abrem-se, atraentes, caminhos de vaidade, levando a situações vexatórias, cujo recuo se torna difícil.
Repontam caminhos de angústia, marcados por desencantos e aflições desnecessárias, que se percorrem com loucura irrefreável.
Desdobram-se caminhos de volúpias culturais, que intoxicam a alma de soberba, exilando-a para as regiões da indiferença pelas dores alheias.
Aparecem caminhos de irresponsabilidade, repletos de soluções fáceis para os problemas gerados ao longo do tempo.
Caminhos e caminhantes!
Existem caminhos de boa aparência, que disfarçam dificuldades de acesso e encobrem feridas graves no percurso.
Caminhos curtos e longos, retos e curvos, de ascensão e descida, estão por toda parte, especialmente no campo moral, aguardando ser escolhidos.
Todos eles conduzem a algum lugar, ou se interrompem, ou não levam a parte alguma... São, apenas, caminhos: começados, interrompidos, concluídos...
Tens o direito de escolher o teu caminho, aquele que deves seguir.
Ao fazê-lo, repassa pela mente os objetivos que persegues, os recursos que se encontram à tua disposição íntima assinalando o estado evolutivo, a fim de teres condição de seguir.
Se possível, opta pelos caminhos do coração.
Eles, certamente, levarão os teus anseios e a tua vida ao ponto de luz que brilha à frente esperando por ti
O homem estremunha-se entre os condicionamentos do medo, da ambição, da prepotência e da segurança que raramente discerne com correção.
O medo domina-lhe as paisagens íntimas, impedindo-lhe o crescimento, o avanço, retendo-o em situação lamentável, embora todas as possibilidades que lhe sorriem esperança.
A ambição alucina-o, impulsionando-o para assumir compromissos perturbadores que o intoxicam de vapores venenosos, decorrentes da exagerada ganância.
A prepotência anestesia-lhe os sentimentos, enquanto lhe exacerba as paixões inferiores, tornando-o infeliz, na desenfreada situação a que se entrega.
A liberdade a que aspira, propõe-lhe licenças que se permite sem respeito aos direitos alheios nem observância dos deveres para com o próximo e a vida; destruindo qualquer possibilidade de segurança, que, aliás, é sempre relativa enquanto se transita na este física.
Os caminhos do coração se encontram, porém, enriquecidos da coragem, que se vitaliza com a esperança do bem, da humildade, que reconhece a própria fragilidade, e satisfaz-se com os dons do espírito - ao invés do tresvariado desejo de amealhar coisas de secundário importância - os serviços enobrecedores e a paz, que são a verdadeira segurança em relação às metas a conquistar.
Os caminhos do coração encontram-se iluminados pelo conhecimento da razão, que lhes clareia o leito, facilitando o percurso.
Jesus escolheu os caminhos do coração para acercar-se das criaturas e chamá-las ao reino dos Céus.
Francisco de Assis seguiu-Lhe o exemplo e tornou-se o herói da humildade.
Vicente de Paulo optou pelos mesmos e fez-se o campeão da caridade.
Gandhi redescobriu-os e comoveu o mundo, revelando-se como o apóstolo da não-violência.
Incontáveis criaturas, nos mais diversos períodos da humanidade e mesmo hoje, identificaram esses caminhos do coração e avançam com alegria na direção da plenitude espiritual.
Diante dos variados caminhos que se desdobram convidativos, escolhe os caminhos do coração, qual ovelha mansa, e deixa que o Bom Pastor te conduza ao aprisco pelo qual anelas.
Divaldo Pereira Franco. Da obra: Momentos de Felicidade.
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.
Escrito por sepe às 17h39
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Alma Amiga - Parte II
Alma querida,
Querida alma.
Alma amiga.
Amiga alma.
Quem és tu?
Talvez um dia...
Quando a gota de orvalho,
Tornar-se o oceano.
Quando a chuva que cai,
Transformar-se no mar.
Quando os rios da Vida,
Desaguarem na Grande Fonte.
Quando o fogo interno,
Crepitar em outros corações.
Quando o ignorante conhecer da diversidade,
Torne-se o sábio entender da unidade.
Quando nem passado nem futuro,
Existirem no presente da mente.
Talvez, nesse dia...
Eu e você juntos.
Não mais perguntas e dúvidas.
Apenas um sorriso de agradecimento.
E um abraço contente no universo.
Somos todos Um - Sepe ;)
Escrito por sepe às 23h27
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Alma Amiga
Alma amiga,
Amiga alma.
Alma querida,
Querida alma...
Não te vejo, mas apenas pela tua ação posso ver.
Não te escuto, mas é por ti que as melodias podem ser apreciadas.
Não te toco, mas é em ti que a sensação nasce.
Não sei onde estás, mas és a grande referência universal.
Quem és tu?
Brilho que surge, escuridão que envolve.
Tempestuosa e agitada como a pior tempestade.
Plácida e serena como um lago tranqüilo.
Mil formas, mil faces, imensidão que completa o infinito.
Mas, ainda sim, vazia como o espaço.
Solitária como a Lua.
Senhora dos paradoxos, dos mundos e fundos.
Senhora da alegria que chora, da tristeza que ri.
Senhora da vida que morre e da morte que vive.
Quem és tu, ó alma bendita?
Atman, verdade transcendente.
Luz que ilumina e liberta.
Estrela Guia da jornada,
Fada madrinha da senda.
Imortal, pois nunca existiu,
Invencível, pois nunca foste criada.
És o néctar da deidade,
Que jorra durante o samadhi.
Êxtase sublime, fonte de bênçãos.
Misericordiosa em sua natureza,
Piedosa manifestação.
Gota de chuva que pinga no Todo.
Pingo que se dilui...
Filha pródiga que volta a casa.
Escrito por sepe às 16h51
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A Verdade que Salva - Firmino José leite
Todos os enviados de Deus ao Planeta, de uma ou de outra forma, deixaram o ensinamento que somente a Verdade pode “salvar” o ser humano, ou seja, somente a compreensão e a vivência de seus ensinamentos podem levar o ser humanizado a retornar à sua consciência universal ainda durante a encarnação.
Cristo afirmou que o cumprimento dos seus ensinamentos levaria o ser a conseguir chegar ao reino dos céus (caminho, verdade e luz). Kardec mostra que a elevação espiritual será alcançada com uma vida vivida de acordo com a atualização dos ensinamentos de Cristo como a espiritualidade a transmitiu. Mohamed fala do incitamento que o Anjo Gabriel faz à completa submissão ao Livro Sagrado (Alcorão). Mesmo o Buda Gautama, cujos ensinamentos muitas vezes tem sido desvinculados de religiosidade, fala da necessidade da fé no Deus Universal para a completa elevação.
Se todos esses enviados provieram de uma Fonte comum, em qual dos ensinamentos está a verdade que poderá nos salvar? No Deus cristão, na espiritualidade de Kardec, no Alcorão ou no "nirvana" de Buda? Quando afirmamos que o espiritualismo é como uma carreira universitária composta de diversas "cadeiras", buscamos exatamente a compreensão desta Verdade. Existe uma única Verdade Universal, que é Deus, Pai Supremo e Criador do Universo. Esta Fonte Suprema é a Verdade que pode salvar o ser.
Todos os Seus enviados trouxeram trechos dos ensinamentos que, isoladamente, não conseguem atingir a Verdade Universal. Transformar o ensinamento ou o seu porta-voz em objeto de adoração afasta o ser da Verdade Universal. Apenas compreendendo que cada um dos mestres não passa de transmissor de uma determinada "ciência" necessária para a formação acadêmica o ser conseguirá alcançar a Deus, a única Verdade que pode salvar.
Muitos são os exemplos que podemos citar para comprovar o que estamos falando, mas um deles é bastante representativo. Quando Cristo diz aos seus apóstolos que é preciso que ele vá antes para reservar seus lugares no Reino do Céu, é questionado pelos apóstolos que não sabiam como alcançá-lo depois de sua ida. Em resposta, o Mestre afirma que “existem muitas moradas no reino de meu Pai”, ou seja, existem muitas formas de se alcançar Deus. Cada um dos mestres da humanidade, com seus ensinamentos, representa uma dessas moradas do Pai. Entretanto, aquele que não conhecer todo o reino não conseguirá sentir-se "em casa", pois desconhecerá as demais moradas. Para se morar no palácio do Pai é preciso conhecer todos os cômodos, ou seja, conhecer todos os ensinamentos enviados por Deus.
Prender-se a um determinado transmissor como fonte única da vontade divina é criar um ídolo que será servido e idolatrado. Só esse fato já quebra o primeiro e o segundo mandamento das leis de Deus transmitidas a Moisés. Os idólatras não são aqueles que utilizam imagens, mas sim todos aqueles que idolatram o transmissor dos ensinamentos e que não compreendem que eles são apenas instrumentos do Pai.
A religião que prega o isolamento e a superioridade sobre as demais nega os próprios ensinamentos do mestre que lhes serve como doutrina. Nega a fonte da informação a quem todos eles se submeteram: Deus. Os mestres são caminhos, Deus é o objetivo. No entanto, o que leva cada religião a isolar-se das outras são apenas meros detalhes que, na verdade, não se trata de diferenças profundas, mas frutos, na maioria das vezes, da soberba do ser humano que quer possuir a Verdade Universal.
Reencarnação ou vida única, Alá ou Jeová, santos orientais ou ocidentais, vida fora da carne ou passividade até o julgamento final?
Todas essas informações estão contidas nos ensinamentos de todos os mestres, mesmo daqueles que a religião afirma que não falaram dessa forma.
Aqui devemos relembrar o ensinamento que Cristo nos deixou: “Olhos de ver e ouvidos de ouvir.” Partindo-se de uma premissa pré-elaborada, o ser jamais conseguirá enxergar de outra forma. É necessário que ele se isente de preconceitos para conseguir enxergar a Verdade Universal que está embutida em todos os ensinamentos.
Existe uma única Verdade Universal e essa foi explicitada por Cristo: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.” Apesar dos demais mestres não terem pronunciado essa frase, essa foi a motivação que todos ensinaram como base para se alcançar a elevação espiritual.
Essa é a única verdade que pode “salvar”. Todos os mestres trouxeram ensinamentos para colocá-la em prática e isso também é uma Verdade Universal.
Cristo e Mohamed falaram teoricamente sobre esse amor ao Pai e ao próximo, Buda ensinou a técnica para se colocar em prática esse amor na vida material e Kardec ensinou o objetivo dessa prática. Assim, a Verdade Universal não poderia ser outra a não ser o “Amor Universal”.
Por esse motivo, o espiritualismo tem que ser ecumênico. Esse espiritualismo não gera ídolos para serem adorados, mas respeita a todos os enviados transmitindo a essência dos seus ensinamentos com o objetivo de que cada um consiga alcançar o "Amor Universal", podendo, então, amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.
PS: Deixo aqui a recomendação do excelente site ecumênico espiritualista do amigo Firmino: http://www.meeu.org/ . Firmino é médium e junto com o Pai Joaquim, já realizou centenas de palestras a respeito dos mais variados temas, desde os evangelhos e o livro dos espíritos, até o Bhagavad Gita e outras pérolas da sabedoria universal. Mais detalhes a respeito das palestras também podem ser encontrados no site. Agradeço também a ele, por publicar alguns dos textos que escrevo ou recebo em seu site, levando para mais pessoas a mensagem...
Abraços!
Fernando Sepe ;)
Escrito por sepe às 16h07
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Mensagens André Luis - Chico Xavier
Dez Maneiras de amar a nós mesmos
1 - Disciplinar os próprios impulsos.
2 - Trabalhar, cada dia, produzindo o melhor que pudermos.
3 - Atender aos bons conselhos que traçamos para os outros.
4 - Aceitar sem revolta a crítica e a reprovação.
5 - Esquecer as faltas alheias sem desculpar as nossas.
6 - Evitar as conversações inúteis.
7 - Receber o sofrimento o processo de nossa educação.
8 - Calar diante da ofensa, retribuindo o mal com o bem.
9 - Ajudar a todos, sem exigir qualquer pagamento de gratidão.
10 - Repetir as lições edificantes, tantas vezes quantas se fizerem necessárias, perseverando no aperfeiçoamento de nós mesmos sem desanimar e colocando-nos a serviço do Divino Mestre, hoje e sempre.
Ditado pelo Espírito André Luiz – Livro: Paz e renovação
Algumas Definições
Benfeitor - é o que ajuda e passa.
Amigo - é o que ampara em silêncio.
Companheiro - é o que colabora sem constranger.
Renovador - é o que se renova para o bem.
Forte - é o que sabe esperar no trabalho pacífico.
Esclarecido - é o que se conhece.
Corajoso - é o que nada teme de si mesmo.
Defensor - é o que coopera sem pertubar.
Eficiente - é o que age em benefício de todos.
Vencedor - é o que vence a si mesmo.
Da obra: Agenda Cristã. Ditado pelo Espírito André Luiz.
Ajude Sempre
Diante da noite, não acuse as trevas. Aprenda a fazer lume.
Em vão condenará você o pântano. Ajude-o a purificar-se.
No caminho pedregoso, não atire calhaus nos outros. Transforme os calhaus em obras úteis.
Não amaldiçoe o vozerio alheio. Ensine alguma lição proveitosa, com o silêncio.
Não adote a incerteza, perante as situações difíceis. Enfrente-as com a consciência limpa.
Debalde censurará você o espinheiro. Remova-o com bondade.
Não critique o terreno sáfaro. Ao invés disso, dê-lhe adubo.
Não pronuncie más palavras contra o deserto. Auxilie a cavar um poço sob a areia escaldante.
Não é vantagem desaprovar onde todos desaprovaram. Ampare o seu irmão com a boa palavra.
É sempre fácil observar o mal e identificá-lo. Entretanto, o que o Cristo espera de nós outros é a descoberta e o cultivo do bem para que o Divino Amor seja glorificado.
Da obra: Agenda Cristã. Ditado pelo Espírito André Luiz.
Aparências
Não acuse o irmão que parece mais abastado. Talvez seja simples escravo de compromissos.
Não condene o companheiro guindado à autoridade. É provável seja ele mero devedor da multidão.
Não inveje aquele que administra, enquanto você obedece. Muitas vezes, é um torturado.
Não menospreze o colega conduzido a maior destaque. A responsabilidade que lhe pesa nos ombros pode ser um tormento incessante.
Não censure a mulher que se apresenta suntuosamente. O luxo, provavelmente, lhe constitui amarga provação.
Não critique as pessoas gentis que parecem insinceras, à primeira vista. Possivelmente, estarão evitando enormes crimes ou grandes desânimos.
Não se agaste com o amigo mal-humorado. Você não lhe conhece todas as dificuldades íntimas.
Não se aborreça com a pessoa de conversação ainda fútil. Você também era assim quando lhe faltava experiência.
Não murmure contra os jovens menos responsáveis. Ajude-os, quanto estiver ao seu alcance, recordando que você já foi leviano para muita gente.
Não seja intolerante em situação alguma. O relógio bate, incessante, e você será surpreendido por inúmeros problemas difíceis em seu caminho e no caminho daqueles que você ama.
Escrito por sepe às 00h43
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Alerta Consciencial II - Wagner Borges
Há muitas pessoas fracas de espírito participando de atividades espirituais.
Algumas podem até parecer fortes por fora, mas a agonia interna de que padecem é facilmente constatada quando são submetidas às provas mais simples elaboradas pela "Mãe Evolução".
Diante das tribulações diversas a que são testadas no aprendizado terrestre, que exigem flexibilidade, paciência, coragem, desprendimento e jogo de cintura para caminhar no "fio da navalha", é comum observarmos suas reclamações e atitudes emocionais descabidas, como se fossem pessoas especiais e não estivessem sujeitas às farpas emocionais dos homens ou as provações salutares (que muito purificam, tal qual remédio amargo que purga muitas escórias e incomoda o paladar, mas que é eficaz para equilibrar o sistema) que lhes são impostas ciclicamente pela ação das leis do Carma.
Portanto, não há surpresa alguma quando alguém apresenta fraquezas que ninguém esperava. O problema é que as pessoas idealizam demasiadamente a espiritualidade e se esquecem do lado humano ainda tão imaturo.
Costumam confundir situações e projetam um aura de ilusões em torno dos outros e delas mesmas.
Para o observador atento, há disparidades evidentes nas percepções dessas pessoas. Elas costumam trocar o referencial para justificar as suas incongruências e procuram esconder sua dor interior e sua fraqueza espiritual em meio as posturas externas que apresentam.
Objetivando um melhor esclarecimento dessa informação, convidamos os leitores que participam de algum grupo espiritualista a identificarem as seguintes disparidades conscienciais apresentadas frequentemente por quase todas as pessoas que mourejam na lida espiritual nos campos da Terra:
- Teimosia X Determinação: Fulano de tal é teimoso, mas pensa que é determinado.
- Intransigência X Firmeza: Beltrano nunca escuta ninguém e sempre acha que está certo. Parece forte, mas é intransigente. E nunca admitirá isso!
- Auto-obsessão X Parapsiquismo: Alguém é muito sensível às vibrações espirituais e se orgulha de suas percepções. Porém, sem a devida maturidade espiritual para alicerçar essa sensibilidade parapsíquica, torna-se vítima fácil de suas percepções sem discernimento. Parece sensível por fora, mas é sofrido por dentro.
- Carência X Doação: Determinada pessoa participa de uma atividade de assistência energética semanalmente. Enquanto a reunião se desenvolve, ela pensa em muitas situações de sua vida e seus pensamentos vão longe.
Lembra-se de um desafeto antigo, pensa em seus problemas cotidianos, sente o peso de suas emoções mal-resolvidas e acaba projetando suas carências no meio das energias exteriorizadas. Não costuma faltar às reuniões e parece realmente dedicada à Espiritualidade.
Pena que suas carências internas também não faltam às reuniões e que apenas o seu corpo esteja presente, pois os seus pensamentos sempre a levam para bem longe...
- Peso X Leitura: Algumas pessoas carregam livros pesados na mão e parecem aprofundar-se no estudo dos mesmos. Parecem realmente dedicados à pesquisa salutar da espiritualidade. Porém, não são apenas os livros que carregam que são pesados.
Suas emoções e sua arrogância de saber também são pesadas. É de bom tom alertá-las de que conhecimento sem sabedoria e amor pesa internamente mais do que todos os livros da Terra!
__________________ ;)
Apesar da imaturidade de quase todos na lida espiritualista, os amparadores espirituais sempre aportarão a ajuda devida, dentro de suas possibilidades, pois sua tarefa é sempre a de esclarecer e ajudar.
Mas isso não significa que não possam alertar limpamente quanto aos equívocos apresentados pelas pessoas. Em determinados instantes da trajetória espiritual de uma pessoa ou de um grupo a melhor ajuda prestada é o esclarecimento direto, sem rodeios, mas sempre fundamentado no respeito e na manutenção dos objetivos espirituais colimados.
Que ninguém assuma os esclarecimentos aqui apresentados como algo apontado especificamente para o seu caso. Em lugar de mais uma reação emocional exacerbada, que tal a reflexão silenciosa?
Qual é o ser humano isento de imaturidades? E quem será o juiz da conduta alheia? Alguém é detentor de alta ética, amor e consciência para assumir o papel de "palmatória do mundo"?
Que cada um pondere bem sobre aquilo que achar que lhe cabe, sempre lembrando que "cada um colhe o que planta" e que "o semelhante atrai o semelhante". A "semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória". E quem "planta pimentas jamais colherá morangos".
Embora muitos usem essas expressões acima como axiomas espiritualistas para reflexão teórica, a verdade é que a Natureza os usa na prática para ensinar ao homem terrícola o respeito às leis de causa e efeito e suas correspondências vitais.
Que cada um medite na augusta presença do Cristo abraçando espiritualmente a humanidade sofredora.
Que no silêncio de suas meditações e reflexões a Divina Providência possa inspirá-los à ascensão consciencial apropriada ao nível de cada um.
Que em seus estudos e práticas espirituais e na vida cotidiana todos vocês sejam expressões de PAZ E LUZ.
- Os Iniciados e Ramatís
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges; São Paulo, 04 de fevereiro de 2002)
Escrito por sepe às 00h25
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Preconceito - Um Pecado Mortal - Parte II
Logo em seguida iniciou-se o atendimento e quando o cambono o encaminhou até a frente do preto velho, ele já estava sentindo-se tão bem que nem sabia mais se precisava das respostas. Sua alma vibrava uma paz muito grande e ao mesmo uma alegria, uma vontade de estar lá, junto aos médiuns exercendo a caridade, embora ainda não compreendesse bem o significado de muitas coisas.
- Salve zi fio! - Saudou o preto velho que fumegava um cachimbo.
- Salve! - Respondeu tímido o rapaz.
- Suncê zi tá afogado nos medo, num é zi fio?
- Estou com medo de que eu não... não ...não seja ...como os outros... o senhor me entende?
- Ih..ih...zi porque esses pensadore zi fio?
- É que sou diferente, penso diferente, e além do mais, fui num terreiro e o guia me falou que tenho uma pomba gira, mas isso é coisa de mulher.
O preto velho balançando a cabeça, benzia com um galho o peito do menino para desafogar aquela angústia toda.
- Zi fio, nego véio vai fazê o faladô com a lingua de zi fio e vai zispricá o que zi tá acontecendo.
E com seriedade e voz firme, a bondosa entidade passou a explicar para aquele menino assustado que sua suposta doença tratava-se apenas de uma missão mediúnica que desabrochava à medida que ele crescia, a qual precisava de orientação e educação para depois iniciar um trabalho na caridade. Explicou o que era a vibração ou entidade chamada Pomba Gira, desmistificando a imagem errônea que haviam lhe passado. Chamando o cambono solicitou que o inscrevesse no curso, cujo tema era mediunidade e umbanda e que seria ministrado naquele terreiro.
Ao sair dali, parecia que havia tirado um peso enorme das costas por ouvir do preto velho que o fato dele ser um espírito já bastante evoluído, sua índole não comportava atitudes grosseiras e machistas, próprias de quem ainda carrega muita animalidade consigo. Mais sutilizado, seu espírito buscava a companhia do sexo feminino por achar entre as mulheres a meiguice que se compara aos espíritos elevados. E complementando sua alegria, o preto velho lhe afirmava que havia sim uma Pomba Gira que ansiava por sua educação mediúnica para poder com ele trabalhar, reequilibrando os desequilibrados, pois independente do sexo do médium, as entidades se manifestam dentro de uma necessidade ou de uma missão que adequa-se a ambos.
A partir daquele dia nunca mais foi acometido das ditas crises de nervos. Freqüentando aquele Centro de caridade e educando sua mediunidade, ele logo se integrou na corrente a pedido de Pai Joaquim. Como cambono, auxiliava e aprendia com as entidades amorosas que ali vinham prestar a verdadeira caridade.
Com o tempo, harmoniosamente suas entidades foram equilibrando o aparelho e uma a uma se manifestavam, até que certo dia sentiu uma vibração diferente e muito forte. Segurou o quanto pode aquela energia até que explodiu numa gargalhada e num rodopiar do seu corpo, completando ali a incorporação. Sua amiga Pomba Gira havia chegado. Sem maiores alardes, sem gestos obscenos, ela passou a trabalhar com o aparelho que agora estava pronto para tal. Sua gargalhada habitual apenas representava o mantra por ela usado, que através do som agia no astral como agente transmutador de energias pesadas agregadas aos corpos dos filhos tratados.
No final dos atendimentos de caridade daquele dia, Pai Joaquim manifestou-se em seu aparelho para um esclarecimento necessário à corrente mediúnica:
- Que o grande Zambi abençoe todos os filhos!
- Este negro velho que ronda por muitos terreiros e que nas idas e vindas da carne já viu e ouviu de tudo um pouco, foi aprendendo que os preconceitos que ainda estão cristalizados na mente dos homens, são os maiores entraves para a evolução dos mesmos. Falam muito de “pecado” e até relacionaram o que é pecado, mas poucos sabem que pecar é contrariar ou agredir a lei. Ou o que será que as pessoas fazem ao discriminar quem quer que seja? Quantos filhos traumatizam, se auto-rejeitam e sendo isolados da convivência social chegam a tirar a vida do corpo pelo preconceito sofrido, quando apresentam qualquer atitude que escape do convencional. Todos nós fomos feitos à imagem e semelhança do Pai, mas isso não quer dizer na aparência exterior. Carregamos uma centelha divina e isso nos faz iguais, mas habitamos em espírito um corpo que apresenta em cada existência terrena uma personalidade e isso nos diferencia, nos faz únicos. Respeitar essa diferença é respeitar a Lei, a divindade.
Por outro lado, esse negro velho fica entristecido com o que andam fazendo com a Sagrada Umbanda. As distorções que os homens são capazes, na tradução da palavra “caridade”, extrapola a nossa capacidade de entendimento. Quando rebaixamos nossa vibração e elevamos a do médium para que nesse encontro se dê a passagem da entidade espiritual no plano físico, o fazemos por ordem suprema e agimos dentro de uma lei superior, regida pelo amor. Impossível o fazermos fora da ordem e da meta de amparo aos filhos de fé necessitados de auxílio. Quando a desordem comanda uma reunião em qualquer templo independente do rótulo usado, quando os egos se manifestam, sobrepondo-se à simplicidade, ao amor e a humildade, isentando-se da verdade, quando não se define o que é caridade e rola por entre os dedos o vil metal, quando não se sabe ainda diferenciar a mão direita da esquerda, sinto muito meus filhos, mas ali não existe vibração adequada para a luz adentrar. É da Lei!
Abençoando a todos, estalou seus dedos emanando faíscas de luz que agiram limpando o local dos miasmas ainda existentes. Saravou as Sete Linhas da Umbanda e largou seu aparelho, deixando em todos uma sensação de paz.
As luzes do terreiro se apagaram na parte física, mas no astral reluzia sempre naquele ambiente, o brilho da caridade.
História contada por Vovó Benta
Escrito por sepe às 00h19
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Preconceito - Um Pecado Mortal - Leni W. Saviscki
A desordem já tomava conta da vida daquele menino. Crises e mais crises que eram diagnosticadas como “doença nervosa” e que os medicamentos não controlavam. Ele tinha apenas 15 anos de idade e apesar do rosto sempre sorridente demonstrando simpatia, não fazia amigos e quando isso acontecia, eles logo se afastavam. Na escola sentia-se isolado e diferenciado, tornando-se assim introspectivo e tímido.
Nem ele sabia porque certas coisas estavam acontecendo em sua vida, como também não sabia com quem esclarecer tantas dúvidas que o assaltavam. Desde pequeno, sentia-se diferente dos outros garotos. Não gostava de brigas e nem de jogos brutais e apesar de se dar bem entre as meninas, nunca sentiu atração especial por nenhuma delas.
Sua mãe, dona Quitéria, pessoa humilde, sem instrução nenhuma, cansada de não receber respostas da medicina, se socorreu com a vizinha que lhe indicou um Terreiro de Umbanda para que ela recebesse orientação espiritual. Apesar de sua crença católica, foi em busca de uma “solução”.
Ao entrarem no terreiro, mãe e filho foram recebidos por alguém que distribuía fichas de atendimento. Para um atendimento especial com “certos guias mais fortes” teriam que pagar certa quantia, para outros guias “menos fortes”, outro valor e para o atendimento de caridade, com os médiuns iniciantes, não pagariam nada, mas entrariam na fila que já se estendia fora da casa. Não tendo com que pagar nenhuma ficha especial, submeteram-se a aguardar na fila da caridade.
Os trabalhos iniciaram-se e para quem não conhecia a Umbanda, certos fenômenos que aconteciam em frente aquele congá, assustavam. Incorporações barulhentas, onde alguns médiuns soltavam grunhidos, outros se contorciam jogando-se no chão tendo que ser socorridos por outros que gritavam mais alto ainda. Alguns gargalhavam muito alto e pronunciavam palavras que não combinavam com um ambiente, supostamente de oração. Uma mulher de meia idade, com pose insinuante dançava em frente aos homens afagando-lhes o rosto enquanto soprava neles a fumaça de uma cigarrilha.
Após isso, desincorporaram e trocando o som da curimba, agora “baixavam” espíritos de caboclos de forma menos espalhafatosa. Demorou mais de meia hora até que se organizassem e iniciasse o atendimento ao público. Primeiramente foram atendidas todas as fichas, depois os passes de caridade. Os “médiuns fortes”, aqueles que atendiam com fichas, à medida que desincorporavam reuniam-se num canto da sala a conversar descontraidamente, como quem diz: - Por hoje cumprimos nossa missão.
Quando chegou sua vez, dona Quitéria e o menino foram conduzidos em frente a um médium que se dizia incorporado por um caboclo. Após a saudação costumeira e o relato da situação pela mãe, ele falou:
- O problema é que esse rapaz tem uma Pomba Gira (*) grudada nele, por isso está ficando afeminado.
Os dois ouvindo isso, se olharam assustados e aquilo que os fez esperar na fila, que era a esperança de uma solução para a doença do rapaz, tornava-se agora um diagnóstico terrível. A mulher sempre ouvira falar que Pomba Gira era uma espécie de espírito de prostituta que assediava os homens.
- Mas ele é apenas um menino e nem se meteu em nenhum antro de perdição, como pode isso? Indagou a mulher.
- Isso é carma herdado do pai que morreu devendo muito nos cabarés...
A mulher que nada entendia de carma, imaginou que fosse uma espécie de pecado mortal e acabou concordando, pois seu marido sempre foi danado mesmo.
O “dito” caboclo receitou banhos de descarrego, defumação com casca de alho e oferendas de encruzilhada para aquietar ou expulsar a suposta entidade obsessora. Como também, sutilmente falou, que se isso tudo não resolvesse é porque o caso era grave e então eles poderiam procurar seu aparelho, fora do terreiro, o qual lhes faria um “trabalho” especial para resolver de vez o problema. Claro, isso custaria uma certa quantia em dinheiro.
Mãe e filho saíram do terreiro transtornados e assustados, mas decididos a não fazer nada pois sentiram algo de estranho naquilo tudo.
- Filho, vamos fazer uma promessa para N.S.Aparecida e ter fé que você vai melhorar.
Mas o menino estava tão desesperado com sua situação que agora ele próprio suspeitava que tivesse tendências homosexuais, por isso resolveu que voltaria na semana seguinte e compraria uma ficha com um “guia forte”. Ele haveria de dar as respostas que procurava. Durante a semana no entanto, uma amiga intuída por seu protetor, o convidou para ir com ela rezar “num lugar bem legal”. Tratava-se de outro Centro de Umbanda e ao chegar ao local pode observar que diferenciava bastante do anterior .
Um congá simples, onde os elementos eram representados em cima de uma toalha branca, com a figura do Mestre Jesus na parede ao alto. Foram recepcionados por duas senhoras simpáticas que lhes explicaram sobre o atendimento que era todo caridade, sem cobrança alguma e nem distinção de guia. Os trabalhos de abertura iniciaram com orações de toda a corrente de médiuns que em plena harmonia com o coral, cantavam pontos ao som de dois atabaques, numa cadência que instigava a assistência a cantar também. Era dia de gira de preto velho e assim que iniciaram as incorporações, percebia-se o equilíbrio dos médiuns que sem alarde, conectavam com a energia de seus protetores e guias e após saudarem o congá, colocavam-se em seus lugares silenciosamente.
Ao silenciar os pontos cantados, o guia chefe manifestou-se saudando a todos e deixando uma mensagem onde falou da dores da alma e cujas palavras pareciam ser endereçadas àquele menino que os visitava pela primeira vez.
(Continua...)
Escrito por sepe às 00h19
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Dias de Sombra - Divaldo Pereira Franco
Coincidentemente, há dias que se caracterizam pela sucessão de ocorrências desagradáveis. Nada parece dar certo.
Todas as atividades se confundem e os fatos se apresentam deprimentes, perturbadores.
A cada nova tentativa de ação, outros insucessos ocorrem, como se os fenômenos naturais transcorressem de forma contrária.
Nessas ocasiões as contrariedades aumentam e o pessimismo se instala nas mentes e na emoção, levando-as a lembranças negativas com presságios deprimentes. Quem lhe padece a injunção tende ao desânimo e refugia-se em padrões psicológicos de auto-aflição, de infelicidade, de desprezo por si mesmo.
Sente-se sitiado por forças descomunais, contra as quais não pode lutar, deixando-se arrastar pelas correntes contrárias, envenenando-se com o mau humor. São esses, dias de provas, e não para desencanto; de desafio, e não para a cessação do esforço.
Quando recrudescem as dificuldades, maior deve ser o investimento de energias, e mais cuidadosa a aplicação do valor moral na batalha. Desistindo-se sem lutar, mais rápido se dá o fracasso, e quando se vai ao enfrentamento com idéias de perda, parte do labor já está perdido.
Nesses dias sombrios, que acontecem periodicamente, e às vezes se tornam contínuos, vigia mais e reflexiona com cuidado. Um insucesso é normal, ou mesmo mais de um, num campo de variadas atividades. Todavia, a intérmina sucessão deles pode ter gênese em fatores espirituais perniciosos, cujas personagens se interessam em prejudicar-te, abrindo espaços mentais e emocionais para intercâmbio nefasto contigo, de caráter obsessivo.
Quanto mais te irritares e te entregares à depressão, mais forte se te fará o cerco e mais ocorrências infelizes tomarão forma. Não te debatas até a exaustão, nadando contra a correnteza. Vence-lhe o fluxo, contornando a direção das águas velozes. Há mentes espirituais maldosas, que te acompanham, interessadas no teu fracasso.
Reage-lhes à insídia mediante a oração, o pensamento otimista, a irrestrita confiança em Deus. Rompe o moto-contínuo dos desacertos, mudando de paisagem mental, de forma que não vitalizes o agente perturbador.
Ouve uma música enriquecedora, que te leve a reminiscências agradáveis ou a planificações animadores. Lê uma página edificante do Evangelho ou de outra Obra de conteúdo nobre, a fim de te renovares emocionalmente.
Afasta-te do bulício e repousa; contempla uma região que te arranque do estado desanimador. Pensa no teu futuro ditoso, que te aguarda. Eleva-te a Deus com unção e romperás as cadeias da aflição.
Há sempre Sol brilhando além das nuvens sombrias, e, quando ele é colocado no mundo íntimo, nenhuma ameaça de trevas consegue apagar-lhe, ou sequer diminuir-lhe a intensidade da luz. Segue-lhe a claridade e vence o teu dia de insucessos, confiante e tranqüilo.
- Joanna de Angelis -
(Texto extraído do livro "Momentos de Saúde"; Divaldo Pereira Franco; Editora Liv. Espírita Alvorada)
Escrito por sepe às 00h13
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Um passo de cada vez...
O desenvolvimento mediúnico é como o desabrochar de uma flor: um fenômeno sutil, que acontece dia a dia, sem milagres ou grandes saltos em sua evolução. Desenvolver a mediunidade é um processo que começa interiormente, buscando a melhora íntima e o desenvolvimento das virtudes superiores, pois apenas através delas, acessa-se o padrão de sintonia ideal com os bondosos mensageiros que a Luz envia.
Mediunidade não é um bem para envaidecer-se, nem uma atividade que tem como objetivo matar o tempo ocioso dentro da matéria. É sim, um trabalho sério, que exige disciplina e maturidade, compaixão e carinho, para que o trabalho não se perca nas áridas ilusões do materialismo exacerbado.
Todo servidor mediúnico é uma ponte de ligação entre os planos mais sutis e a matéria. É uma porta de acesso. Mas, caso essa porta seja aberta, o que transitará por ela? Em verdade, o médium antes de ser elemento passivo na comunicação espiritual, é elemento ativo no processo de sintonia com as forças superiores. A manifestação mediúnica é impressa sobre o conteúdo anímico que todo médium traz, em sua mente e em seu coração.
Por isso o grande esforço dos mensageiros da luz, para que antes das faculdades mediúnicas desabrocharem por completo, o médium passe por um período longo de desenvolvimento, onde suas capacidades acompanharão a própria evolução interna da alma, predisposta ao trabalho de intercâmbio espiritual. A todos esses irmãos, que buscam na mediunidade, um oportunidade de trabalho redentor, deixamos os seguintes conselhos:
Utilizem-se sempre da palavra amiga, para que a psicofonia reflita os sentimentos trazidos no coração.
Tenham olhos bondosos, que antes de procurar os defeitos alheios, sirvam para a compreensão dos próprios erros, fazendo da clarividência uma ferramenta para o autoconhecimento.
Santifiquem suas mãos com o trabalho honesto e edificante, para que elas possam trazer, através da psicografia, as palavras do mais alto.
Façam com que suas atividades diárias sejam norteadas pelo bom-senso e pela alegria, aumentando a lucidez fora do corpo, quando das excursões noturnas enquanto o corpo físico descansa.
Escolham bem as conversações as quais participam, para que seus ouvidos possam ouvir o sutil.
Cultivem pensamentos elevados e carinhosos em relação ao semelhante, para que a intuição flua, como um rio de bênçãos, a cair do altíssimo.
Não julguem com maldade e extremo rigor as manifestações mediúnicas do próximo, para que não sejam traídos pelo animismo não edificante. Lembrem-se que o mesmo rigor, descaso e sarcasmo destinado ao irmão, um dia poderá ser destinado a vocês.
Estudem, leiam e se instruam, mas não se envaideçam, pois os verdadeiros tesouros espirituais trazemos no coração.
Cuidado com o mau-humor. Ele acaba com qualquer tentativa de contato espiritual elevado. Manter-se sereno e equilibrado perante as pelejas do dia a dia é a maior prova de espiritualização que o ser pode dar.
Sejam simples. Não busquem o fenômeno ou o “show mediúnico”. Busquem sim, o esclarecimento, os ensinamentos elevados, o consolo e a fraternidade com os irmãos mais necessitados.
Cuidado com os excessos, trilhem o caminho do equilíbrio, para que suas companhias espirituais também sejam equilibradas.
Façam da oração uma manifestação de fé e confiança verdadeira nas forças celestes, para que o amparado delas nunca falte.
Não se martirizem, nem se tenham como pecadores. Ninguém é perfeito, todos temos acertos e erros, débitos e créditos. Trabalhem e perseverem. Sejam críticos, mas não exagerem. Melhore na medida do possível e não se cobre uma postura impossível em relação à vida.
Cada um tem o que merece. Aceitem suas vidas, suas dificuldades, seus problemas, pois eles estão aí por única e exclusiva responsabilidade sua.
Por último, confiem mais em si mesmos. Não desanimem com a aparente falta de evolução em relação a mediunidade. Como dito anteriormente, o processo é lento, sem saltos ou rápidas transformações. Um passo de cada vez. O caminho é longo, mas todos temos a eternidade...
Um Espírito Amigo – Recebido mediunicamente por Fernando Sepe
Escrito por sepe às 02h24
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Mediunidade é... - Parte III
Mediunidade é universal.
Mediunidade é abrangente.
Mediunidade é um presente.
Mediunidade é agradecer a oportunidade da Vida.
É tocar os planos mais altos com a mente.
É um serviço redentor;
É uma expiação alegre;
Um trabalho fervoroso;
Que se paga com gotas de amor.
Mediunidade é o carinho do consolador,
Mas também as palavras do esclarecedor.
É uma arte humanista;
Uma ação altruísta.
É uma benção.
Uma vontade de servir.
Um diamante bruto,
A ser lapidado pela alma.
Mediunidade é Cristo e seu amor.
É Deus em ação e todo seu esplendor.
É um beijo ingênuo na existência...
Um Espírito Amigo – Recebido mediunicamente por Fernando Sepe 8/11/06 3;10 A.M.
Escrito por sepe às 00h58
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Mediunidade é... - Parte II
Mediunidade é trabalho.
Mediunidade é amor.
Mediunidade é carinho.
É saber que nada se ganha com ela,
Mas o espírito se liberta com sua prática.
É saber que nada se pode esperar dela,
Mas sua fé se redobra a cada dia.
É saber que não se é privilegiado por ela,
Mas a realização chega a cada dia que passa.
Mediunidade é isso...
Difícil de explicar com palavras.
Fácil de sentir no coração...
Mediunidade é desinteresse.
Mediunidade é simplicidade.
Mediunidade é fraternidade.
É união de povos e culturas diferentes
Irmanadas na luz do espírito.
É o sorriso bondoso do negro,
Aliado a força do índio.
É a abnegação do cristão,
Com o toque doce da mãe.
É a serenidade do oriental
Misturada a alegria dos nativos.
É filosofia em ação,
De mãos dadas com a ciência.
É o canto da sereia,
Que encanta o verso do poeta.
É a arte do pintor,
Que dança através do dançarino.
Escrito por sepe às 00h58
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Mediunidade é...
Mediunidade é um mandato de amor...
É um agir desinteressado,
É um constante aprendizado,
É aprender com os mais despertos
E despertar os mais adormecidos.
É querer o bem, e consagrar-se ao bem.
É ser porta aberta para o plano espiritual.
É vigiar e orar sempre esta porta.
É caridade em ação.
É humildade que não humilha, mas edifica.
É uma luz serene que anima a alma da gente.
É ser o evangelho de Jesus
E propagar a boa nova do Cristo.
É ser serenidade e tranqüilidade
No recôndito plácido do espírito.
Mediunidade é um sacerdócio do bem...
É se melhorar acima de tudo,
Mas nunca se esquecer do próximo.
É trabalhar pelo Todo, em detrimento do ego.
É receber em sua casa física, amigos espirituais,
E no coração da alma, as bênçãos do Alto.
É ser remédio para os necessitados,
E curar-se das próprias mazelas internas.
É ter uma boa palavra a ser dada,
Mas acima de tudo, um exemplo vivo a ser vivido.
Mediunidade é uma constante alegria...
É um sorriso bondoso, doado de bom coração.
É uma postura alegre, que te acalma a emoção.
É como uma criança, ingênua e desprotegida
Que deve ser velada, cuidada, querida.
É uma flor tenra e bela, frágil como uma donzela.
É uma infinitude singela...
Escrito por sepe às 00h57
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Em torno da mediunidade
Ser médium não é simplesmente fazer-se veículo de fenômenos que transcendem a alheia compreensão.
Acima de tudo, é indispensável entendamos na faculdade mediúnica a possibilidade de servir, compreendendo-se que semelhante faculdade é característica de todas as criaturas.
Acontece, porém, que o homem espera habitualmente pelas entidades protetoras em horas de prova e sofrimento, para arremessar-se ao estudo e ao trabalho quase sempre com extremas dificuldades de aproveitamento das lições que o visitam, quando o nosso dever mais simples é o de seguir, em paz, ao encontro da Espiritualidade Superior, movimentando a nossa própria iniciativa, no terreno firme do bem.
A própria natureza é pródiga de ensinamentos nesse particular.
A terra é médium da flor que se materializa, tanto quanto a flor é medianeira do perfume que embalsama a atmosfera.
O Sol é médium da luz que sustenta o homem, tanto quanto o homem é o instrumento do progresso planetário.
Todos os aprendizes da fé podem converter-se em médiuns da caridade através da qual opera o Espírito de Jesus, de mil modos diferentes, em cada setor de nossa marcha evolutiva.
Ampara aos teus semelhantes e encontrarás a melhor fórmula para o seguro desenvolvimento psíquico.
Na plantação da simpatia, por intermédio de uma simples palavra, estabelecemos, em torno de nós, renovadora corrente de auxílio.
Não aguardes o toque de inteligências estranhas à tua, para que te transformes no canal da alegria e da fraternidade, a benefício dos outros e de ti mesmo.
Emmanuel - Chico Xavier
Escrito por sepe às 00h52
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Mediunidade comentada por André Luiz
O cérebro físico é aparelho de complicada estrutura. Constitui-se de células emissoras e receptoras, que servem nos mais diversos centros mentais, reguladores da vida orgânica. Imantam-se, dentro dele, poderosas correntes magnéticas, a flutuarem sobre o líquido cérebro-espinhal, como a engrenagem de um motor em óleo adequado, produzindo vibrações elétricas com a freqüência de dez a vinte por segundo. Daí parte infinidade de ordens, endereçadas ao sistema nervoso, ao aparelhamento endocrínico e aos órgãos diversos.
O cérebro, porém, tal qual é conhecido na Terra, representa a parte visível do centro perispiritual da mente, ainda imponderável à ciência comum, no qual se processa a elaboração do pensamento, que escapa à conceituação humana.
Referimo-nos a semelhante quadro para comentar a necessidade da cooperação do servidor mediúnico, ao intercâmbio entre os dois planos, visível e invisível. A tese do animismo, não obstante respeitável, pelas excelentes intenções que a inspiraram, muita vez desencoraja os companheiros, chamados a testemunhos de serviço, no ministério da verdade e do bem. Os investigadores rigoristas não favorecem o esforço dos médiuns bem intencionados; na maioria das ocasiões destroem-lhes os germes de boa vontade e realização, com as suas exigências particularistas, no capítulo da minudência, da gramática, da adivinhação.
A organização mediúnica, entretanto, como as demais edificações elevadas, não se improvisa no caminho da vida. E o médium não é uma inteligência ou uma consciência anulada nas exteriorizações fenomênicas da comunicação entre as duas esferas. Ainda no chamado sonambulismo puro, no transe completo e nas hipnoses mais profundas, a colaboração dele será manifesta e indispensável. A energia da usina longínqua precisa do filamento da lâmpada, em que se manifesta, produzindo luz e calor. O artista, para arrancar a melodia perfeita, necessita de cordas afinadas firmes no violino que lhe empresta o concurso na demonstração musical. A mensagem do cantor ou do político requer o aparelho de recepção para ser ouvida à distância. Exige a lâmpada características especializadas na fabricação, o violino requisita grande experiência e cuidado de manufatura e o receptor radiofônico pede extensa cópia de material elétrico para atender à finalidade que lhe é própria.
Se em semelhantes serviços de transmissão, à base de matéria comum, há imperativos de técnicos e organização, como improvisar um mecanismo mediúnico, no qual a base de matéria viva associada a elementos espirituais, ainda imponderáveis à ciência humana, exige a construção da vontade com os valores da cooperação?
Edificar a mediunidade constitui uma obra digna do esforço aliado à perseverança no espaço e no tempo.
Um habitante de esfera diferente necessita valer-se dos recursos que lhe oferece o cooperados identificado com o círculo, onde pretende fazer-se sentir. Trata-se de imposição vulgar nas próprias relações entre países terrestres, de cultura diversa. O brasileiro que precise conduzir certa mensagem à Inglaterra, desprovido de contacto anterior com a vida britânica, de modo algum dispensará o intérprete e esse intermediário para cumprir a tarefa deve preparar-se devidamente.
Adaptar-se uma entidade desencarnada ao cérebro, ao sistema nervoso e aos núcleos glandulares do companheiro encarnado, ajustando peças biológicas e eliminando resistências celulares, sem nos referirmos aos processos mentais, inacessíveis à compreensão atual dos fenômenos, não é operação matemática que se efetue através dos cálculos de alguns instantes. É organização paciente, requisitando muito concurso e devotamento por parte dos amigos em serviço na Crosta Planetária.
E, assim afirmando, convidamos os colaboradores sinceros do Espiritismo Evangélico a dedicarem maior atenção à chamada mediunidade consciente, dentro da qual o intermediário é compelido a guardar suas verdadeiras noções de responsabilidade no dever a cumprir. Cultive cada trabalhador o seu campo de meditação, educando a mente indisciplinada e enriquecendo os seus próprios valores, nos domínios do conhecimento, multiplicando as afinidades com a esfera superior e observará a extensão dos tesouros de serviço que poderá movimentar a benefício de seus irmãos e de si mesmo. Sobretudo ninguém se engane relativamente ao mecanismo absoluto em matéria de mediunidade. Todo intérprete da espiritualidade, consciente ou não, no decurso dos processos psíquicos, é obrigado a cooperar, fornecendo alguma coisa de si próprio, segundo as características que lhes são peculiares, porquanto se existem faculdades semelhantes, não encontramos duas mediunidades absolutamente iguais.
Lembremo-nos de que não nos achamos empenhados em edificações exteriores, onde a forma deva sacrificar a essência e onde a letra asfixie o espírito, e sim na construção de um mundo melhor, nos círculos de experiência para a vida eterna. Guarde cada colaborador do Espiritismo Cristão a consciência, a responsabilidade e o espírito de serviço, à maneira de riquezas celestes que é necessário valorizar e multiplicar. Não nos esqueçamos de que, segundo a profecia, através dos canais mediúnicos, o Senhor está derramando a sua luz sobre a carne, mas que é preciso purificar o vaso carnal e enriquecer a mente, a fim de que o homem terrestre seja, de fato, o intérprete fiel da divina luz.
André Luiz - Chico Xavier
Escrito por sepe às 00h28
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2 de novembro – Saravá Senhor Omulu
O dia dois de novembro é o dia consagrado ao Orixá Omulu dentro da Umbanda. Omulu é o Orixá que rege sobre o desencarne, por isso é muitas vezes chamado de o Senhor ou o Orixá da morte. Dentro de uma religião espiritualista como a Umbanda, sabemos que o espírito é imortal e a morte nada mais é do que uma passagem ou mudança de casa ou endereço vibratório.
Por isso, entendemos pai Omulu como uma força sagrada e divina, sempre a nos amparar nesse momento delicado, mas extremamente feliz, que é o desencarne.
Omulu é o Orixá da terra (elemento). Seu ponto de força é o cemitério, onde recebe as almas que se desligam de seus veículos carnais. Sua cor é o Roxo, ou o branco/vermelho/preto utilizadas em conjunto. É senhor de centenas de linhas de ação e reação dentro da Umbanda. Esses falangeiros “baixam” nos terreiros, sempre trazendo a força desse Pai, trabalhando ativamente por amor ao próximo.
Muitas qualidades e atribuições negativas foram dadas a Omulu, fruto da ignorância de sua verdadeira natureza divina. Isso fez com que sua imagem esteja sempre associada a um sentimento de temor. Infelizmente, essas pessoas pouco conhecem da verdadeira face luminosa desse Orixá.
Papai Omulu é um Orixá curador por excelência. Como Orixá da Morte, é o Orixá que traz o fim para os nossos vícios e imperfeições sentimentais, mentais e conscienciais. É força de cura para os espíritos sofredores e é força de purificação, refreamento e encaminhamento dos espíritos perdidos nos sentimentos de ódio, vingança, etc. Infinitas são suas atribuições. Infinito é seu amor e compaixão pela humanidade.
Por isso alertamos os nossos irmãos umbandistas: Estudem, pesquisem, ouçam seus guias espirituais e aprendam com eles. Aprendam a cultuar e a conhecer a verdadeira e luminosa face desse tão querido Orixá. Com certeza, nele vocês encontrarão um pai bondoso e querido, sempre a guiar e iluminar vossos passos...
Atotô, Papai!
Omulu Yê, Tatá
Sepe ;)
Escrito por sepe às 21h21
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