Orun Ananda


 

 

Flor Mediúnica - Parte III

 

Levanta a cabeça e contempla a imensidão.

Trabalho sem apego,

Autoconhecimento e transformação.

O gongo do eterno bateu

E finalmente a Flor Mediúnica desabrochou

No nosso coração!

Mensagem recebida por Fernando Sepe inspirado por um espírito amigo, que sabe que pouco importa o mensageiro, mas sim a mensagem.

PS: Esse amigo espiritual ainda deixa uma dica as pessoas que estão desenvolvendo a mediunidade:

“A mediunidade é como um rio. Ela flui do coração do espírito comunicante até o coração do médium. No caminho, o leito, formado por seus sentimentos e pensamentos. Cuide desse leito, para que a água verta mais límpida possível.

Não tenha pressa, aproveite. O começo do desenvolvimento mediúnico é como a infância, moldará o resto de sua vida. Ele deve ser trilhado como um caminho de surpresas e descobertas. De celebração e alegria. Não se apresse, você deixará passar despercebida lindas flores que ornam o caminho. Também não force, não se preocupe. Siga o fluxo do rio. Do coração do guia ao seu coração. Não tem segredo... As palavras básicas são: fluidez, intuição e serenidade...

Lembrem-se: cada um com seu tempo! Assim como o desabrochar daquela rosa é momento único na criação, e nunca mais se repetirá, assim é com a sua mediunidade. É como uma flor que desabrochará no momento certo. Regue-a, cultive-a. Quando o momento chegar, os Anjos cantarão. Até lá, curta seu próprio desenvolvimento e melhore como pessoa...”

PSII: Finalizando esses escritos sobre mediunidade e auto-realização, deixo um belíssimo texto sobre a jornada da vida, escrita por Sri Aurobindo, retirado do clássico: A Sabedoria de Sri Aurobindo – Edt. Shakti.

“Quando tivermos passado além dos conhecimentos, então teremos o Conhecimento;
a Razão foi o auxílio, a Razão é o entrave.
Quando tivermos passado além do querer, então teremos o Poder;
o Esforço foi o auxílio, o Esforço é o entrave.
Quando tivermos passado além dos prazeres, então teremos a felicidade;
o Desejo foi o auxílio, o Desejo é o entrave.
Quando tivermos passado além da indivualização, então seremos pessoas reais;
o Ego foi o auxílio, o Ego é o entrave.
Quando tivermos passado além da humanidade, então seremos o Homem;
o Animal foi o auxílio, o Animal é o entrave.

Então...

Transforma tua razão em intuição ordenada;
que tudo em ti seja luz. Este é teu alvo.
Transforma teu esforço em um conhecimento igual e soberano da força da alma;
que tudo em ti seja força consciente. Este é teu alvo.
Transforma teu prazer em êxtase igual e sem objetivo;
que tudo em ti seja felicidade. Este é teu alvo.
Transforma o indivíduo dividido na personalidade universal;
que tudo em ti seja divino. Este é teu alvo.
Transforma o animal no Pastor de rebanhos;
que tudo em ti seja Krishna (Cristo). Este é teu alvo.”



Escrito por sepe às 02h56
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Flor Mediúnica - Parte II

Ser flecha de luz

A trespassar e a levar o brilho do espírito

Para todos os lugares.

 

Sê luz, trabalhar com a Luz!

Sê coração, trabalhar com Amor!

Sê Deus, Trabalhar tocado por Deus...

 

Quando a sintonia acontece, o milagre surge

E a tristeza e a saudade desaparecem.

O Consolador brilha e sorri, bem-humorado,

Enquanto os Orixás dançam festivos;

Krishna toca sua flauta doce,

Fazendo Buda florescer no horizonte!

 

Fusão de egrégoras e almas;

Fusão de idéias e sentimentos;

Fusão de Energia!

O mundo não vê, mas o firmamento abençoa,

As reuniões onde as almas se fundem

E de Luz enchem a Terra...

 

Se todos somos UM

E o TODO está em TUDO

Quem fala para quem?

Quem escreve o quê?

O que é mais importante:

O mensageiro ou a mensagem?

 

Sim, a flor da mediunidade é isso,

É poesia e canção...

Distante do julgamento tolo dos olhos raivosos

E imaturos pela mera competição.

Distante do ego sombrio, e da falsa humildade

Que tanto envolve na confusa ilusão.

 

Mas, tão perto do Eu,

Tão perto... Bem aqui, entre Eu e Você...

Lá está Ela, a Flor Mediúnica!

A ponte de luz que nos liga em espírito...

A nau dourada que desliza sobre o oceano da imortalidade...

 

(Continua...)



Escrito por sepe às 02h55
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Flor Mediúnica

Mediunidade é o trabalho do desapego, o trabalho feito com o coração no Todo, um reto-agir...

Mediunidade é darma em ação, resgatando carmas antigos e fazendo novas flores desabrocharem na atmosfera física e espiritual do mundo...

Mediunidade é oportunidade de evoluir acima de tudo, trabalho de assistência e autoconhecimento íntimo e espiritual. Mediunidade é uma porta aberta para o congraçamento entre irmãos, nessa grande jornada espiritual que é a Vida...

Mas mediunidade não é culto desmedido as entidades espirituais, tampouco a negação das capacidades do ser pessoal (anímico). Em verdade, mediunidade é um processo de mão-dupla, um processo anímico-mediúnico ou medianímico, onde a consciência encarnada dá as mãos a uma consciência desencarnada e AMBAS, JUNTAS, trabalham, sorriem, amam e aprendem mutuamente. Uma não é melhor que a outra, são simplesmente amigos, se completam.

A supervalorização da comunicação espiritual, do fenômeno e do trabalho mediúnico é uma barreira para o desenvolvimento das capacidades anímicas. Uma não substitui a outra, mas sim, se co-relacionam e completam-se integralmente.

Antes do desenvolvimento das capacidades mediúnicas, que tal o desenvolvimento pessoal, interno, da própria consciência. Essa será a base firme e amorosa que qualquer entidade comunicante poderá utilizar-se para um sadio e criativo contato mediúnico.

Vocês todos são o elo material da corrente. Como anda esse elo?

Não falamos de tolos moralismos, falamos de serenidade ao viver. Falamos de uma consciência com sintonia contínua com a espiritualidade superior, aberta as idéias de luz que brotam do mais alto. Pessoas tocadas pela grande mão de amor do Pai-Mãe de Tudo.

Percebam, observem mais. Um trabalho mediúnico antes de auxiliar o próximo, deve auxiliar vós mesmos. Deve ser capaz de abrir sua consciência, expandir seus horizontes, melhorar seus sentimentos mais nobres e equilibrar suas densas emoções. Um trabalho mediúnico deve ser também um trabalho de auto-conhecimento e auto-realização. Uma ferramenta, muito útil e valorosa, na grande jornada da Vida. 

Caso contrário ela não florescerá, não te trará bem-aventurança, não se instalará em seu coração. Caso contrário, com o tempo, o brilho nos olhos diminuirá e não mais a mediunidade exercerá seu brilho atrativo sobre você. Por fim, quando a hora do desencarne chegar, poucas portas você terá aberto, não aproveitando a oportunidade-semente que Deus te deu. Medite nisso!

Cuidado também com o ego de médium. O ego de médium não é, como dizem por aí, a vaidade de si mesmo como pessoa. O ego de médium não se manifesta como uma auto-valorização de si mesmo, mas sim, da manifestação mediúnica. A sombra do ego é sorrateira, disfarçando-se sobre a pseudo-humildade de quem se diz apenas instrumento, mas no seu íntimo julga-se o grande e insubstituível instrumento. Esse é o ego de médium. O ego de ser o melhor canalizador de todos, disfarçado em falsa humildade. O ego de julgar seus guias os melhores. Aquele ego que sempre encontramos nos julgadores, naqueles que sempre olham a comunicação mediúnica dos outros com o rabo dos olhos, contrariados, desconfiados, não por discernimento, mas por pura armadilha do ego. Esquecem que uma comunicação mediúnica deve ser sentida com o coração e discernida com os olhos da alma. Cuidar do argueiro nos olhos do outro sem olhar o entrave no seu, já dizia Jesus.

Também não se deve cair na desvalorização tola do próprio eu. Como dito acima, muitas vezes isso é uma armadilha do ego, principalmente no caso da mediunidade, onde normalmente desvaloriza-se o eu (anímico) para supervalorizar o espiritual (mediúnico), com a falsa desculpa da humildade. Meio termo e equilíbrio na senda. Anímico e espiritual. Você e seus amigos extrafísicos juntos, de mãos dadas, sorrindo e trabalhando. Construindo firmes atmosferas de luz nesse planeta, tão engolido pelas brumas da ilusão e da treva. Caso vocês acertem, o mérito é de TODOS. Caso vocês errem, o erro também é de TODOS. Assim a mediunidade pode desenvolver-se de forma mais equilibrada. A responsabilidade é de TODAS as consciências que estão envolvidas no processo. Caso contrário, algo está errado, algum lado está sendo super valorizado. 

Por último, pense bem quais são seus objetivos na senda mediúnica. Existem pessoas que buscam “poderes”, outros que buscam resolver todos seus problemas materiais. Outros ainda querem apenas o título de médiuns, como um alto grau na hierarquia espiritual. Mas a mediunidade não tem nada disso a te oferecer, a não ser a bem-aventurança interna que se instala no céu estrelado do seu coração, apenas por poder ser útil à existência. Pense nisso!

Trabalho desapegado, transformação interna,

Frutos lindos e belos da mediunidade.

Tocar as estrelas, irmanados nas ondas da compaixão...

E de mãos dadas, com seus amigos espirituais,

Voar sobre a densa mata de brumas e mistérios da morte.

 

(Continua...)



Escrito por sepe às 02h52
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Oceano de Beatitude...

 

Quando a mente silencia, a consciência penetra no grande silêncio...

Quando os sentidos se fecham, a percepção se abre para o grande horizonte...

Quando o coração se acalma, a flor da compaixão finalmente desabrocha...

Quando o Ser se abre, os raios de luz surgem, como o nascer da aurora...

Quando o espírito se vê, ele contempla finalmente o verdadeiro Ser...

Quando a atenção é direcionada, a consciência a tudo pode e percebe...

Quando a respiração é controlada, o milagre finalmente acontece...

Quando o Ser torna-se senhor da própria mente, o primeiro véu cai...

Quando o coração desabrocha, o segundo véu se vai...

E quando finalmente, o atman descobre-se plenamente,

Nada mais existe... Apenas Ele!

 

A iluminação é o processo de descobrir a grande luz que mora no âmago do Ser. É a aurora matinal, que acaba com as sombras do crepúsculo e leva para longe as brumas da ilusão. Quando a iluminação acontece, o Ser finalmente compreende sua real natureza. Isso é o fim de Maya, a contemplação da verdade.

 

Mas a verdade só pode ser contemplada por um coração puro e uma mente adestrada. Por um desejo ardente de conhecê-la e sentimentos sublimes em relação ao mundo. Por uma consciência armada com a espada do discernimento e uma vontade firme e disciplinada na senda da meditação.

 

O irreal é transitório. Passageiro, são castelos de areia construídos a beira do mar. Não resistem ao primeiro sopro da Mãe Tempo. Mas, os tesouros da Consciência, do Amor e do Ser são eternos. Castelos brilhantes, que deslizam sobre as nuvens. 

 

Benção do Todo. Presença do infinito. Perenes, sublimes e serenos. Eternos no oceano de Ananda.

 

Busca e desperta, alma amiga! Deus e você são Um só, esse é o maior legado dos mestres realizados. Quando sua consciência mergulha no oceano beatífico, já não mais existe a consciência individualizada, apenas a grande consciência coletiva. Esse é o chegar da aurora matutina. O toque da Mãe Divina. O verdadeiro despertar...    

 

O Atman criou asas, e pelo topo da cabeça mergulhou no Eterno...

Simples gotinha, que voltou ao oceano cósmico de bem-aventurança.

Quem sou eu? A gota?

Não, não, isso não...

Dilui-me na imensidão de Brahman;

Perdi-me na vastidão da bem-aventurança;

Sou o Oceano!

Eu sou Ele, Ele sou Eu...

Eterna e placidamente

Na totalidade da existência...

 

3õ OM TAT SAT 3õ

 

Fernando Sepe, inspirado pela bela Ananda – 19/09/06 – 01:42 A.M.  



Escrito por sepe às 00h49
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Canto da Solidão – Areia e Espuma

Existe uma ambigüidade nas pessoas. Algumas são alegres e sorridentes, mas a profundidade de sua alma é tanta quanto sua fachada de dentes. Outras usam máscaras e escondem o medo do escuro em posturas inflexíveis. Mais felizes são os lunáticos. Quanto mais eles mergulham nos lagos pantanosos do espírito, mais eles ficam entregues a escuridão. Mas, paradoxo dos paradoxos, mais consciente eles vivem! Mesmo que o mundo não os compreenda, os Anjos cantam...

Fernando Sepe – Canto da Solidão

Quando a noite chega e tu te sentes escuro, deita-se e sê escuro voluntariamente.

E quando chega a manhã e ainda estás escuro, levanta-te e dize ao dia, abertamente: “Ainda estou escuro”.

Seria estúpido pretender enganar a noite e o dia.

Ambos rir-se-iam de ti.

 

Gibran Khalil – Areia e Espuma

A solidão tristonha é a porta para o desespero e o suicídio. A bela solitude é o portal para a contemplação do divino e a auto-realização. O coração daquele que luta contra a solidão é iludido e tolo. Aquele que a entende tem nela sua mais fiel e linda amiga. Mas, assim como na sombra uma corda vira uma terrível serpente, na solidão, imaturidade vira um incrível desespero.

Fernando Sepe – Canto da Solidão

Minha solidão nasceu quando os homens elogiaram meus defeitos faladores e censuraram minhas virtudes silenciosas.

Gibran Khalil – Areia e Espuma

Nunca entendi a lógica dos homens. Prefiro a intuição das mulheres. Parece-me mais lógico e sensato...

Fernando Sepe – Canto da Solidão

Só um idiota e um gênio quebram as leis feitas pelo homem; e são os mais próximos do coração de Deus.

Gibran Khalil – Areia e Espuma

A Poesia é um hábito cortês, uma coisa vagabunda. 

Fernando Sepe parafraseando Mestre Patinha - Canto da Solidão

Se tivesse de escolher entre o poder de escrever um poema e o êxtase de um poema não inscrito, escolheria o êxtase. É uma forma superior de poesia. Mas tu e todos os meus vizinhos concordais que sempre escolho mal.

Gibran Khalil – Areia e Espuma

O Poema é o canto dos Anjos, captado pela flor do coração e escrito por mãos mortais.

Fernando Sepe - Canto da Solidão

PS: Areia e Espuma é uma linda obra do poeta libanês Gibran Khalil. Já Canto da Solidão é uma obra nunca editada do muito mais modesto, mas esforçado, amigo Fernando Sepe ;)



Escrito por sepe às 01h41
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Canto da Solidão – Areia e Espuma

 

Quem poderá entender o eterno,

Que não se entende;

Apenas se sente,

No coração quente,

Assim como a salsa ardente,

Da montanha sagrada do amor terno?

 

Quem poderá compreender o oceano,

Sendo apenas uma gotinha,

A nadar em um infinito céu de estrelinha.

Viajando, de vida em vida,

Pagando, com música a própria dívida,

Buscando um porto seguro, ano a ano...

 

Por isso os Anjos cantam muitos setes

E a roda da vida gira, gira e gira...

A esfinge urra o mantra que vira

O mundo de ponta-cabeça!

Enquanto as sereias levam toda tristeza

De volta para o mar de Tetis.

 

Escuta, ouve, abra-se todo!

O Diabo fala-te ao ouvido,

Mas Miguel sussura-lhe ao coração partido.

O começo do fim, o fim do começo,

A profecia apocalíptica, a falar-lhe do mesmo.

Mistério profundo, que encerra em si, tudo!

 

Bem e mal, mal e bem,

Lá vem Deus dançando no céu.

Sobre as nuvens, descerrando o véu,

Além da ilusão do mau e do bom,

Além da insignificância de um mero semitom,

Pousando sereno sobre o eco do Amém.

 

Fernando Sepe – Canto da Solidão

 

Uma vez, enchi minha mão de neblina. Depois, abri-la; e eis que a neblina era um verme.

Fechei e abri novamente minha mão, e lá estava um pássaro. E novamente fechei e abri minha mão, e em seu côncavo, erguia-se um homem de face triste, virada para cima.

Fechei minha mão mais uma vez, e quando a abri, não havia nada senão neblina.

Mas ouvi uma canção de inexcedível doçura.

 

Gibran Khalil – Areia e Espuma



Escrito por sepe às 01h36
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Sobre a Meditação - Paramahamsa Yogananda

1) "O devoto que faz o esforço supremo é o devoto que encontra Deus. Não é o que sempre procura uma desculpa dizendo: "preciso encontrar um lugar tranquilo; só então poderei meditar. O procrastinador jamais alcançará Deus. Mas se você disser a si próprio: "vou meditar profundamente agora!" Você alcançará o seu objetivo num segundo."

2) "Quando uma pessoa está realmente com sono, não é possível que cochile em qualquer lugar? O mesmo se dá com a pessoa que ama a Deus; essa pessoa é capaz de meditar até mesmo numa estação de trem ou dentro de um mercado".

3) 'Meditar por pouco tempo, mas profundamente, é melhor do que meditar muitas horas com a mente agitada."

4) "No começo, portanto, não se obrigue a se sentar em meditação por muito tempo. Empenhe-se no sentido de realizar meditações breves, mas profundas. Depois, aos poucos, à proporção que você for se acostumando a meditar com profundidade, dilate o período de meditação".

5)"Não se sinta mal se você perceber que está muito inquieto para meditar profundamente. A calma virá com o tempo, se você praticar regularmente. Jamais aceite a idéia que você não foi feito para meditar. Lembre-se: a calma é a sua natureza eterna e verdadeira".

6)"Na meditação, tente ir além do pensamento. Enquanto os pensamentos surgirem na sua cabeça, você ainda está no nível consciente. Ao sonhar, você está no subconsciente; depois disso, você se torna mais perceptivo no corpo astral. Quando sua consciência recua ainda mais profundamente, até a superconsconsciência, então, você está concentrado na bênção, na espinha. Nesse estado de bem-aventurança, você está consciente no corpo causal, na alma".

7) "Um devoto estava tendo dificuldade em continuar acordado durante a meditação. Yogananda fez a seguinte sugestão a ele: "Cerre os olhos várias vezes, e depois fique de olhos arregalados, fixando o olhar adiante. Repita essa prática uma, duas vezes ou mais. Se fizer isso, o sono deixará de perturbá-lo".

8)"Enquanto estiver meditando, não se concentre nas consequências da meditação. Em vez disso, medite para agradar a Deus. Se buscar resultados, você ficará desapontando caso eles não venham."

9) "No Bhagavad Gita, Krishna aconselha a ação sem o desejo para as consequências da ação. A meditação, também, deveria ser abordada dentro desse espírito. Medite sem o apego aos resultados da meditação".

10) "Um discípulo estava tendo dificuldades para meditar. Ele perguntou a Sri Yogananda: Será que eu não estou tentando o suficiente ? O Mestre respondeu: "Você está se empenhando demais. Está usando muita energia. Isso o deixa nervoso. Fique descontraído e aja com naturalidade. Enquanto tentar meditar, você não será capaz de fazer isso, da mesma forma que você não consegue dormir enquanto você quer dormir. A força de vontade deverá ser usada aos poucos. De outro modo, ela pode tornar-se prejudicial. Eis por que é melhor, no começo, dar ênfase ao relaxamento".

11) "Mestre", disse um discípulo. "tenho medo de ficar sem ar durante a meditação. O que posso fazer para vencer essa limitação? O que você tem diante de si é um obstáculo normal no seu caminho ", Yogananda respondeu. "Idéia enganosa", é como se chama. Você está com medo de algo que, para a sua alma, é perfeitamente natural: a profunda tranquilidade interior."

12) “Sua mente é como uma ave que esteve presa numa gaiola durante muitos anos. Ela tem medo da liberdade. No entanto, a liberdade é um direito inato.”

13) “Alguém abre a porta para deixar a ave sair. Ela pode dar alguns pulinhos e voar a uma curta distância, mas, de repente, ela pensa: "Oh, o mundo é grande demais ! "; assombrada, ela volta depressa para dentro da gaiola. "Aos poucos, depois de repetidas investidas, a ave se acostuma a estar do lado de fora da gaiola. Finalmente, certo dia, ela abre as asas e voa para o céu, livre! E por que livre? É muito simples: porque ela finalmente aceitou a liberdade como o seu estado natural. O mesmo se dá com o devoto no momento em que ele conhece a liberdade da alma. Mas lembre-se: assim como é natural para a ave voar para o céu, também é natural para a alma pairar na onipresença. "

14) "Uma espinha arqueada é o inimigo da realização. Em meditação, mantenha sempre a espinha ereta, a fim de que a força vital possa fluir através dela sem encontrar obstáculos. Em seguida, concentre sua atenção no centro de Cristo, entre as sobrancelhas. Quanto mais você se concentra nesse ponto, mais você percebe o seu ego desaparecendo na superconsciência."

15) “Um discípulo perguntou: "Como é possível desenvolver a intuição? Yogananda respondeu: "Sempre que você meditar, a melhor maneira é se sentar calmamente por longo tempo depois de se exercitar nas técnicas. É durante esse período que você será capaz de aprofundar a percepção que tem da presença de Deus dentro de você. Aprofunde-se cada vez mais na satisfação dessa presença. Quanto mais você desfruta da paz interior, mais rapidamente você desenvolve a sua intuição."

16) "Se você comer a sua comida e depois sair correndo, você não será capaz de usufruir o que comeu; é possível que você tenha apenas uma indigestão. Porém, se você repousar depois de ter-se alimentado, perceberá que esse é o melhor momento para usufruir os efeitos da sua alimentação. Faça a mesma coisa depois de terminar a Kriya Yoga. Não dê um pulo imediatamente, mas sente-se calmamente por um longo tempo - enquanto você puder ficar assim confortavelmente. Reze a Deus profundamente. Pratique Bhakti Yoga - a devoção. Ou observe o fluxo da respiração na espinha enquanto ouve os ruídos interiores com os ouvidos abertos."

Comentários: Excelente essa coletânea de trechos onde Yogananda comenta sobre a meditação. O mais legal é que esses toques também servem para outras práticas espiritualistas, para a mediunidade e para o dia-dia. Grande Yogananda ;) Para quem quiser conhecer mais sobre ele e os mestres realizados da Kriya, consultar o clássico: Autobiografia de um Yogue.

Sepe 3õ



Escrito por sepe às 00h07
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Curadores Espirituais - Os Agentes do Alto - Por Wagner Borges

Os melhores curadores são discretos em seu trabalho.
Eles calam o ego e deixam o coração fluir o amor sereno...
O toque de suas mãos é gentil e generoso.
Eles têm mãos de Luz!

Pelo alto de suas cabeças desce a sabedoria celeste.
Ao mesmo tempo, a vitalidade da terra beija seus pés.
Enquanto isso, as pétalas dos lótus de seus corações se abrem...
E eles se tornam templos vivos da Luz que cura!

Eles são tranqüilos e conscientes de suas tarefas.
Eles sabem que é a luz do amor que cura, não eles.
São naturalmente contentes, e os seres divinos velam por eles.
Eles são Paz perene!

Não carregam posturas arrogantes; são simples e alegres.
São muito gratos ao Grande Espírito, o Grande Curador.
Transitam pela existência sem julgar ninguém.
Eles são da Luz serena!

Eles são curadores, dos outros e de si mesmos.
Trilham seus caminhos sem jamais infelicitar os caminhos dos outros.
Não se magoam com coisa alguma, pois são felizes.
Os seus atos são lúcidos!

Ah, esses curadores, lindos e tranqüilos, que surfam na luz!
São estrelas na carne, agindo em nome do Alto.
Muitas vezes, quietinhos, eles abraçam a humanidade.
Eles nada esperam, só abraçam a alma do mundo.

Sim, eles nada esperam, só agradecem ao Grande Curador.
Eles sabem que há um tempo certo para cada coisa.
Por isso eles trabalham, no tempo certo de seus corações.
Eles sabem que todo momento é tempo certo de aprender...

Eles estão no mundo igualmente com todos, mas há colunas de luz sobre
seus caminhos.
Muitas vezes, eles sentem a dor do mundo, em si mesmos.
Nesses momentos, eles se recolhem na prece e haurem forças no Alto.
E vibram as mãos cheias de luz, sob o comando do coração.

Não há orgulho em seus rumos, só satisfação serena.
Não há contendas nem competições em seus caminhos, só cura.
Eles caminham no Darma, como o Alto lhes incumbiu.
E eles sabem que só o Grande Curador sabe o que está em seus espíritos.

Eles são conscientes de que, melhorando os outros, os seus nós cármicos
se dissolvem na luz...
Melhorando os homens, eles também melhoram a si mesmos, e todo mundo
cresce.
Eles sempre agradecem aos anjos da cura, pela inspiração no trabalho.
E, eles sempre dizem, contentes: "Senhor, nada é meu, tudo é Seu.
Inclusive eu!"

P.S: Eles são curadores e agentes da cura interdimensional.
Estão na carne, mas são estrelas.
Curam invisivelmente os homens e os espíritos e, também, a si mesmos.
Eles são da Luz!

Om Sinha Ganapati!

Esses escritos são dedicados a Paramahamsa Ramakrishna, a quem devo muito e a quem dedico também essas palavras de admiração e respeito:

 

"Sou como um garoto nas mãos de Ramakrishna.
Ele é o vento de amor espiritual, e eu sou a folha arrastada pelo seu
Karuna (compaixão).

 

Sua paz me envolve, e sou impelido a canalizar idéias espirituais.
Meu coração brilha sob o seu influxo, e passo, eu mesmo, a ser um vento
espiritualista a arrastar outras folhas na direção da Luz Maior".

Wagner Borges - apenas um pequeno vento espiritualista na Terra. São Paulo, 30 de agosto de 2006.



Escrito por sepe às 14h05
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De volta para Casa - Mãe - Por Vinicius Aguiar

Mãezinha, me levantei de seu colo para mostrar tua beleza ao mundo; mas quando dei por mim, havia te perdido. E quanto mais a procurava, mais me afastava de ti. Quanto mais me forçava a lembrar, mais a esquecia.

Bradei teu nome nos rincões da terra, tentando divisar entre os rangeres de dentes, tua doçura irresistível e teu sorriso meigo, que desarma o coração mais enredado e desvanece a mais renitente ilusão.

Você riu de mim. Eu não tinha compreendido sua lição sutil. O silêncio guarda as respostas, mas só ouve quem cala o ego.

Eu falei tanto mãezinha. Fui tão tolo. A tempestade veio, bem como os furores humanos, mas assim como a natureza flui e reflui, minha fúria aquietou.

Nesse oceano de mansuetude, compreendi sua lição e a vi nos recônditos de meu coração. Com a voz do silêncio, você me embalou. No encanto de seu carinho, aprendi. Aprendi o que não pode ser ensinado nem dito, apenas compreendido no florescer do amor. Você continua sorrindo. Sua graça engendra estrelas.

Você sabia que eu a encontraria, mas não adianta falar sem que o ego esteja calado.

São muitos os desafios da vida e muitas as bênçãos derramadas, mas para que elas sejam percebidas, a cabeça precisa estar curvada.

No palco da Mãe Divina, todos dançam em teu nome, todos gritam por ti e choram sua falta. O mal da humanidade é a saudade de teu colo. Mas você sabe a hora certa dos botões se abrirem. Eles abrem em teu louvor. Os sóis brilham inspirados por seu amor cósmico.

Seus filhos em você  e você em seus filhos. Ainda não saímos de seu ventre. O botão da verdade não pode abrir antes da hora. Temos que morrer para germinar. Morrer em egoísmo e renascer em Espírito e Verdade.

Até lá virão muitos furores e muitas tempestades, mas você estará esperando. Sorrindo meigamente. Sua bem-aventurança é expressa em cada átomo.

Seus filhos em você e você em seus filhos, em Unidade perfeita, só sentida no silêncio do coração.

Mãe, eu sou seu! Eu sou seu!

Somos UM!!!

Om brigado! Om brigado! Om brigado! rs

Mãe do Todo

Te procurei nos recantos da Terra, pois teus olhos-luz, embora mirem o Todo, assistem com mais cuidado seus filhos perdidos nos precipícios da ilusão. Tudo em silêncio.

Seu amor é universal e sua compreensão vai além do tempo. Você me ensinou: A escuridão do mundo vem de dentro.

Seus olhos brilham tanto! São sóis despertos no amor incondicional. Seu coração é o curso da vida. Seu seio é o cálice onde sorvem os grandes sábios. Sua pureza é a expressão da essência luminosa de todo ser. Você ungiu a Vida de Luz, expressão de seu amor que abarca todo universo em um mesmo coração.

O sopro de luz que criou o céu e a terra, é a matriz com que mantém a vida. O fluxo e o refluxo de seu amor confluem na mansidão da eterna bem-aventurança.

Obrigado por me inspirar de volta pra casa. Estou indo. Ouvi seu chamado.

Estou viajando no curso de seu amor. Pra sempre.

Vinicius Aguiar

Obs: Hoje, na madrugada de quarta-feira (13/09), na volta do Grupo de Estudos do IPPB, escrevi esses textos inspirados na atmosfera espiritual que tantos amigos, encarnados e desencarnados, formaram no IPPB, um palco de luz da minha Mãezinha. Sou muito grato por toda oportunidade de crescimento e aprendizado. Espero ser digno disso.

Obrigado a todos.

Fiquem em paz.

PSI: As duas imagens acima retratam a Deusa hindu Kali, um aspecto mais trasnformador da Mãe Divina. À direita temos a figura clássica, com ela em cima de seu consorte Shiva, e todo simbolismo de transmutação, corte e fim do ego e dos vícios. Mas, à esquerda, temos uma imagem não muito conhecida, da mesma deidade, em seu aspecto maternal e bondoso, como Mãe provedora, amamentando o pequeno Shiva.  
 
PSII: Vinna é meu amigo lá do Grupo de Estudos e Assistência do IPPB. Gente boa, escreve textos muito inspirados ;)
 
Abraços - Sepe *


Escrito por sepe às 13h58
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Concentração no Chakra do Coração - Por Rosana Biondillo

A meditação é o escopo da disciplina do Yoga. Todas as suas variadas técnicas visam levar o aspirante a atingir o estado meditativo. Porém, entre todas as técnicas meditativas, uma das mais conhecidas é a da concentração no chakra do coração, ou anahata. Ela remonta ao tempo das Upanishads e o sábio Vyasa, primeiro grande comentarista do Yoga Sutra de Patañjali, dela já falava. Na verdade, Patañjali já mencionava o coração como um ponto adequado à concentração, ao lado da sílaba OM.

Na análise sempre precisa de Mircea Eliade:

"Vyasa já falava da concentração no ‘lótus do coração’, pela qual se alcança uma experiência de pura luz. Guardemos esse detalhe: a ‘luz interior’ descoberta pela concentração no ‘lótus do coração’. Essa experiência já é encontrada nas Upanishads, sempre relacionada com o reencontro com seu próprio Si (Atman). A luz ‘do coração’ terá um destino excepcional em todos os métodos místicos indianos pós-Upanishad.

A propósito desse texto de Vyasa, Vacaspati Misra descreve longamente o lótus do coração: ele tem oito pétalas e se situa de cabeça para baixo, entre o abdômen e o peito; é necessário inverter sua posição, retendo a respiração (rechaka) e concentrando nele a mente (chitta). No centro do lótus encontram-se o disco solar e a letra A; ali é a sede do estado de vigília. Acima encontramos o disco lunar com a letra U; é a sede do sono.

Mais acima ainda está o ‘círculo do fogo’ com a letra M, sede do sono profundo. Enfim, acima deste último, encontra-se o ‘círculo mais alto, cuja essência é o ar’, sede do quarto estado (turiya, ‘estado cataléptico’). Nesse último lótus, mais exatamente em seu pericarpo, situa-se o ‘nervo (nadi) de Brahman’, orientado para o alto e desembocando no círculo do Sol e nos demais círculos: aqui começa a nadi chamada sushumna, que também atravessa os círculos exteriores. Aqui é a sede de chitta; concentrando-se nesse preciso ponto o yogin obtém a consciência de chitta (em outros termos, toma consciência da consciência)." (em Yoga - Imortalidade e Liberdade)

Eliade, ao ressaltar a "popularidade" dessa forma de meditação, inclusive nos métodos místicos indianos pós-upanishádicos, nos permite fazer alusão à sua ampla utilização, especialmente nos sistemas de Yoga. Nessa passagem, fica mais evidenciada a analogia da representação da sílaba mística OM com o chakra do coração. E, mais uma vez, se evidencia a necessidade da interiorização para a conquista dos estados de consciência por ele mencionados.

É importante também salientar que essa prática é citada por Georg Feuerstein como sendo, talvez, a mais segura para o praticante de Yoga. Ele sugere a visualização de um grão de luz azul celeste no centro do coração, como apoio à concentração. Vários mestres de Yoga também ensinaram essa maneira de se concentrar como sendo bastante eficiente e necessária à evolução do aspirante.

Swami Sivananda menciona a concentração sobre o som anahata, também chamado de Omkara Dhvani. Segundo ele, esse som se deve à vibração de prana, ou energia vital, no centro do coração. Esse som é o mesmo Nada, o som primordial, que pode ser de dez tipos, a saber:

"O primeiro é Chini (como o som da palavra Chini); o segundo é Chini-Chini; o terceiro é o som do sino; o quarto é o som da concha; o quinto é o som de Tanrti (alaúde); o sexto é aquele da Tala (pratos); o sétimo é aquele da flauta; o oitavo é o de Bheri (tambor); o nono é o de Mridanga (tambor duplo) e o décimo é o das nuvens, isto é, do trovão." (em Concentração e Meditação)

Texto extraído do excelente site sobre yoga: http://www.yoga.pro.br

Comentário: Meditar no centro cardíaco é uma das técnicas mais recomendadas, seja para iniciantes ou vetereranos na arte da meditação. É uma técnica presente também dentro do Taoísmo, do Budismo e de diversas outras escolas e doutrinas. Meditar no coração é antes de tudo, descansar no seio do Universo, no seio do Amor Maior... Elevar a consciência até as ondas da Compaixão. Prática tão antiga, reforçada pela egrégora criada pelos muitos homens e mulheres que melhoram e cresceram com isso no decorrer das eras...

3õ OM Prema Shanti OM 3õ 

PS: Existe alguns aspectos importantes do texto que podem passar despercebidos, como os comentários a respeito dos nadas (sons sutis) e do mantra AUM (três estados de consciência) e o OM (quarto estado). Infelizmente deixarei para outro post as explicações. Mas caso você queira procurar a respeito aqui no blog, basta usar a barra de ferramenta no começo da página. Outros lugares que você pode achar material responsável e de qualidade a respeito: http://www.yoga.pro.br e www.ippb.org.br

Grande Abraço!

Fernando Sepe



Escrito por sepe às 23h59
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Bomba Atômica e a Volta de Jesus ???

O meio "ufológico-espiritualista" foi sacudido este mês pelas declarações de um dos seus mais respeitados escritores, conferencionistas e divulgadores. Jan Val Ellam conferiu esse mês uma entrevista bombástica a revista UFO. Segue as principais partes da mesma (grifos nosso)

Revista Ufo - Várias pessoas antes de você fizeram afirmações semelhantes quanto a um contato oficial e definitivo com ETs, mas nenhuma foi tão taxativa. E ninguém marcou a data de tal contato para tão perto, justamente com receio de que não acontecesse. Por que você está fazendo justamente o contrário?

Jan Val Ellam Este é justamente um dos aspectos do meu drama pessoal. Se eu estivesse veiculando “um aviso” a pedido desses amigos cósmicos, que viesse a se cumprir num prazo longínquo, seria ótimo para o meu psiquismo, pois minha responsabilidade pessoal seria suavizada. Entretanto, tudo o que tem acontecido comigo desde de 1986, promovido por esses seres e entidades espirituais que trabalham conjuntamente – entendam ou não os segmentos mais ortodoxos do meio espírita e ufológico o que isso significa – tem o condão de me fazer perceber que o momento há muito tempo vaticinado finalmente assume lugar nos dias atuais.

E mais que isso: “eles” me pediram algo que jamais haviam feito até então, para que eu veiculasse dois avisos. O primeiro referente a uma possível devastação no Oriente Médio, a ocorrer entre os dias 03 e 05 de outubro, mais especificamente nas terras da Palestina, promovida por explosões de ordem nuclear, biológica ou química. O outro é um contato oficial e definitivo com seres extraterrestres, através do cumprimento da promessa feita por Jesus, quando aqui esteve, de retornar à Terra em seu estado natural de autoridade celeste.

Este será o primeiro contato oficial que os terrestres teriam com seres de outros orbes nos tempos atuais. Independente da devastação ocorrer ou não – pois persistiria o esforço dessas hostes em evitar tal estupidez –, seu retorno ocorreria pouco depois, em um período compreendido entre a segunda quinzena de novembro de 2006 até o mês de abril de 2007.

Revista UFOSe isso vier mesmo a ocorrer, será de fato um momento de grande emoção para toda a humanidade. O que você acha que tal fato acarretaria à população planetária?

Jan Val Ellam Esse fato marcará o primeiro momento da tão esperada reintegração de nosso planeta ao intercâmbio cósmico. Seria o fim do isolamento que há muito temos experimentado, vivendo aqui na Terra uma espécie de “quarentena cósmica”. Afinal, somos as “companhias indesejáveis” dessa parte da galáxia, pois cometemos todo tipo de crime que atenta contra a dignidade da vida. Após essa primeira visita – que será objetiva, clara, inequívoca, filmada e retratada, porém rápida, talvez de algumas horas ou menos – outras se seguiriam, acostumando mais e mais o ser terrestre à retomada da convivência com as outras humanidades celestes, num primeiro momento, seguindo-se, em tempos futuros, de contatos com muitas outras espécies extraterrestres, todas elas vinculadas ao que chamo de “ideal de fraternidade cósmica”.

Revista Ufo – Você não tem medo de apresentar estes fatos em suas palestras e aos leitores da UFO, e ser com isso visto como um guru ou mesmo um lunático, o que colocará em risco toda a credibilidade que adquiriu em duas décadas de trabalho espiritual e ufológico?

Jan Val Ellam – Não, não tenho. Estou agindo assim porque não encontro outro modo para conviver com esses fatos. Seria cômodo, até mesmo uma boa estratégia perante a ótica humana permanecer calado, sem me expor, registrando essa data de algum modo e depois confirmar que ela já era do meu conhecimento. Se dependesse somente das minhas conveniências, não tenha dúvida de que essa seria minha atitude. Contudo, para meu desespero, existe um pedido explícito por parte desses seres que chamo de “irmãos cósmicos”, que me leva entender com clareza o que foi realizado por eles ao longo desses 20 anos de convivência. (...)

Entrevista completa em: http://www.ufo.com.br/index.php?arquivo=notComp.php&id=2091

Comentário: Existe alguns textos do Ellam aqui no blog. Sinceramente, gosto de algumas idéias dele, principalmente aquelas de cunho mais universalista. Mas meu discernimento me leva a dar um parecer sobre essas declarações. A intenção não é criticar, mas sim, posicionar-se em relação ao tema: 

Sinceramente, acho a possibilidade das bombas pouco provável e torço para que ele esteja redondamente enganado a esse respeito. Mas é claro que numa época pós guerra-fria, e no Oriente Médio, tudo pode ocorrer, não precisa ser nenhum "Et" para saber disso.

Sobre a segunda declaração, não tenho nem palavras! Jesus voltar em uma nave, como autoridade espacial, pousando no planeta Terra??? Só vai faltar a roupa prateada e as anteninhas... Virou messianismo, profecias, apocalipse, e toda aquela viagem tão tradicional no meio. É uma pena... Novamente digo: Não tenho nada contra o Ellam, que sempre me pareceu uma pessoa sensata. Mas Jesus voltar em uma nave, e ele como único anunciador disso no mundo??? Forçou demais a barra... Discernimento é discernimento, seja aonde for, e com quem for ;)

Fernando Sepe     



Escrito por sepe às 23h24
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Carta do Chefe Seattle - Parte II

O ar é precioso para o homem vermelho, pois todas as coisas compartilham o mesmo hálito – a fera, a árvore, o homem, todos compartilham o mesmo hálito. O homem branco parece não perceber o ar que respira. Como um moribundo há dias esperando a morte, ele é insensível ao mau cheiro.

Mas se vendermos nossa terra, vocês devem se lembrar de que o ar é precioso para nós, que o ar compartilha seus espíritos com toda a vida que ele sustenta.

Mas se vendermos nossa terra, vocês devem mantê-la separada e sagrada, como um lugar onde mesmo o homem branco pode ir para sentir o vento que é adoçado pelas flores da campina.

Assim, vamos considerar sua oferta de comprar nossa terra. Se resolvermos aceitar, eu imporei uma condição – o homem branco deve tratar os animais desta terra como se fossem seus irmãos.

Sou um selvagem e não entendo de outra forma. Vi mil búfalos apodrecendo na pradaria, abandonados pelo homem branco que os matou da janela de um trem que passava.

Sou um selvagem e não entendo como o cavalo de ferro que fuma pode se tornar mais importante que o búfalo, que nós só matamos para ficarmos vivos.

O que é o homem sem os animais? Se todos os animais acabassem, o homem morreria de uma grande solidão do espírito.  Pois tudo o que acontece aos animais, logo acontece ao homem. Todas as coisas estão ligadas.

Vocês devem ensinar a seus filhos que o chão sob seus pés é as cinzas de nossos avós. Para que eles respeitem a terra, digam a seus filhos que a Terra é rica com as vidas de nossos parentes. Ensinem as seus filhos o que ensinamos aos nossos, que a Terra é nossa mãe. Tudo o que acontece à Terra, acontece aos filhos da Terra. Se os homens cospem no chão, eles cospem em si mesmos.

Isto nós sabemos – a Terra não pertence ao homem – o homem pertence à Terra.  Isto nós sabemos. Todas as coisas estão ligadas como o sangue que une uma família. Todas as coisas estão ligadas.

Tudo o que acontece à Terra – acontece aos filhos da Terra. O homem não teceu a teia da vida – ele é meramente um fio dela. O que quer que ele faça à teia, ele faz a si mesmo.

Mesmo o homem branco, cujo Deus anda e fala com ele como de amigo para amigo, não pode ficar isento do destino comum.

Podemos ser irmãos, afinal de contas. Veremos. De uma coisa nós sabemos, que o homem branco pode um dia descobrir – nosso Deus é o mesmo Deus. Vocês podem pensar agora que vocês O possuem como desejam possuir nossa terra, mas vocês não podem fazê-lo. Ele é Deus do homem, e Sua compaixão é igual tanto para com o homem vermelho quanto para com o branco.  A Terra é preciosa para Ele, e danificar a Terra é acumular desprezo por seu criador. Os brancos também passarão, talvez antes de todas as outras tribos.

Mas em seu desaparecimento vocês brilharão com intensidade, queimados pela força do Deus que os trouxe a esta terra e para algum propósito especial lhes deu domínio sobre esta terra e sobre o homem vermelho.  Esse destino é um mistério para nós, pois não entendemos quando os búfalos são mortos, os cavalos selvagens são domados, os recantos secretos da floresta carregados pelo cheiro de muitos homens, e a vista das montanhas maduras manchadas por fios que falam.

Onde está o bosque?
Acabou.
Onde está a águia?
Acabou.

O fim dos vivos e o começo da sobrevivência.”



Escrito por sepe às 06h53
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Carta do Chefe Seattle

Em 1854, o Presidente dos Estados Unidos, fez uma grande oferta aos índios por suas Terras. A resposta do chefe da tribo eu posto na íntegra. Essa carta mais tarde viraria um hino à paz e a preservação da natureza. Mais do que isso, mostraria a todos e lembraria sempre, o quanto nós ainda "engatinhamos" quando o assunto é Coração...

“Como você pode comprar ou vender o céu, o calor da terra? A idéia é estranha para nós. Se nós não somos donos da frescura do ar e do brilho da água, como você pode comprá-los? Cada parte da Terra é sagrada para o meu povo.

Cada pinha brilhante, cada praia de areia, cada névoa nas florestas escuras, cada inseto transparente, zumbindo, é sagrado na memória e na experiência de meu povo.

A energia que flui pelas árvores traz consigo a memória e a experiência do meu povo. A energia que flui pelas árvores traz consigo as memórias do homem vermelho.

Os mortos do homem branco se esquecem da sua pátria quando vão caminhar entre as estrelas. Nossos mortos nunca se esquecem desta bela Terra, pois ela é a mãe do homem vermelho. Somos parte da Terra e ela é parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs, os cervos, o cavalo, a grande águia, estes são nossos irmãos. Os picos rochosos, as seivas nas campinas, o calor do corpo do pônei, e o homem, todos pertencem à mesma família.

Assim, quando o Grande Chefe em Washington manda dizer que quer comprar nossa terra, ele pede muito de nós. O Grande Chefe manda dizer que reservará para nós um lugar onde poderemos viver confortavelmente. Ele será nosso pai e nós seremos seus filhos. Então vamos considerar sua oferta de comprar a terra. Mas não vai ser fácil. Pois esta terra é sagrada para nós.

A água brilhante que se move nos riachos e rios não é simplesmente água, mas o sangue de nossos ancestrais. Se vendermos a terra para vocês, vocês devem se lembrar de que ela é o sangue sagrado de nossos ancestrais. Se nós vendermos a terra para vocês, vocês devem se lembrar de que ela é sagrada, e vocês devem ensinar a seus filhos que ela é sagrada e que cada reflexo do além na água clara dos lagos fala de coisas da vida de meu povo. O murmúrio da água é a voz do pai de meu pai.

Os rios nossos irmãos saciam nossa sede. Os rios levam nossas canoas e alimentam nossas crianças. Se vendermos nossa terra para vocês, vocês devem lembrar-se de ensinar a seus filhos que os rios são irmãos nossos, e de vocês, e conseqüentemente vocês devem ter para com os rios o mesmo carinho que têm para com seus irmãos.
Nós sabemos que o homem branco não entende nossas maneiras. Para ele um pedaço de terra é igual ao outro, pois ele é um estranho que chega à noite e tira da terra tudo o que precisa. A Terra não é seu irmão, mas seu inimigo e quando ele o vence, segue em frente. Ele deixa para trás os túmulos de seus pais, e não se importa. Ele seqüestra a Terra de seus filhos, e não se importa.

O túmulo de seu pai, e o direito de primogenitura de seus filhos são esquecidos. Ele ameaça sua mãe, a Terra, e seu irmão, do mesmo modo, como coisas que comprou, roubou, vendeu como carneiros ou contas brilhantes. Seu apetite devorará a Terra e deixará atrás de si apenas um deserto. Não sei. Nossas maneiras são diferentes das suas. A visão de suas cidades aflige os olhos do homem vermelho. Mas talvez seja porque o homem vermelho é selvagem e não entende.

Não existe lugar tranqüilo nas cidades do homem branco. Não há onde se possa escutar o abrir das folhas na primavera, ou o ruído das asas de um inseto. Mas talvez seja porque eu sou um selvagem e não entendo. A confusão parece servir apenas para insultar os ouvidos.
E o que é a vida se um homem não pode ouvir o choro solitário de um curiango ou as conversas dos sapos, à noite, em volta de uma lagoa. Sou um homem vermelho e não entendo.

O índio prefere o som macio do vento lançando-se sobre a face do lago, e o cheiro do próprio vento, purificado por uma chuva de meio-dia, ou perfumado pelos pinheiros.

(Continua...)



Escrito por sepe às 06h53
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Olhos de Criança - Parte III

Pare um pouco! Fique quieto. Feche os olhos, volte, volte, volte... Abra novamente os olhos de criança. Eles estão aí dentro, caladinhos, tristonhos, esquecidos. Mas eles estão! Sem rancor ou ofensas pelo esquecimento. Eles estão, como a vontade de se auto-realizar. Como a vontade de ser você novamente. Com a vontade de novamente colorir o mundo, amar deliciosamente, cantar enlouquecidamente.

Com a vontade de novamente se abrir, bilhar e sorrir...

Apenas e verdadeiramente sorrir...

Abra os olhos, veja a luz...

 

Sinta as bênçãos da inocência

E o saber, do eterno não-saber,

Essa é toda magia, que sintetiza o viver!

 

Sim, o milagre está acontecendo,

Permita-se enxergar,

Permita-se, simplesmente, imaginar...

 

Perca-se em você,

Ache-se na presença Dele!

Seja novamente gotinha...

Mais uma vez estrelinha...

Renascida da poeira do passado.

 

O ontem te fez crescer.

O amanhã a Deus pertence.

Veja o presente com um olhar infantil...

Celebre! O Milagre finalmente acontece.

...

 

Abra os olhos, veja a luz...

 

Maturidade na infância,

Infância na velhice,

Alegria e sabedoria, o poeta disse.

 

Não mais gotinha que quer ser o verso.

Novamente estrelinha a cantar,

No céu do Universo!

Fernando Sepe, dedicado as crianças e seus olhares que celebram todos os momentos da vida. Simplesmente, o maior dos milagres...  



Escrito por sepe às 06h18
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Olhos de Criança - Parte II

Sem medos e inseguranças... Sem máscaras. Se quisesse chorar, chorava. Se quisesse cantar, cantava! Não existia sociedade, nem leis e preocupações. Não existia uma moral tola, de hipócritas, gente infeliz que tenta te imprimir a mesma infelicidade. Não existiam traumas. O mundo era povoado de seres fantásticos.

Sua imaginação era um pincel mental. Capaz de criar e dançar, dançar e criar. Poesia, correria, brincadeira e gritaria... O mundo coloria-se com cores inimagináveis. Os adultos não te compreendiam, pois o mundo deles é tão preto-e-branco! A única coisa que dá cor à vida é a imaginação. Mas, os adultos esqueceram disso... A imaginação se foi!

Com ela morreu também o sonho e a festa. Vieram os primeiros traumas, as primeiras infelicidades. Depois vieram as projeções e vontades de seus pais. Vontades essas não suas. Vieram os problemas, a lógica, a tal da responsabilidade. Ensinaram-te a ser forte, inflexível em suas posturas. Que o importante é ganhar, não participar. Incutiram valores de honra, caráter, moral e ética em seu ser. Você se tornou uma placa de aço. Forte, muito forte...

O mundo inteiro ensina os outros a serem fortes como o aço. Inflexíveis como o aço. Mortos e tristes como o aço...

Você já viu uma placa de aço sorrir? E desabrochar? Já sentiu calor a emanar dela?

Sim, isso é uma pena. Todos te ensinaram a ser fortes, mas não como uma rosa, mas sim como uma pedra. 

Lembra do seu primeiro amor? Ele era cheio de encanto e poesia, cheio de abraços e beijos apaixonados! Tão diferente desse milésimo relacionamento tolo, que apenas esconde sua dependência emocional...

Lembra quando você pensava no que seria quando crescesse? Era uma projeção sua, pura, íntima, não contaminada pelos tolos valores sociais. Mas o médico, o jogador de futebol, o veterinário, o poeta, o dançarino, o músico, todos eles morreram. Restou apenas um singelo reflexo...

Lembra de seus amigos? Onde estão eles? Esses a quem vocês juraram fidelidade infinita. Esses com quem você muito aprendeu, esses com quem você passou os melhores momentos de sua vida! Perderam-se, não existe mais tempo para passear ou se divertir. “Estamos com tantas responsabilidades e obrigações”...

Lembra da felicidade? Sim, essa que deveria ser a grande bússola da sua vida. Que deveria ser o seu bem mais precioso. Sua jóia mais cuidada. Essa mesma, o único tesouro que você leva da existência. Lembra dela? Aquela que te fazia ver o mundo com tanto otimismo e bom-humor... Ah, agora ela parece um sonho distante, uma fantasia de criança, não é mesmo?

O mundo fechou seus olhos de criança. Você mesmo fechou seus olhos de criança! Agora você vive cego, apesar de se julgar tão adulto, tão responsável, tão maduro. Mas isso tudo é desculpa para sua própria incompetência. Isso tudo é desculpa, pelas tristes desilusões que vocês viveu. É um disfarce, uma compensação. A verdadeira maturidade surge da felicidade verdadeira. Daquele inabalável estado de consciência interior, que nada ou ninguém pode macular. A verdadeira maturidade faz você ter a experiência e sabedoria do ancião, mas te dá rugas de sorriso e cabelos brancos de auto-realização. Caso contrário, não é maturidade, mas sim, imaturidade disfarçada, infelicidade, rancor, traumas...

(Continua...)



Escrito por sepe às 06h16
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Olhos de Criança

 

O mundo fechou seus olhos de criança...

 

Morreu a pureza e a inocência

Do coração infantil que vive a cantar.

Não mais o espírito há de celebrar...

 

Confunde-se experiência com mera repetição de erros.

Ah, o sofrimento é tão valorizado,

Nunca o aprendizado...

 

O mundo fechou seus olhos de criança...

 

Aquele olhar que se extasia com tudo,

que a todo momento vê um milagre.

Não existe mais poesia e brincadeira,

Nem mesmo engraçadas infantilidades.

E eles se dizem tão adultos...

 

Sim, será que virar adulto é deixar de ser criança?

Mas que experiência de vida é essa,

Se o tempo passa e os olhos brilham menos,

O sorriso deixa de aparecer no rosto,

Substituído por olhares e rugas de rancor.

 

O mundo fechou seus olhos de criança...

 

Esse envelhecimento tolo,

Essa suposta maturidade,

Que acaba com toda novidade.

 

Essa que te afasta tanto do Todo.

Não mais gotinha do oceano universo.

Simples gotinha, que não mais sabe viajar no verso...

Quando você era pequeno, existia um milagre constante. Seus olhos, curiosos, se mexiam agitados, como asas de borboleta a provocarem ventanias em um fim de tarde. Eles viam tudo e se extasiavam. Cada pôr do sol, cada palavra, cada passo, cada gesto. Um milagre! Um doce! Você era tão feliz...

(Continua...)



Escrito por sepe às 06h15
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