Orun Ananda


Aos Suicidas, na Terra e no Além, que esqueceram de viver - Parte II

Pouco importa os erros de ontem, a dor da triste noite que se abateu sobre vós. Do desespero ao ato impensado. Da tristeza ao arrependimento. Por agora, apenas perdoem-se. Não peçam perdão a Cristo, pois esse nunca lhes condenou . Perdoem -se e dêem-se uma nova chance. 

Vamos irmãos, o olhar sereno do Cristo agora vive em vós...Ergue-se e reconstrói!”

Maria - 28/04/06 00:55 A.M.

PS: Maria não era o nome verdadeiro da amparadora, mas ela sugeriu esse nome e disse que era nas ondas do amor dele que trabalhava. Entendi logo que era um espírito ligado à Maria, mãe de Jesus, e a sua egrégora amorosa e maternal.

Devo esclarecer que não sou espírita, apenas um espiritualista que tenta estudar e pegar um "pouquinho" de tudo. E é assim, de cabeça aberta, que espero fazer o melhor, sorrindo com a vida, amando e me divertindo bastante. Fica aqui meu agradecimento a esse pessoal maravilhoso da egrégora do mestre Jesus, que tanto auxilia as pessoas, silenciosamente, nos bastidores da espiritualidade. Fica aqui meu voto de paz, luz e amor, a todos aqueles que um dia perderam ou perderão a vontade de viver...

“Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim”. (Chico Xavier)

Fernando Sepe, feliz da vida por toda essa oportunidade de crescer que a vida me dá ;)

PSI: Muito se discute da vida de Jesus. Muitos dogmas e mitos são cimentados em cima dele. Sinceramente não ligo pra isso. Busco entrar em sintonia com esse amor que pulsa no coração do Rabi. E se sou pequenino, e por isso, só um pouco dele eu consigo vislumbrar, isso, já é mais que suficiente para eu melhorar como consciência encarnada. Assim, deixo os dogmas, as pregações e as discussões históricas para outros... No coração do Cristo, isso é muito pequeno.

PSII: Abaixo, algumas linhas escritas pelo célebre ator Charlie Chaplin. Homem à frente de seu tempo, sensível artista, de frágil e profunda poesia, de magnânimo intelecto.   

“Hoje levantei pensando no que tenho que fazer antes que o relógio marque meia-noite.
É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje.
Posso reclamar porque está chovendo... ou agradecer às águas por lavarem a poluição.
Posso ficar triste por não ter dinheiro... ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício.
Posso reclamar sobre minha saúde... ou dar graças por estar vivo.
Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo que eu queria... ou posso ser grato por ter nascido.
Posso reclamar por ter que ir trabalhar... ou agradecer por ter trabalho.
Posso sentir tédio com as tarefas de casa... ou agradecer a Deus por ter um teto para morar.
Posso lamentar decepções com amigos... ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades.
Se as coisas não saírem como planejei, posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar.
O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser.
E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma.
Tudo depende só de mim".

Charlie Chaplin

(Mais detalhes de sua obra e biografia em:http://pt.wikipedia.org/wiki/Charlie_Chaplin)

PSIII: Por último, transcrevo um trecho do Livro “O Semeador de Estrelas”, de Sueli Caldas Schubert, livro que trabalha em cima da biografia do médium baiano Divaldo Pereira Franco. O trecho, relatado pelo próprio Divaldo, é uma exposição de algo que ele viu em uma biblioteca localizada em uma cidade extrafísica:

“(...) Disse-me que, quando um escritor ou um médium, seja quem for, escreve algo que beneficia a humanidade – no caso do escritor, é um profissional, mas, se o que ele poduz é edificante -, nessa biblioteca fica inscrito, com um tipo de letra bem característica, traduzindo a nobreza do conteúdo. À medida que a mente, aqui, no planeta, vai elaborando, simultaneamente vai plasmando lá, nesses fichários muito sensíveis, que captam a onda mental e tudo imprimem.”

Quando a pessoa escreve por ideal e não é remunerado, ao se abrirem esses livros, as letras adquirem relevo e são de uma forma muito agradável à vista, tendo uma peculiar luminosidade. Se a pessoa, porém, o faz por ideal e estando em um momento difícil, sofrido, mas ainda assim escreve com beleza, esquecendo-se de si mesma, para ajudar a sociedade, a criatura humana, ao abrir-se o livro, as letras adquirem uma vibração musical e se transformam em verdadeiros cantos, em que a pessoa ouve, vê e capta os registros psíquicos de quando o autor estava elaborando a tese.

(...) Eis por que vale a pena, quando estamos desalentados e sofridos, não desanimarmos e continuarmos as nossas tarefas, o que lhes dá um valor muito maior.”

Tomara que tenha um desses fichários, lá em cima, com o nome do Orun Ananda ;)

Paz e Luz a todos! **)



Escrito por sepe às 02h02
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Aos Suicidas, na Terra e no Além, que esqueceram de viver

À noite, mais ou menos umas dez horas, comecei a ter um certo formigamento nas mãos e no braço direito. Estava lendo e comecei a sentir uma presença estranha dentro do meu quarto. Por intuição, entendi que algum trabalho de assistência espiritual iria ocorrer. Por isso, resolvi me calar e, sentando quieto comigo mesmo, coloquei-me em oração espontânea, que nascia dentro do meu peito. Foi quando percebi uma entidade muito debilitada que se acoplou energeticamente à mim. Minha mente e a dele entraram em sintonia, e eu compartilhei um pouco de seu sofrimento.  Era um ex-suicida, já tinha desencarnado a tempos. Era alguém de cultura e família importante na época, mas muito apegado a matéria e a falência não lhe fez muito bem. 

Lentamente conversamos e fui esclarecendo-o. Ainda em acoplamento áurico, comecei a doar energias salutares que desciam sobre minha cabeça, algo muito bom que vinha do alto. Percebi também nesse momento dois amparadores, um espírito com vestes franciscanas e uma senhora que não divisei muito bem. Segurei nas mãos desse espírito que necessitava de ajuda e juntos fizemos uma prece. Sentia uma grande queimação na testa e na cabeça, conseqüências das impressões energéticas e psicológicas que esse espírito portava devido ao suicídio (ele tinha se suicidado com um tiro na testa).

Sua feição agora parecia um pouco rejuvenescida e ele se pôs a chorar, era a primeira vez que conseguia chorar, me disse entre soluços. Essa catarse emocional é muito comum em casos assim e importantes, pois “a lágrima desafoga” a consciência de tanta mágoa e dor. Lentamente foi escorado pelo frei que se vestia com a roupa franciscana sendo levado daqui...

Um sentimento muito bom tomou conta de mim e coloquei-me a orar e projetar energias para os vales e regiões umbralinas, onde espíritos de suicidas encontram-se.  Uma emoção grande me tomou, lembrei-me de Maria, Francisco de Assis, Clara e do mestre Jesus. Sentindo a energia Crística pulsar no coração, fiz uma oração a todos esses irmãos que trilham um caminho triste. Pegando carona na vibração e na egrégora desses homens e mulheres maravilhosos, tentei fazer o melhor que eu pude, e, principalmente, abrir-me para o Amor Maior.

Fiquei nesse estado por um tempo, quando novamente percebi aquele espírito feminino que não sei quem era. Senti que ela gostaria de passar uma mensagem, e me pus a sua disposição para escrever. Foi então, que ela escreveu um tipo de mensagem que retrata as palavras de consolo e esclarecimento dados nas colônias de socorro aos irmãos suicidas. Mas ela vale também para todos, tanto aqueles que pensam em suicidar-se, como para aqueles que estão perdendo a magia e encanto da vida. De acordo com ela, suicida é todo aquele que perdeu o brilho do viver, seja aqui ou lá...  

“Aos Suicidas, na Terra e no Além, que esqueceram de viver...

Para todos aqueles que sofrem, sempre existe alguém a velar. Para todos aqueles que choram, sempre existem mãos invisíveis a lhe consolar. A todos aqueles que se sentem sozinhos, sempre existe alguém a lhes acompanhar. A todos aqueles que são órfãos, sempre existe uma mãe a lhes amamentar.

O Criador não espera de ninguém lágrimas, pois elas não edificam, nem constroem caminhos de luz. As lágrimas da tristeza, da desolação, do martírio, não servem para regar os jardins da realização, da felicidade perene, do amor resoluto. Esses jardins só podem ser regados com o suor do próprio esforço, com o sorriso descontraído e com as gotas de luz, que seu coração espiritual verte quando você simplesmente ama.

Esforcem-se, não temas, não chores, levantem-se. Os sofrimentos são molduras para seu caráter, é um fogo que arde, mas que também lapida. Ele não é para ser vivido infinitamente. Nem ele, nem o ódio, nem o rancor, nem a tristeza e a desilusão. São sentimentos que assolam o coração da humanidade na calada da noite, como lobos famintos, sombras, que esperam assim, apagar o inefável brilho Crístico que reside na sala do coração humano. Mas, vós deveis saber, e por isso vos digo, nenhuma sombra, nenhuma trevas, é capaz de engolir a luz. Nenhuma escuridão, sombria como a madrugada, pode sobreviver aos raios fulgurantes, do nascer do astro rei. Por isso, não temam os percalços dos caminhos, nem mesmo as sombras que te assaltam. Acendam o farol do Cristo em seus corações dissipando as trevas que lhes rondam a alma. Permitam-se uma nova chance.

Sigam meus irmãos, sigam! Fortes no labor diário que a de vir, compreensivos com os próprios erros, amorosos com os outros. Sigam meus filhos! Com um sorriso a lhes animar a face, uma luz a brilhar em vosso torno, um jasmim a emanar de seus poros. Siga meus filhos! Fiem-se a luz, peguem na mão de Maria, a benevolente mãe de Jesus. Olhem em seus olhos, ela tem a humanidade inteira na conta de Um filho. Sigam juntos dela!

Abram o coração para as realidades do espírito. Para a imortalidade da alma, para a justiça manifesta na reencarnação. Despertem para a luz! Ouvem esses cantos? São o chamado de Francisco, o "poverello" de Assis. Incompreendido em sua época, santificado por muitos. Lembram-se dele, lembram-se como ele falava com os animais? Os pássaros eram seus confidentes e os cachorros seus guias espirituais. A natureza toda elevava sua alma, e era sua inspiração para com Deus. Escute esse canto que ele dá a todos vocês. Esse canto de boas-vindas, esse canto de louvor ao nascer de um novo dia. Vóis ressurgiram no amor imperecível de Jesus. Pois agora façam por merecer. Levantem-se oh filhos de Deus, e vivam! Percebam o Cristo interno, filhos do único Pai! E no brilho do amor, renasçam novamente...

(Continua...)



Escrito por sepe às 02h01
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A Todos aqueles que Voam - Parte III

*Garuda (Hindu): Veículo de Vishnu, aquele que traz o avatar para a Terra. Metade homem metade pássaro. Um dos muitos símbolos protetores dos projetores astrais.

*Dwidja (Egito): Aquele que nasceu duas vezes, o renascido. Keshara (Hindu): Aquele que pode viajar pelos planos espirituais. Projetor (projeciologia): Aquele que se projeta conscientemente. Esses são alguns dos nomes dados aos viajantes astrais.

*Fênix (Egito): No Glossário Teosófico, Blavatsky descreve a Fênix como uma "ave fabulosa, do tamanho de uma águia, que, depois de uma longa vida, consumia-se a si própria através do fogo e renascia de suas próprias cinzas. É o símbolo da ressurreição na Eternidade, na qual a Noite segue-se ao Dia e o Dia à Noite; alusão aos ciclos periódicos da ressurreição cósmica e reencarnação humana. A Fênix vive mil anos, em cujo término, acendendo um fogo flamejante, consome-se a si própria. Após renascer de suas próprias cinzas, vive outros mil anos, e assim até sete vezes sete.” É um símbolo de imortalidade e alquimia interna.

*Nereidas (Grécia): Ninfas do mar, sereias que viviam à cantar em tronos de ouro no fundo do mar.

*Gandharvas (Hindu): Devas da música, Cantores celestes.

*Sophia (Oriente): Divindade da Sabedoria, personificação do Espírito Santo em algumas tradições.

*Afrodite (Grécia): Divindade da beleza, sexualidade e amor.

* Íris (Grécia): Mensageira da Luz, divindade do Arco-Íris.

*Kali (Hindu): Mãe devoradora dos vícios, tem um aspecto tanto benevolente como malévolo. Deusa principal dentro da tradição tântrica hindu.

*Iansã (África): Divindade da tempestade, raios e ventos. Personificação do aspecto guerreiro da Grande Mãe. Axé que movimenta a Criação.

*Ishtar (Babilônia): Divindade da guerra, do amor e da fertilidade.

*Kwan Yin (China): Mãe Divina da compaixão. Versão feminina e chinesa do Bodhisatva Avalokiteswara, Cherenzi no budismo Mongol. 

*Lakshmi (Hindu): Divindade do ouro e do amor. Consorte de Vishnu.

*Kanyá (Hindu): Deusa das estrelas.    

*Velocino de Ouro (Grécia): Carneiro voador e fantástico que tinha velo (pelo) de ouro na mitologia grega. Também chamado de Tosão de Ouro. Jasão junto com os Argonautas buscam o velocino dentro de uma das epopéias gregas. 

*Argonautas (Grécia): Tripulantes da Argo*, navio de transporte para a busca do velocino de ouro.

*Lira de Orfeu* (Grécia): Orfeu é um personagem mitológico, guardião dos mistérios da música. Era um dos tripulantes da nau Argo.

*Asas de Cera (Grécia): Mito de Ícaro que voava com asas de cera. Enquanto voava encantou-se com o Sol e quis voar em sua direção. A cera derreteu e Ícaro morreu.

*Pavão Misterioso – Letra de Ednardo

Pavão misterioso,
pássaro formoso, tudo é mistério nesse teu voar
Ah, se eu corresse assim,
tantos céus assim
Muita história eu tinha prá contar

Pavão misterioso nessa cauda aberta em leque
Me guarda moleque de eterno brincar
Me poupa do vexame de morrer tão moço
Muita coisa ainda quero olhar

Pavão misterioso, meu pássaro formoso
No escuro desta noite me ajuda a cantar
Derrama essas faíscas, despeja esse trovão
Desmancha isso tudo que não é certo não

Pavão misterioso, pássaro formoso
Um conde raivoso não tarda a chegar
Não temas minha donzela, nossa sorte nessa guerra
Eles são muitos mas não podem voar
voar...

PS: Fica aqui a dica da maior lista de projeção astral e espiritualidade universalista do mundo: http://br.groups.yahoo.com/group/voadores/ Esse texto é inspirado no discernimento e nos temas lá apresentados.

OM VOAR OM ;)

  



Escrito por sepe às 00h57
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A Todos aqueles que Voam - Parte II

E então a seleção estelar entra no campo celeste, desfilando diante da minha mente, marcando um belo gol no coração! E lá estão: Ramatis, Ramakrishna, Francisco de Assis, Gandhi, Osho, Yogananda, Babaji, Caboclo das Sete Encruzilhadas, Hermes Trismegisto, Chuang-Tuz, Lao-Tzu, Pena Branca, Rama, Maria, Radha, Sita, Hanuman, Jorge da Capadócia, Cosme e Damião, Lilith, Lúcifer, Exu, Pombagira...

O tempo distorce, o espaço se curva, a naja de fogo ergue-se do seu casulo, e eu descubro que “tudo que sei é que nada sei!” Os véus vão caindo; primeiro os de Ísis (uuuuuuiiiii!); depois os de Maya (nooosssaaa!); e por último, o véu que revela Brahman (bah...).

Mas o que é isso? Um espelho? Não existe diferença entre o real e o irreal? O externo é conseqüência do interno? O universo está em você!

Como? Por quê? Tudo é relativo? Diferentes pontos de vista? Quântico e possibilidades? Matrix? Despertar!

Tantra? ShivaShakti? Kundalini? LinghanYoni? YinYang? Dualidade? Nada mais disso existe! Hã? Samadhi! Nirvana! Satori! Me diz, me diz o que existe por trás de tudo? Por detrás do último véu...

Mas o silêncio persiste. As verdades nunca são ditas, apenas as mentiras é que são. A verdade falada é a mentira contada por um bom mentiroso! Por isso, quando o último véu cai, nenhuma palavra brota dos lábios do rishi, mas um brilho emerge dos seus olhos. E uma lótus de mil cores surge no topo de sua cabeça, coroando mais um, com o símbolo sagrado...

Não se preocupe, você tem a vida inteira para entender. E a VIDA INTEIRA é muito tempo, não? Para falar a verdade, é TODO o tempo. Então vai, segue por aí...

*"Não temas, minha donzela
Nossa sorte nessa guerra
Eles são muitos
Mas não podem voar" 

Sim, você pode voar...Outros também, mas a maioria esqueceu disso! E você, que lê essas linhas, já se lembrou? Por isso, não se importe com os outros, que te tacham de louco quando você grita pelos quatros ventos. Nem mesmo entristeça-se com a incompreensão. Eles ainda usam asas de cera*...  

Toma aqui essas sapatilhas aladas, e vamos lá...

Zzzzzzz...

Tomo impulso com a mente e ligo o motor-coração

Vou subindo para além da pequenez da Terra e dos homens.

As nuvens fazem cócegas,

O Azul pacifica a alma,

Mas o brilho de bilhões de estrelas é irresistível!

De cima, a Terra e o homem são Um SÓ.

Mais acima, a Terra, Vênus, Marte e o Sol também...

E lá, no inimaginável pico cósmico do espaço,

Homem e Terra, Estrelas e Cometas, Sóis e Luas, Nebulosas e Constelações

Tudo parece ser...

Mais, o voador não disse, mas de seus olhos, uma bela luz emergiu...

SOMOS TODOS UM!

Fernando Sepe 4:44 A. M. 26 de abril de 2006 *) em homenagem a todos que voam, ao som de Colin Bass - Goodbye to Albion e Naviterra.

Notas:

*Sandálias Aladas (Grego): Instrumento dado a Hermes/Mercúrio por Zeus, para que ele pudesse ser o mensageiro dos Deuses.

*Hermes/Mercúrio (Grego/Romano): Divindade Grega, que mais tarde seria chamada Mercúrio em Roma. Dizia-se na Grécia que Hermes deslizava pela noite e penetrava pelas fechaduras como um nevoeiro. Nas encruzilhadas e estradas, abria todas as passagens, descobria todos os caminhos, por isso ocupava a função de mensageiro dos deuses, pois era ele quem representava o espaço como lugar de movimentos.Orientava os pastores a conduzirem os rebanhos com segurança aos quais ele multiplicava. Era considerado guia dos heróis, aventureiros e dos viajantes perdidos.

(Continua...)

 



Escrito por sepe às 00h57
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A Todos aqueles que Voam

Quando eu fechar os olhos, nessa, ou em qualquer outra noite, não mais mergulharei no poço da inconsciência, mas sim, me abrirei para o celeste. Que ninguém se iluda, nem mesmo duvide. Aquilo é apenas um corpo, uma casca física, mas a consciência... Essa já foi!

Vestiu as sandálias aladas* de MercúrioHermes* para voar. Voar pelos céus do amor que ama silenciosamente. Pelo Paraíso do Universalismo. Pelo Fogo do Discernimento...

voa... Voa....... VOA.............!

Escute o bater de asas cósmico. Escute o mantra que rasga os céus, como Garuda*, a Ave Sagrada. E como Ela, vai levar um pouco do divino para lugares distantes, um pouco do avatar que vive em cada Um...

Hei Dwidja*, Keshara*, Projetor*, Voador, José, não olhe para trás, muito menos para baixo! Você está aí em cima, no Himalaia do espírito, entre as nuvens físicas e as correntes de ar astrais. Aproveite essas ondas de energia que impulsionam o seu vôo. Brinque, dê cambalhotas, plante bananeiras, faça o que quiser. O céu é seu! Você o conquistou. Você é Dwidja, aquele que nasceu duas vezes, é Keshara! O céu é sua oficina de anedotas e brincadeiras. Não olhe para trás e nem para baixo agora! Olhe para cima, sempre para cima...

Vê a águia cruzar o céu enrodilhada na serpente do conhecimento? Vê o beija-flor? O colibri da vida? Escuta o grito de guerra do falcão e o cintilar das asas da Fênix*... Segue-os, ó desbravador dos céus!

Com o coração aberto, mergulhe levando esse brilho azul e dourado para aqueles que esqueceram como é bom voar. Mas leve também o sorriso. Pare na esquina do Umbral com o Vale dos Suicidas e conte uma piada. Faça aquilo que outros não fariam. Seja você mesmo! Crie, inove, para depois destruir e desconstruir TUDO! Uma vez após a outra, sem parar.  sempre...Sempre.......SEMPRE! Não seja o mesmo de ontem. Escale o Himalaia hoje, amanhã vá para Júpiter, depois retroceda até o o começo quando a Luz se Fez, BING BANG! Vá, voe... Voe........ VOE.............!

Olhe o Gatilho Cósmico da Criação, disparado da alma do Grande Espírito, para os seios da Grande Mãe. A Criação É a Mãe Divina, cantam as Nereidas* e os Gandharvas*. Escute o TAO da música, esses sons sutis que ninguém pode ouvir. Eles são o encanto do falar de Sophia*, a beleza de Afrodite*, as cores que resplandecem, Oh Íris*! É o dançar da mãe Kali*, a nebulosa tempestade de Iansã*, a guerra de Ishtar*. A benevolência de Kwan Yin*, o amor dourado de Laksmi*, o esplendor de Kanyá*. A Divindade é bela como o alvorecer da Terra, e tão feminina como o resplandecer da primavera...   

“O Absoluto e a Mãe Divina são Um Só!”   

"Eu só acreditaria em um Deus que soubesse dançar", dizia o filósofo! Eu também! Por isso eu danço com a Vida. Sim, a vida é a melhor parceira de dança que pode existir, está sempre um passo à sua frente, é imprevisível. Prega-te cada surpresa! Logo, você deve deixá-la conduzir pelas danças dos anos, décadas e séculos. Vá com ela, junto dela. Pegue-a pela mão e DANCE! Mate o espírito da gravidade, seja como uma borboleta, uma bolha de sabão. Essas são as qualidades dos super-homens e hiper-mulheres...

Capazes de buscar o Velocino de Ouro*. Agora me lembrei do carneiro alado, e junto dele os Argonautas*. Ou seria, “Amparonautas”? Sim, essa turma maravilhosa e maluca que mora do lado de lá, que a noite não deixa a gente dormir, chegando com a nau Argo-Amor*, dedilhando a lira de Orfeu*, sempre pronta para auxiliar pela busca do Tosão de Ouro*. Valeu, valeu mesmo!

E isso não me deixa esquecer do sorriso de Jesus, que era Judeu, não morreu na cruz, casou com a Madalena e era um baita agitador político! Eu te admiro, viu Ioshua! Por tudo! Você voava, no céu do coração...

E do oriente dois lótus chegam, um azul como um extraterrestre, o outro, tem como apelido à própria iluminação! Krishna e Buda! Seus rostos, palavras e exemplos vêm chegando até mim. Parece que esses caras estão em todos os lugares, basta você se sintonizar com isso. Parece também que enquanto voamos, tudo é mais fácil...

(Continua...)



Escrito por sepe às 00h56
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Uma Viagem Daquelas - Por Frank

- Frank, acho que morri essa noite!

Eram três horas da manhã, quando o telefone tocou e ouvi a voz do meu amigo Marcos* do outro lado da linha.

 

- O que? - Perguntei.
- Eu acho que fiz uma viagem ruim, disse ele.

Estranhei, porque, até onde tenho conhecimento, a rede telefônica do Além ainda não possui conexão direta com os vivos. Projetado fora do corpo eu não estava e, só para ter certeza de que eu não estava sonhando, dei-me um beliscão.

- Marcos, você está bem?- perguntei, lembrando que meu amigo, assim como boa parte dos brasileiros que conheço em Londres, é chegada numa "balinha da alegria". Ele provavelmente estava alto.

- Frank, preciso falar com você pessoalmente, podemos nos encontrar amanhã?

Encontrei-me com ele no dia seguinte. Marcos parecia alterado. Fomos tomar um cafezinho na Praça Convent Garden.

- Nem sei por onde começar...
- Que tal me explicar essa história de você ter morrido? Você me parece bem vivinho.

 

- Frank, ontem à noite eu fui com os amigos para uma rave, como sempre faço aos sábados. A noite prometia. O lugar estava cheio de gente
bonita, e o som rolava bem bacana. Antes de ir para a pista, comprei ecstasy. Tomei minha balinha e comecei a dançar, mas algo estranho
ocorreu. No lugar da habitual leveza, senti uma forte dor no peito. O coração disparou, e comecei a sentir que estava perdendo os sentidos.
Tentei sair da pista, mas caí ali mesmo, sem conseguir respirar, sentindo que o peito ia explodir. Foi nesse momento que senti que estava morrendo.

- A dor foi sumindo, e senti que flutuava para fora do meu corpo. Achei que era apenas uma viagem da balinha, mas olhei pra baixo e vi uma
multidão em volta do meu corpo no salão. A sensação de leveza deu lugar a um pânico terrível, principalmente porque notei que a parede parecia
ter vida e sombras saltaram em minha direção, grudando em mim, como se fossem sanguessugas. Senti que aquelas coisas escuras me envolviam por inteiro e eram feitas de graxa ou piche, ou algo parecido, pois quanto mais eu tentava me livrar, mas elas grudavam na minha pele. Quis
gritar, mas não conseguia, elas cobriam minha boca; então comecei a rezar baixinho e pedi ao meu anjo da guarda para me ajudar. Orei a
todos os santos que eu conhecia e, quase que imediatamente, senti que alguém me puxava daquele lugar e daquele piche todo.

- Era como se alguém invisível tivesse me puxado pela nuca, como a gente faz com um gato, e eu não sentia dor, mas apenas alívio e uma sensação de segurança. Só podia ser o meu anjo da guarda.

- Fui carregado dali, enquanto ouvia uma música baixinha, que me acalmava cada vez mais. Tentei perguntar se estava morto, mas só ouvia a tal música. Fiquei calado e me deixei levar, pois qualquer lugar seria melhor que estar perto daquelas coisas escuras. Fui sendo levado, até que comecei a ver um lugar que parecia ser um hospital, e ali estavam dezenas de pessoas observando imagens em telões. As imagens foram ficando mais nítidas, e vi que elas assistiam às imagens da minha vida. Eram cenas da minha infância até os dias de hoje; e me vi criança saudável, correndo atrás de uma bola e, na seqüência, as cenas em que eu caía no salão da rave.

Então, pela primeira vez ouvi a voz de quem havia me salvado:

- Você recebeu um corpo saudável, mas olhe só o que você está fazendo com ele.

As cenas foram surgindo no telão, e vi imagens terríveis de quando comecei a encher a cara até cair e a me drogar todas as noites em que saia para as raves; ao mesmo tempo, via todos os bailinhos que eu freqüentava na adolescência, e onde me divertia tanto.

Comecei a chorar, não por culpa, mas porque estava entendendo que realmente estava gradativamente me matando.

– Cuida bem do seu veículo físico! - disse novamente a voz daquele ser, que eu não via, mas ainda estava ali do meu lado.

Fiquei com tanta vergonha, mas percebi que ele não me julgava e, quando achei que iria ouvir algum sermão, esse ser me abraçou, e senti tanto
amor e compaixão, que comecei a rir como criança. Sabia que, mesmo fazendo tanta besteira, estava sendo protegido, não só por aquele ser, mas por todas aquelas pessoas que viam minha história naquele telão. Então senti que começava a flutuar novamente, e vi o salão e as pessoas
à minha volta, enquanto ia me encaixando no corpo.

 

Despertei, enquanto todos à minha volta me olhavam, tentando entender o que estava ocorrendo, e provavelmente pensando que eu estava apenas drogado; mas, pela primeira vez na minha vida, eu estava lúcido.

Frank, agora eu entendo que não somos só um corpo físico, e que há vida além... Eles me deram uma nova chance, não foi?

Eu não sabia o que dizer, mas tinha certeza que Marcos precisava de orientação. Tentei conversar com ele que eu estudava espiritualidade e projeção extrafísica há algum tempo, e que talvez ele tivesse tido uma EQM (experiência de quase-morte), ou na melhor das hipóteses, uma projeção forçada, mas que ele precisava chegar à conclusão sobre o que lhe ocorrera por si só.

Recomendei livros e sites sobre o assunto, sempre com o cuidado de não jogar nenhuma crença na cara dele, pois sabia que naquele momento ele iria acreditar em tudo o que eu dissesse para ele. Marcos agradeceu e se foi, pois tinha que trabalhar. Eu continuei ali no café, pensando no que tinha ocorrido com ele e nas maneiras que o universo usa para acordar cada um de nós.

Tempos depois, fiquei sabendo que Marcos continuava indo às Raves, e que seus hábitos não tinham mudado muito. A princípio julguei o rapaz, pensando que toda aquela experiência não o tinha ensinado nada, mas aí percebi o ridículo de achar que esse tipo de experiência possa transformar gente em santo. Cada um tem sua história, sua lição, e só a pessoa envolvida sabe o que é melhor para si mesma.

Voltei a encontrar o Marcos um ano depois do "dia em que ele tinha morrido". Ele parecia ser uma outra pessoa. Bem mais forte, disse-me que todos aqueles sites com textos espirituais o tinham levado a fazer classes de Ioga, e que se sentia muito mais saudável, mas continuava indo às Raves e que não deixara de se divertir, apenas não precisava mais de balinha para ficar alegre ou para dançar, pois tudo o que ele precisava, agora, era só curtir e viajar na musica.

 

Frank (História Verídica)



Escrito por sepe às 01h58
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Modernas Técnicas de Assédio Extrafísico - Por Bene

 

MONSTRENGOS DE UNHAS SUJAS, GRUNHINDO E BABANDO FEITO RETARDADOS? ISSO JÁ ERA...

 

AS TENDÊNCIAS DE MERCADO APONTAM EM OUTRAS DIREÇÕES

Torne-se um assediador extrafísico atualizado, acompanhando as....

MODERNAS TÉCNICAS DE ASSÉDIO EXTRAFÍSICO

Por
A.C. Dias, Executivo de Marketing e Captação de Novos Clientes

(Extraído do Boletim 'Assediador Extrafísico Moderno', 2o Trimestre de 2005)

Introdução:

Pesquisas recentes demonstram que pressão e atemorização do cliente estão 'out'.

O assediado de hoje é um cidadão da mídia, plugado, conhecedor do mercado e condicionado a reagir automaticamente contra quaisquer formas de coação.

Todas as modernas técnicas de marketing e vendas apontam para as vantagens de propostas do tipo 'win-win' e para um oferecimento honesto, bem argumentado e pouco exagerado de seu produto ou serviço, onde o cliente veja benefícios imediatos em sua adesão.

Esta confiabilidade, se corretamente transmitida ao assediado em potencial, garantirá a fidelização do mesmo e aumentará a competitividade do assediador extrafísico dentro de qualquer  faixa de mercado.

Abaixo, você vivenciará um role-play envolvendo estas técnicas, intercalado por notas explicativas numeradas.

TREINAMENTO ON-THE-JOB:

Boa noite, sonhadora senhorita, belo cenário astral, não? Permita-me apresentar-me. Sou um coletor de energia excedente (1), devidamente qualificado pelo CTAE, Centro de Treinamento de Assediadores Extra-físicos (2), e estou angariando energia de voluntários encarnados, para redistribuição entre outros desencarnados carentes.

Trabalhamos com um processo de coleta absolutamente indolor (3) e que causa muito pouco enfraquecimento energético para o doador. Como compensação por este ato de caridade (4), poderei, como de costume, usar meus dons metamórficos para me plasmar no artista de sua preferência - se a senhorita quiser pode consultar aqui o meu 'book'... Veja só quanta gente linda a senhorita poderá ter à sua disposição, pelo tempo que desejar....É só querer.

Dispomos também de infinitas fantasias eróticas - extra-terrestres, bondage, é só dizer. Orgasmos múltiplos garantidos - nosso lema é satisfação total ou sua energia de volta, tudo sob o maior sigilo e profissionalismo, numa transação do tipo 'eu ganho-você ganha', totalmente consensual - nada sem o seu total consentimento. Os efeitos colaterais são mínimos (5), em relação aos benefícios proporcionados a seu ego -  nada que um bom suco de laranja pela manhã não possa repor, à perfeição.

E trabalhamos também com um inovador sistema de milhagem (6), onde os doadores mais freqüentes passam a gozar, com perdão da palavra, de privilégios especiais.

Veja, fique com este folheto (7), que explica tudo em detalhes.

Por que então não usufruir? Nesta época de tantas carências e cobranças e de relações tão pobres, tão insossas, tão desapaixonadas, porque não aproveitar a ocasião para um relacionamento rápido, arrebatador e sem maiores compromissos, sentindo-se amada (8), desejada e valorizada, enquanto doa energia para necessitados, e isso tudo em troca de tão pouco?

Ou a senhorita prefere acordar para aquele maridão sem graça nem imaginação (9), que ronca de camiseta, meias e cueca, lá no físico?
Decida-se logo (10), senhorita, minha agenda é meio cheia...


Notas:

(1) Apresente-se discreta e impecavelmente vestido. Inicie a conversa sempre com algum comentário agradável. Mostre que você não vai tirar nada que seja essencial ao cliente prospectivo

(2) Identifique-se, e mostre seu vínculo com causas idôneas e beneméritas. Isto ajuda a cativar a confiança do cliente em potencial.

(3) Fale dos métodos high-tech empregados

(4) Fale logo das compensações, para envolver o cliente.

(5) Minimize eventuais aspectos negativos

(6) Ao sentir que o cliente comprou a idéia principal, ofereça alguns benefícios adicionais

(7) Consubstancie a transação, fornecendo material explicativo adequado.

(8) Atinja pontos sensíveis do cliente, apelando para a auto-indulgência, prazer pessoal e o lado emocional

(9) Faça o cliente comparar seu produto com o produto que ele possui atualmente. Convença-o que a mesma oportunidade não bate duas vezes à mesma porta.

(10) Quando sentir que o cliente em perspectiva já está praticamente convencido, apresse a conclusão da transação.

 

Bene - Lista Voadores (www.voadores.com.br)



Escrito por sepe às 00h53
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Um pouco de você...

Quem é você? Pergunta difícil de responder, não é mesmo? O espiritualista logo começa com o papo de consciência imortal, espírito, planos sutis, etc. O materialista com as explicações biológicas e animais. Tudo bem, não vamos entrar nesse mérito. Logo, melhor seria mudar a pergunta: O que te faz ser essa pessoa, hoje?

Bem, aqui também o espiritualista e o materialista vão acabar por divergir. O primeiro vem com o papo de reencarnação, muitas vidas que a consciência atravessa, experimentando, estudando, amando, sofrendo, e hoje você é o somatório disso. Assim como nossa vida, as pessoas e situações com que convivemos, tudo fruto de vidas passadas. O triste dessa visão é o fim do acaso. Nada é por acaso, não existem coincidências, tudo é fruto do ontem. Um ciclo. Samsara, a eterna roda de nascer e morrer. Karma, AÇÃO! Perde-se um pouco a criatividade, o novo, o destino, com tudo isso. Ganham-se muitos fantasmas do passado em compensação.

O materialista em contrapartida peca pela sua falta de transcendência. Tudo, ou é impulso bioquímico (instintos), ou é determinado pelo local e condições em que a pessoa vive (determinismo). Pobre, muito pobre...

Quando unimos os dois paradigmas, ficamos mais abrangentes. Você pode dar mais valor para uma ou outra coisa, mas com certeza tudo isso influencia seu modo de ser. Com toda certeza!

Apesar disso, existe algo que influencia muito mais: As pessoas...

Sim, as pessoas com as quais convivemos, e principalmente, as quais amamos. A começar por papai e mamãe que são as primeiras pessoas que realmente amamos em nossas vidas. "Você tem mais de seus pais em você do que imagina!” Com toda certeza! Caminhando na linha do tempo você vai se apegando também aos seus irmãos, quando eles existem, principalmente ao mais velho. Na escola, os primeiros amiguinhos e a primeira namoradinha(o) que você apenas pega pela mão...

Na adolescência as amizades ganham força, assim como os amores. A maioria, tanto as amizades como os amores, serão fogo de palha nessa época, mas, em alguns casos, podem ser bem duradouros. Você chega na vida adulta carregando um pouco de todas essas vivências. E então vem a esposa, os filhos, novos e velhos amigos...

Acima de tudo existe um reflexo das pessoas amadas em você. Quanto mais você amar aquela pessoa, mais ela estará dentro de você, na sua personalidade, na sua alma, no seu coração, no seu jeito de ser. Tenha certeza, pare um pouco, repense sua vida. Pense nas pessoas mais importantes, as quais você mais gosta, as mais próximas. Agora se imagine sem elas. Tudo seria muito diferente não?! Como você seria sem ela?

O sentimento que te une às pessoas é como um fogo que vai marcando seu espírito. Aquele romantismo de que " eu estarei onde você estiver" não deixa de ser verdadeiro. Você é um retalho de vivências, condições sociais, cultura, mas também um retalho do sentimento de quem se ama. Um álbum que carrega uma foto de cada ser importante em sua jornada. 

Agradeça à elas por isso. A todas elas. Não perca tempo, não engula as palavras doces. Você não engole as amargas, por que engoliria as doces? Diga-lhes em alto e bom som: TE AMO! Quando encontrar uma dessas pessoas a quem VOCÊ deve um pouco de VOCÊ mesmo, expresse seu sentimento por ela.

Nisso está uma das grandes belezas da vida...

Mas não se apegue demasiadamente. Elas estão em você. Mesmo que um dia passe a odiá-las e tente esquecê-las, elas estarão em você. Por isso não esquente muito a cabeça, nem deixe o sentimento de posse tomar conta. Mesmo na solidão da noite elas estarão todas ali, no cadinho do seu Ser...

Nisso está uma das grandes magias da vida...

Grande Abraço, Fernando Sepe - 25/04/06

PS: "O que a imagem acima tem a ver com o texto"? NADA! Mas fiquei com vontade de colocar. Inclusive, fica a dica dessa excelente animação dos estúdios Ghibli, Tonari Totoro (Meu vizinho Totoro). Realmente um belíssimo filme. Um dia desses faço um poste comentando sobre a fantasia contida no filme e o que ele traz de bacana para gente. Abaixo, um pouco da música de encerramento:

Tonarina Totoro Totoro Totoro Totoro (Meu Vizinho Totoro)

Tsukiyo no ban ni okarina fuiteru (Tocando uma ocarina nas noites de luar)

Tonarina Totoro Totoro Totoro Totoro (Meu Vizinho Totoro)

Moshi mo aeta nara (Se você alguma vez encontrá-lo)

Suteki-na shiawase ga (Uma sorte muito estrondosa)

Anata ni kuru wa (Virá para você)



Escrito por sepe às 00h41
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Compaixão, sem Paixão - Por Maísa Intelisano

Ter compaixão é compadecer-se. E compadecer-se é ser sensível e querer diminuir o sofrimento do outro, não importa qual seja.

Ter compaixão é estar disponível para aquele que sofre sem questionar seus motivos, sem julgar suas atitudes, sem medir ou comparar suas dores.
Ter compaixão é lembrar-se de que a dor é do próximo e que não se pode avaliar o estrago que ela está fazendo nele.

Ter compaixão é ser capaz de perceber a oportunidade de ajudar e prestar serviço, e fazer isso sem sair do próprio caminho ou interferir no do outro.

Compaixão implica respeito e não dá a ninguém o direito de querer retirar das costas de alguém, por mais querido que seja, o fardo que ele carrega.

Compaixão é exercício de compreensão, pois o que sofre pode não ter o mesmo entendimento daquele que se compadece.

Compaixão é agir sem paixão, é saber controlar-se para poder ajudar de fato aquele se sente desorientado.

Compaixão é manter-se equilibrado diante do sofrimento, levando companhia, apoio, orientação ou consolo onde for necessário.

Compaixão é educação para a verdadeira piedade, é teste de força espiritual, é treino para a humildade.

Compaixão é fiel confiança na capacidade do próximo para resolver seus próprios problemas e firme esperança na assistência de Deus que não desampara ninguém.

Compaixão é prova de coragem e discernimento, pois a linha que separa dó humilhante de piedade fraterna é muito tênue e incerta.

A compaixão é discreta e silenciosa, jamais fala de si mesma, e não costuma estar aparente nem mesmo para quem lhe recebe o concurso amigo.

Dizemos "ter" compaixão, quando, na verdade, o mais certo talvez fosse "sentir" compaixão, já que para tê-la é preciso primeiro senti-la.

A compaixão é a mola forte que nos impulsiona para junto dos que sofrem ao nosso redor, a fim de que possamos verificar nossa própria confiança na sabedoria divina.

Quando nos compadecemos de alguém que já crê em Deus estamos reforçando suas esperanças e sua confiança em si próprio e na providência divina. Mas quando a nossa compaixão se dirige para aqueles que ainda não conhecem a Deus, levamos até eles a nossa própria fé para que, por ela, possam aprender a buscá-lo e encontrá-lo por si mesmos.

Mais textos da autora em: http://somostodosum.ig.com.br/b.asp?i=4151



Escrito por Diego às 08h11
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Um Ensaio sobre a Heresia - Parte IV

Lembra dos ensinamentos dos mestres e NUNCA PERDOE! Isso mesmo, nunca perdoe! Foi isso que todos eles ensinaram, você não deve perdoar nunca! Deus não perdoa nunca! Quem foi o tolo que disse que Deus é um Ser piedoso? Esse nunca conheceu a essência divina. Perdoar o quê, se Deus é incapaz de se ofender? Você se acha tão grande para afrontar Deus? E depois julga–se humilde? Hipócritas!

O Criador apenas ri da piada cósmica que é a existência. Ri, mas você não percebe. Caso ele precisasse perdoar seria um tolo, pois apenas o tolo ofende-se! Deus não perdoa nunca, pois isso é humano. Não dê atributos humanos para aquilo que está além, para Aquele que é o Super-homem, o Supra-humano! Esse é o grande Arcano encoberto pelas trevas da dualidade humana.

Não seja útil, mas sim conheça a utilidade do inútil. Você não precisa se curvar às imposições desse mundo de robôs e máquinas, de ordem e progresso, de competitividade e eficiência. Viva como quiser. Seja útil sendo inútil, seja inútil sendo útil. Eis o paradoxo social. Sejam livres e vivam como quiserem. Não percam a maior da capacidade humana que é viver por você. Útil ou inutilmente é um mero detalhe.

“Ora, veja essa árvore enorme – continuou Chuang-Tzu – você acha terrível que ninguém possa cortá-la para algum fim. Mas por que não deixa-la ser apenas uma árvore? ...na Vila do Nada, onde o ermo se espraia em todas as direções rumo a Lugar Nenhum. Sente-se debaixo dela e domine a arte da não-ação. Debaixo dela, deixe-se levar livre e lasso pelos sonhos. Esqueça o machado...nada pode danificá-la. Nada jamais pode ser útil. E daí?”  

- Chuang-Tzu – Ensinamentos Essenciais 

E de heresia em heresia, vá criando um novo homem, uma nova mulher. Seja capaz de escolher sempre. Não seja alguém, seja você. Não importa que você mude de idéias todos os dias, o importante é que você tenha idéias próprias para serem mudadas. Não, idéias não, mas sim vivências. Transforme suas idéias em vivências VIVAS! Elas serão você!  Futuro e passado no presente. Você É! E mesmo que a existência tenha a duração daquela marola que se arrebenta contra o rochedo litorâneo, mesmo que ela seja fria como os pólos, e tão colorida como a zebra, apenas seja você mesmo! Esse é maior passo que o louva-deus pode dar para se transformar no próprio Deus.

“Não acredite em nada, não importa onde o tenha lido ou quem o tenha dito, nem mesmo se eu o disse, a não ser que isso se acorde com sua própria razão e seu próprio bom-senso.”

- Sidhartha Gautama, o Buda -

Por fim, enquanto caminhares sobre essa terra de paradoxos, não percam a capacidade de escolher entre pedras e diamantes. Transformem suas consciências em lampejos de luz que cortam a negra e pálida noite de solidão. Corram gira ao lado de Exu, trancando e destrancando o caminho de todos, escondidos em todas as sete encruzilhadas onde os pensamentos e sentimentos se encontram. Voe solitário pelo céu, como a orgulhosa águia de Zaratustra, enrodilhada na serpente do conhecimento.

Dizem os falsos doutores da Lei que quem semeia vento colhe tempestade. Em verdade, verdade vos digo: Levem as heresias por onde passarem. Semeiem tormentas e terríveis temporais, pois quem tempestade semeia, apenas pode colher, o arco-íris da sabedoria...

Disse Jesus: “Não penseis que vim trazer paz a Terra: não vim trazer paz, mas sim, a espada".

 - (Mateus 10:34) -

Fernando Sepe, dedicado a todos os hereges de ontem e hoje, pessoas a frente de seu tempo, que tiveram coragem de pensar, escrever e viver por Si mesmos.



Escrito por sepe às 03h48
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Um Ensaio sobre a Heresia - Parte III

Dizem os hereges mestres do Oriente que um dia, caso você encontre o Buda, então você deve cortá-lo ao meio! Sim, corte o Buda no meio – declara os antigos hereges do oriente. Se você pôde ver o Buda, ainda não é o Buda! Queime tudo, seus ídolos e crenças e renasça de novo. Faça isso sempre!

“Não tive dificuldade de retirar a mente de todos os objetos do mundo, mas a radiante e bastante familiar figura da Mãe Bem-aventurada, a Encarnação da essência da Pura Consciência, aparecia diante de mim como uma realidade viva. Seu sorriso sedutor impedia-me de atravessar o Grande Além. Repetidas vezes tentei, mas Ela interpunha-se em meu caminho toda vez. Desesperado, disse a Nangta: ‘Não há esperança. Não posso elevar minha mente ao estado incondicional e ficar frente a frente com o Atman.’ Ele ficou exaltado e asperamente disse: ‘O que? Você não pode fazer isso? Mas tem que fazê-lo.’ Olhou em volta. Encontrando um pedaço de vidro, pegou-o e espetou-o entre minhas sobrancelhas. ‘Concentre a mente neste ponto!’ trovejou. Com uma determinação férrea, sentei de novo para meditar. Assim que a forma graciosa da Mãe Divina apareceu diante de mim, usei a discriminação como uma espada e com ela, A parti em dois. A última barreira caiu. Meu espírito imediatamente elevou-se além do plano relativo e perdi-me em samadhi.”

- O Evangelho de Sri Ramakrishna -

Samsara é a roda de nascer e morrer. Ela na verdade não é natural. É antinatural. Natural seria que você, por si mesmo, pudesse nascer e morrer por conta própria! Mas como ninguém é capaz disso, a natureza inventou um artifício que faz isso por você. Mas você não precisa dela, ela se alimenta de você, ela sim, precisa de você. Por isso ela é compreendida como a fonte de todo sofrimento para o Oriente. Ela apenas quer que você acorde! Samsara funciona como um despertador cósmico.

Buda respondia: “se duas mil pessoas caírem no sono, elas terão dois mil sonhos diferentes. Mas se você me procurar e perguntar o que fazer para se ver livre desse sonho, o remédio será sempre o mesmo. Acorde! A resposta nunca será diferente disso; o remédio será sempre o mesmo. Você pode chamá-lo de consciência, meditação, de testemunho, de lembrança ou de meditação; trata-se de nomes diferentes para o mesmo remédio”.   

- Osho Rajneesh – Consciência

Apenas desperte! E isso nada tem a ver com desapego a matéria. Isso não existe! Assim como renúncia de prazeres, repulsa de demônios internos ou reforma íntima. Véus da hipocrisia humana! Você não pode renunciar, repelir ou reformar aquilo que no fundo, no mais sombrio quartinho de sua alma, você ama. Por mais trevoso que isso seja, por mais satânico, essa ferida está lá, profunda, até os abismos do seu coração, sangrando, esperando que você a encare. Esperando que você morra e renasça de novo, pois é impossível cicatrizá-la.

Essas pequenas coisas que você renega, são como tesouros, esmeraldas que você esconde de todos, não por vergonha, mas sim por avareza. Você tem medo de mostrar sua maior riqueza ao próximo. Tenha certeza, tudo aquilo que você ostenta em público, por mais terrível que seja, você não deve temer. Ela já te possuiu e naturalmente aflora dentro de sua natureza. Aceite. Mas esses gárgulas internos que você esconde, esses você quer possuí-los, dominá-los e por isso você esconde, com medo que eles caiam em mãos erradas. Esses sim são terríveis!

Lembre-se, essas pepitas de ódio, luxúria, inveja, ganância, violência, poder, são muito atraentes, brilham como ouro para você. Não é lendo um livro sagrado ou rezando que isso mudará! Você não poderá simplesmente largá-las em alguma beira de estrada. Encare! Observe. Mergulhe de cabeça nessas feridas, até elas deixarem de terem seu brilho aurífero perante seus olhos, e apenas seixos de rio você possa ver. Nesse dia a renúncia será verdadeira, pois aquilo nada mais significa para você. Agora sim, você pode largá-las ao pé de uma estrada. Elas não mais te atraem. Não existe renúncia, mas apenas heresia, ou seja, capacidade de escolher através da observação...

 “Se uma árvore cresce até o céu, sua raiz se projeta até o inferno...” – Nietzsche -

Quando ressurgires do mergulho a parte escura de vosso Ser, um Iniciado nascerá. O homem de chumbo agora é um homem de ouro, transformado pela alquimia do autoconhecimento. Você conhece a dualidade da sua vida, o Yin e Yang da manifestação. Sua mente eleva-se pelos nove céus e seus pés chafundram pelos setenta e sete infernos. Você já não é mais o mesmo. Os véus de Ísis começam a sumir e o absoluto vai tomando brilho perante você. Uma chama solitária nasce dentro da sua alma. E solitária como essa chama, sua consciência atravessará o mundo, vomitando o fogo da destruição!  

"Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas, nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite." - Clarice Lispector

(Continua...)



Escrito por sepe às 03h48
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Um Ensaio sobre a Heresia - Parte II

“Blasfêmia! Lembrai do mito Luciferiano, do anjo que hoje brilha como uma pérola negra, em algum abismo escuro das trevas humanas. Tudo isso porque ele quis ser Deus. Lembrai de Ícaro, o mito grego, que por almejar o Sol com suas asas de cera, encontrou seu fim quando próximo de seu maior desejo estava. Lembrai deles e tomai a humildade como cautela. Deus é único, vóis não sois Ele. Sejam humildes e obedeçam às ordens que os Anjos ditam a vós!”

Mas que Anjos? Anjos que não vivem entre nós, que não conhecem as aflições humanas? Anjos que nunca sentiram o corte na carne e o cheiro quente do sangue? Hipócritas! Anjos criados por vocês mesmo, falsos profetas que vivem da desgraça humana! Lobos na pele de cordeiros, belos por fora, terríveis Mefistófeles por dentro. Falsos pregadores das vontades divinas! Juízes de tribunais erigidos sobre a ganância de poder humano. Mas o julgamento herege não é dessa Terra! Chegará o dia de pesar o coração na cósmica balança de Maat! E a verdade é que os corações dos hereges são todos tão leves como as plumas de suas asas.

“Tu és, na Ordem, a onipresença da medida correta!

Tu és, no Caos, a onipresença da quebra desta medida!

Tu és a harmonia das equações do Mundo!

Tu és a desarmonia dessas equações!

"Quem quiser nascer tem que destruir um mundo."

Tu és o sustentáculo deste mundo

e no entanto é destruindo-o que chegamos a te conhecer...

Maat, vem voando velozmente como um abutre!

Vem tão leve quanto a pena do avestruz!

Vem avassaladora como apenas a Verdade pode ser!

Conhecer-te é destruir uma ilusão...”

- Hino a Maat - Gabriel Mallet Meissner

Leves, pois não carregam o fardo da humildade que humilha. Essa que é a qualidade mais exarcebada entre aqueles que querem animais de carga entre seus semelhantes. A falsa humildade, também sinônimo de subserviência cega! Aquela que te faz fraco, que te faz aceitar tudo, aquela que te transforma em um camelo de carga para as quentes tardes ou gélidas noites do deserto humano. Essa que faz você esquecer do super-homem Cristo, para deixar morrer suas esperanças na crucificação dolorosa. Essa mesma que te faz não sentir Deus. Que não permite que o OM criador vibre em todo seu ser. Grilhão de ferro, aprisionadora da criatividade cósmica que reside na centelha divina. Véu de Maya, que gera a Dualidade na Criação, dissociando o Incriado, dando forma a uma Criação...

Abandone a falsa humildade e renasça das próprias cinzas como a Fênix mitológica. Queime anos de ensinamentos e condicionamentos tolos e pobres na chama do discernimento, e deixe a consciência criar asas. É isso que nos revela a face esotérica do mito sobre o pássaro flamejante. Dessa vez suas asas não mais se derreterão como cera, pois elas agora são puro fogo. Voe em direção ao Sol!

"Onde que tu vires um grande fim, fica seguro de um grande começo

Onde uma monstruosa e dolorosa destruição estarrece a sua mente

Consola com a certeza de uma grande e vasta criação

Deus está não apenas na pequenina voz tranqüila

Mas também no fogo e no turbilhão."

- A sabedoria de Sri Aurobindo -

E desse fogo que agora te anima a alma, puxe a força para destruir seus ídolos e crenças. Suas concepções, filosofias e pré-conceitos. Destrua tudo e renasça de novo. Faça isso todos os dias, sempre! Não seja apenas um reflexo do ontem, mas sim, seja a ação que gera o brilho da aurora matinal. Você É! Passado e futuro fundem-se no seu presente e isso é tudo que você precisa!

(Continua...)



Escrito por sepe às 03h47
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Um Ensaio sobre a Heresia

Heresia é uma palavra que vem do latim - haeresis, que, por sua vez, vem do grego - haíresis, significando CAPACIDADE DE ESCOLHER! Exatamente, heresia significa simplesmente capacidade de escolher! Mais tarde foi utilizada como tudo aquilo que se opunha e ainda se opõe a Igreja Católica. Hoje heresia é um relâmpago contra a ortodoxia, o fanatismo e o fundamentalismo, venham eles da religião, da política ou da sociedade. Herege é aquele que não perdeu a capacidade de escolher entre pedras e diamantes.

“Amo todos aqueles que são como gotas pesadas que, uma a uma, caem da sombria nuvem suspensa sobre os homens. Anunciam o relâmpago, e como arautos, seguem para seu declínio”.

“Vede que sou um arauto do raio e uma pesada gota que cai da nuvem. Mas esse raio se chama super-homem”.

- Assim Falava Zaratustra - Nietzsche

Mas poucos são os hereges que sobreviveram até a nossa época. Muitos queimaram na fogueira da dominação inquiridora, outros presos e calados pelos regimes totalitários, mas muitos simplesmente jogados no abismo do esquecimento pela própria humanidade. A humanidade matou seus hereges. E hoje como eles fazem falta!

O herege é uma grande ovelha negra no seio da sociedade! Sua boca cospe fogo em brasa, em sua cabeça os chifres do poder pagão, sua mente é uma afiada cimitarra que se alimenta do sangue dos dogmas religiosos. São malditos! Malditos e demoníacos, mas o que seria do mundo sem eles?

“E os sete anjos, que tinham as sete trombetas, prepararam-se para tocá-las:
E o primeiro anjo tocou a sua trombeta, e houve saraiva e fogo misturado com sangue, e foram lançados na terra, que foi queimada na sua terça parte; queimou-se a terça parte das árvores, e toda a erva verde foi queimada.
E o segundo anjo tocou a trombeta; e foi lançada no mar uma coisa como um grande monte ardendo em fogo, e tornou-se em sangue a terça parte do mar.
E morreu a terça parte das criaturas que tinham vida no mar; e perdeu-se a terça parte das naus.
E o terceiro anjo tocou a sua trombeta, e caiu do céu uma grande estrela ardendo como uma tocha, e caiu sobre a terça parte dos rios, e sobre as fontes das águas.
E o nome da estrela era Absinto, e a terça parte das águas tornou-se em absinto, e muitos homens morreram das águas, porque se tornaram amargas.
E o quarto anjo tocou a sua trombeta, e foi ferida a terça parte do Sol, e a terça parte da lua, e a terça parte das estrelas; para que a terça parte deles se escurecesse, e a terça parte do dia não brilhasse, e semelhantemente a noite.
E olhei, e ouvi um anjo voar pelo meio do céu, dizendo com grande voz: Ai! Ai! Ai! Dos que habitam sobre a terra! Por causa das outras vozes das trombetas dos três anjos que hão de ainda tocar.”

- Apocalipse João - Capítulo 8

O que seria de um mundo sonâmbulo e dorminhoco como o nosso, sem os hereges que ousam abrir suas negras asas e tocarem as trombetas apocalípticas acordando a população de seu sono eterno? O que seria do pensamento religiosos, social, filosófico e místico sem os homens e mulheres (sim mulheres! E quantas...) muito além de seu tempo, incompreendidos, sofridos, ovelhas desmembradas do rebanho humano. Sim, pois se na bíblia está escrito que chegará o dia de existir um só rebanho sobre a ordem de um único pastor, esses homens e mulheres descem a Terra, para declarar uma única verdade aos ventos do Norte ao Sul, sementes espalhadas pelas tormentas do Leste e Oeste:

“Sejam vóis mesmo seus próprios pastores!” "Tenham seu próprio e único rebanho!” 

Esse rebanho É Você. Você é pastor e ovelha. Cria e descria o destino. Você é alguém além da humanidade normal! Alguém supra-humano. Um super-homem. Você é Deus!

“Repara naquele homem idoso que passa perto de ti, abatido e curvado, apoiado em seu bastão? Imaginas tu que é Deus quem está passando?

Há uma criança rindo e correndo ao Sol.

Podes ouvi-lo nesse riso?

Não, Ele está ainda mais próximo de ti.

Ele está em ti, Ele é Tu mesmo.

És tu quem ardes lá longe, há milhares de milhas de distância, nas infinitas extensões do Espaço, és tu que caminhas com passos confiantes sobre os turbulentos vagalhões do mar etérico.  

És tu quem colocaste as estrelas em seus lugares e teceste o colar de sóis, não com as mãos, mas por este yoga, esta vontade silenciosa, impessoal e inativa, que te colocou hoje aqui, ouvindo a ti mesmo em mim.

Olha para cima, oh filho do Yoga antigo e não sejas mais medroso e cético; não temas, não duvides, não lamentes, porque em teu aparente corpo está Aquele que pode criar e destruir mundos com um sopro"...

- Os Upanishads -

(Continua...)



Escrito por sepe às 03h46
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A Boa Solidão...

Solidão é algo difícil de se explicar. É um sentimento, um estado de consciência, um momento? Não sei...

Solidão, no imaginário popular, combina com frias e geladas noites, sozinho, calado, escuro. Essa palavra é de certa forma temida pelas pessoas. Ser só, não é muito bom hoje em dia. É visto como fracasso social, tristeza, depressão. Assim as pessoas entendem e vêem a solidão.

Na verdade isso é fruto da própria incapacidade e medo de ficar Só. Solidão é um momento Seu, um momento onde apenas existe Você. Você e o Cosmos, Você e o Universo. Você e Deus...

Você está só, pois está fora do mundo, está apenas com Ele. Normalmente a solidão vem acompanhada de seu fiel escudeiro: o silêncio. E como diria o velho Confúcio: " O silêncio é um grande amigo, o único que nunca poderá trair - te". Sim, solidão e silêncio andam juntos. E são temidos, muito temidos...

Eles são evitados pelas pessoas. São tidos como sinais de mau-agouro. No fundo, são incompreendidos. Na verdade, existe a falsa e a verdadeira solidão. A falsa vive a caluniar a verdadeira. A falsa solidão é aquela que não te faz sentir só, mas sim, rejeitado pelo mundo. Você se sente a pior pessoa do mundo, "ninguém gosta de mim!” Esse é o lema que a falsa solidão tenta fixar na sua cabeça. É, baseado nesse lema também, que as pessoas vão se formatar socialmente para serem mais aceitos, para terem mais amigos, para não serem mais "solitários". Vão fazer coisas que não gostam, apenas por fazer. Terão medo do silêncio e de ficar sozinhos. Serão inseguros, sempre dependentes da palavra de uma pessoa querida ou próxima. Sempre precisarão de aprovação para as coisas que fazem. Sempre buscando a realização através dos olhos dos outros.

Quantas pessoas você conhece assim? Tigres de papel! Festivos, potentes e corajosos por fora. Medrosos, fracos e tristes por dentro. Tudo isso porque foram enganados pela falsa solidão e nunca conheceram a verdadeira.

Na sociedade moderna, essa falsa solidão espalha-se a todo momento, como uma doença incontrolável. Os meios de comunicação são tão dinâmicos, eu e você estamos tão próximos. Mas ao mesmo tempo estamos tão distantes. Você conhece quantas pessoas? Você convive com quantas pessoas? Mas, seu coração está realmente próximo de todas elas?

A solidão é um momento único, quando verdadeira. Quando você está só, apenas com você mesmo, sua mente é forte e você experimenta uma sensação de iluminação interna. O silêncio faz bem para sua alma, não cria um mal-estar em seu coração. Nesse momento é você e Ele...Apenas...

E quando você experimentar a verdadeira solidão, a cada dia você vai querer novamente reencontrá-la, a cada madrugada silenciosa. Esse momento será sua força, seu escape do mundo dos outros, para o Seu mundo real. O escape do que é externo para o Interno. A solidão será a espada que cortará dia-a-dia os véus de ilusão que cobrem o olhar mundano.

E nela você encontrará uma amiga para pensar fora dos padrões normais da sociedade. Mas também encontrará as pessoas e tudo aquilo que você ama. É na solidão que você realmente entende o valor do amor e da amizade. Nela não existe cobrança, possessão, ciúmes ou intrigas. Aceitação ou competição. Na solidão você entende que o amor e a amizade são simples presença e sentimento. E isso fará você nunca mais se sentir sozinho na vida. Também fará você valorizar ainda mais todas as relações de amor e amizade que você tiver. Mas agora com um enfoque diferente... 

A arte máxima de autoconhecimento do antigo oriente é a meditação. E a meditação é a arte da solidão. Do momento entre Você e Ele. Apenas Você e Ele! Apenas “Nós”...

Solidão e meditação trazem lucidez e iluminação mental. Trazem confiança verdadeira. Com ela você vai rir perante os assombros da morte. Sim, até mesmo da temida morte você vai sorrir. E se você sorrir da morte, começará a achar graça em tudo, nas alegrias e problemas da sua vida. 

Coragem! Para ser amigo da solidão e de seu inseparável escudeiro, o silêncio, é preciso apenas uma qualidade: Coragem! Coragem de ficar sozinho com si mesmo. Isso é solidão verdadeira! Coragem de ficar em silêncio e escutar a própria consciência-coração! A humanidade atual teme isso acima de tudo. Primeiro separaram a consciência do coração. Depois, deixaram de escutá-los. É uma pena...

É por tudo isso, que gosto tanto da boa e velha solidão...

Fernando Sepe – No Dharma, na solidão da noite ;)* 

- "A solidão é a sorte de todos os espíritos excepcionais." (Arthur Schopenhauer)

- "O homem solitário é uma Besta ou um Deus." (Aristóteles)

- "E ninguém é eu, e ninguém é você. Esta é a solidão." (Clarice Lispector)

- "Na solidão é quando estamos menos só." (Lord Byron)

- "A sociedade enriquece a mente, mas a solidão é a escola do gênio." (E. Gibbon)

- "A águia voa sozinha, os corvos voam em bando; o tolo tem necessidade de companhia, e o sábio tem necessidade de solidão. " (Ruckert)

- "Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas, nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite." (Clarice Lispector)

PS: Essa última frase da Clarice me inspirou a escrever o texto. Mas entre ele e a frase, fique com ela! Tem mais sentimento e poesia...



Escrito por sepe às 03h09
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Aura, Pensene ou Psicosfera - Parte IV

Transformações da aura

A aura humana apresenta, principalmente, dois padrões de cor e luminosidade. Um é bem instável e dinâmico e reflete as emoções e o estado físico da pessoa, podendo mudar de minuto em minuto, conforme as suas condições de momento. O outro, que chamamos de cor de fundo, é mais duradouro e mais estável, embora não seja estático, e reflete as características psíquicas e espirituais da pessoa bem como a sua personalidade.

É neste segundo nível que os clarividentes se baseiam para determinar em que tipo de trabalho espiritual a pessoa melhor se adaptará. Assim, por exemplo, pessoas de aura verde são encaminhadas para trabalhos de cura ou desobsessão, pessoas de aura amarela são encaminhadas para o ensino ou palestras e pessoas de aura rosa são encaminhadas para trabalhos com crianças e idosos ou para a assistência social.

No entanto, mesmo esta cor de fundo de uma aura pode mudar com o passar dos anos, refletindo não só o próprio amadurecimento psicológico da pessoa ao longo da vida, como também as adaptações energéticas por que passou ou está passando para melhor desempenhar suas funções sociais, profissionais e também espirituais.

Assim, alguém que tem a aura amarela na adolescência, por ser ótimo aluno, por exemplo, pode vir a ter a aura verde algum tempo depois de entrar para a faculdade de Medicina ou Enfermagem. Isso não significa que o amarelo desapareceu ou que a pessoa deixou de ser bom aluno, mas que a sua aura sofreu uma mudança para se adaptar às novas exigências energéticas de suas atividades profissionais. Nesse caso específico, pode acontecer de termos verde e amarelo em sua “aura de fundo”, refletindo tanto a sua atividade na área da saúde como seu gosto pelo estudo.

Aura e efeito Kirlian

Segundo o psicólogo Márcio Pontes, a descoberta do efeito Kirlian se deu por acaso, no ano de 1939.

Certa noite, na cidade de Krasnodar (Rússia), o casal Semyon e Valentina Kirlian trabalhava em sua casa no manuseio de chapas fotográficas, próximo a uma aparelhagem de rádio que estava aberta em reparos, quando, por descuido, uma chapa fotográfica caiu entre dois eletrodos do rádio. Ao retirar tal chapa, Semyon Kirlian, no escuro, fechou curto-circuito com seus dedos entre a chapa e os eletrodos. Notou ele, nesta ocasião, que algo de diferente tinha ocorrido. Banhou as chapas e, com espanto, notou que seus dedos apareciam e não apenas isto, mas uma estranha luz que, normalmente, eles não apresentavam. Repetiu a operação, agora sem a ajuda do “acaso”, e o fenômeno voltou a acontecer. Repetiu a operação com Valentina e, mais tarde, com diversos conhecidos e o mesmo fato se verificou.

Destas observações, ou melhor, destas experiências, notou que as luminescências emitidas pelos dedos das pessoas não eram iguais, variando de pessoa para pessoa. E não apenas isto, mas que pessoas em estado de saúde precário apresentavam uma emissão de luz em menor potencial que as pessoas saudáveis, havendo também casos de pessoas saudáveis apresentando fraca emissão de luz e que, poucos dias depois, ficaram doentes.

Estes fatos ocorreram na Rússia, no final dos anos 30, mas somente na década de 60 este processo tornou-se mundialmente conhecido, tendo, também no Brasil, os seus pesquisadores, como Hernani Guimarães Andrade, cientista de renome internacional na área de estudos psicobiofísicos, que foi o primeiro pesquisador, fora da Rússia, a possuir uma máquina Kirlian, tendo ele mesmo elaborado todo o processo. Temos também o grande pesquisador Henrique Rodrigues que, juntamente com Hernani, realizou e realiza estudos internacionalmente reconhecidos.

Já para Walter Lange Jr., em seu livro Paranormalidade e Energia Mediúnica – Uma pesquisa kirliangráfica, o russo Kirlian “trabalhava nos hospitais com equipamentos eletromagnéticos e teve a oportunidade de observar o fenômeno quando aplicava – em paciente em tratamento – os eletrodos de um aparelho de diatermia: viu pequenas centelhas fulgurantes e coloridas na pele do doente. Em seu apartamento, montou um aparelho semelhante e reproduziu o observado, conseguindo registrar, em uma chapa fotográfica, com a ajuda de sua esposa Valentina, que trabalhava como fotógrafa num jornal.”

Seja como for, muitos nomes foram dados a esta estranha luz emitida pelos corpos. Os russos chamaram-na corpo bioplásmico, diversos místicos já a qualificaram como aura, alguns espíritas mais afoitos, na época, chegaram a falar em foto do perispírito, e os mais céticos afirmavam que tudo não passava de um efeito corona, transformando o assunto em uma grande polêmica.

Em meio às dúvidas causadas pela descoberta a foto Kirlian acabou se tornando popularmente conhecida como foto da aura, o que não é verdade, já que o complexo total da aura é muito mais amplo, colorido, dinâmico e brilhante do que o halo que aparece nessas fotos.

O que a foto Kirlian capta, na verdade, e ficou conhecido como efeito Kirlian, é apenas a primeira "camada" da aura, a parte mais densa e mais próxima do corpo físico, que nada mais é que o duplo etérico, onde também se refletem as movimentações mentais e emocionais do espírito encarnado.

Para esclarecer melhor, vejamos o que diz Edgard Armond no livro Psiquismo e Cromoterapia:

“O duplo etéreo, também conhecido como corpo energético, não é parte do perispírito, mas um veículo intermediário entre o corpo físico e o perispírito, que possui chacras ou centros de força etéreos. O duplo se projeta para além do corpo físico e forma uma aura, a aura etérica, uma emanação leitosa e de aspecto ovalado.

“A aura perispiritual ou astral, ou simplesmente aura, é a projeção do perispírito para além do limites físicos e se revela como uma espécie de emanação bem mais brilhante e diáfana que a aura etérica.”

Conhecida desde 2000 com o nome de bioeletrografia, a foto Kirlian é hoje mundialmente reconhecida, inclusive pela Organização Mundial de Saúde e vem sendo utilizada por médicos e cientistas do mundo todo como auxiliar no diagnóstico de doenças físicas e emocionais, por se tratar de uma técnica que, pelo registro de gases e vapores emanados pelas células, permite aos profissionais de saúde ter uma visão, ao mesmo tempo, científica e filosófica do processo metabólico do ser humano, que é afetado, na mesma medida, por fatores físicos, mentais e emocionais.

A bioeletrografia tem sido usada também em estudos feitos em trabalhos mediúnicos, como instrumento de medição dos efeitos da aplicação de passes e do transe no físico do médium, da absorção do passe nos assistidos e para identificar indivíduos que têm capacidades paranormais.

Maisa Intelisano - Mais textos da autora em: http://somostodosum.ig.com.br/clube/artigos.asp?id=3234



Escrito por sepe às 01h19
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Aura, Pensene ou Psicosfera - Parte III

- Branco – antes de observarmos as verdadeiras cores da aura, o branco é a cor que vemos. Geralmente, surge como uma sombra diáfana. O branco abrange todas as cores e quando aparece intensamente na aura, está mesclado a outras cores. É assim que você descobre se o que está vendo é uma cor com significado ou se está captando mal a aura. Quando o branco representa de fato uma cor da aura indica verdade e pureza. Sugere que a energia do indivíduo está se limpando e se purificando. Costuma indicar que sua criatividade está aumentando.

- Cinza – é a cor da iniciação. Indica que a pessoa está prestes a descobrir talentos inatos. Tons de cinza que pendem para o prateado refletem o despertar das energias femininas. São as energias e talentos da iluminação, intuição e imaginação criativa. Os tons mais escuros do cinza podem indicar desequilíbrios físicos, especialmente quando vistos perto de certas áreas do corpo. Podem indicar também a necessidade de não deixar nenhuma tarefa. A abundância de cinza na aura mostra que a pessoa é reservada, do tipo lobo solitário.

- Marrom – é um tom comum no campo da aura. Apesar de muitas pessoas considerarem-no um reflexo da falta de energia ou de desequilíbrios, nem sempre é este o caso. Marrom é a cor da terra. Quando surge na aura, especialmente acima da cabeça ou em torno dos pés, pode indicar um novo crescimento. Reflete o estabelecimento de novas raízes e o desejo de realização. É uma cor que pode sugerir senso de organização e de ação. Por outro lado, se surge sobre o rosto ou toca a cabeça, o marrom pode indicar a falta de discernimento e sua necessidade. Se visto na região dos chakras pode indicar que esses centros precisam de limpeza. Nesses casos, reflete um entupimento em suas energias. Geralmente, é difícil interpretar o marrom, pois ele pode refletir problemas físicos.

- Preto – esta é uma das cores mais controvertidas do espectro da aura. Já encontrei quem dissesse que se o preto aparece na aura indica a morte ou algum desastre terrível. No entanto, pude confirmar que isso não é verdade. O preto é uma cor de proteção. É a cor que pode isolar o indivíduo de energias externas. Quando surge na aura pode indicar que a pessoa está se protegendo. Pode sugerir ainda que a pessoa tem segredos. Não há nada de errado com isso desde que não se leve a extremos. O preto também pode indicar que a pessoa está prestes a ter de compreender o significado dos fardos e sacrifícios que fazemos na vida. Também pode sugerir desequilíbrios. Os desequilíbrios físicos costumam surgir como áreas negras ou escuras na aura que cerca o corpo físico. A localização dá pistas sobre a parte do corpo afetada. Na periferia da aura, o preto pode indicar buracos no campo. Tenho visto este fenômeno na aura de crianças que foram vítimas de abusos e de pessoas que foram ou são consumidoras vorazes de certas substâncias (álcool, drogas, fumo, etc.)

- Lampejos prateados – outro aspecto que tenho observado deve ser mencionado. Muitas vezes encontro na aura algo como luzes suaves e reluzentes. São brilhantes e prateadas. Elas podem indicar muitas coisas. Esses lampejos, como os chamo, quase sempre sugerem grande criatividade e fertilidade. Quando surgem dentro do campo de uma pessoa indicam que ela deve começar a perceber que está ficando mais criativa. Surgem com mais frequência em mulheres, mas não se restringem a elas. Quando os vejo perto de uma mulher cuja aura estou interpretando, pergunto-lhe se está grávida. As grávidas e as mulheres que deram à luz nos últimos seis a nove meses sempre apresentam essa cor na aura, embora nem todas as mulheres que têm estes lampejos estejam grávidas.”

Pela minha experiência pessoal podemos acrescentar os seguintes comentários:

- Vermelho - quando brilhante, lembrando o rubi, é a cor da ação e da capacidade de realização, do movimento, dos instintos equilibrados. Quando embaçada, pode representar desejo de vingança, violência ou paixão.

- Laranja – quando claro e brilhante, indica alegria, boa disposição, equilíbrio e versatilidade, mas quando escurecido ou “sujo” pode indicar desânimo, desinteresse pela vida, apatia.

- Amarelo – se claro e brilhante, indica intelectualidade equilibrada, inteligência, bom uso dos conhecimentos. Aparece muito em pessoas ligadas ao ensino, à pesquisa, aos estudos e à produção científica. Quando acinzentado, escurecido ou sem brilho, indica excesso de racionalidade, ausência de sentimentos e intelectualidade arrogante.

- Verde – quando brilhante e límpido indica saúde, vigor, energia, esperança. É comum nos profissionais de saúde e em doadores de energia e ectoplasma em trabalhos espirituais. Quando impregnado de marrom ou cinza, escuro ou sem brilho, indica problemas de saúde ou emocionais, fraqueza física e moral e inveja.

- Azul – quando claro e brilhante é a cor da espiritualidade, da serenidade, da paz e da harmonia. Quando escuro ou acinzentado pode indicar depressão e tristeza.

- Rosa – é a cor do amor, especialmente quando se apresenta brilhante, clara e suave. Mesclada ao azul indica grande capacidade de doar-se, de ajudar os outros. Aparece muito em pessoas que trabalham com assistência social e voluntariado. Pode aparecer também na aura de pessoas que lidam ou trabalham diretamente com crianças. Quando sem brilho, pode indicar excesso de ingenuidade ou imaturidade, tendência à dependência doentia.

- Lilás ou violeta – é a mistura do azul e do rosa. Altamente positivo. Quando clara e luminosa é a cor da elevação espiritual e dos ideais nobres, da transmutação e da transcendência. Quando escura, tendendo para roxo, pode indicar insatisfação, inveja, ciúmes, etc.

- Vinho – variação do rosa. Quando brilhante indica profunda compaixão e interesse desapaixonado pelo próximo.

- Cristal – variação do prateado; indica pureza de sentimentos, pensamentos e propósitos.

- Dourado – é a cor da elevação espiritual. Ao lado do prateado, é muito associada a mentores, amparadores, guias espirituais, etc.

Aura e mediunidade

Sendo a aura o campo energético que o médium produz e irradia e que o envolve, é natural que seja ela o primeiro elemento de contato entre o médium e as entidades nas comunicações mediúnicas.

É, portanto, no campo áurico do médium que as entidades comunicantes, elevadas ou não, buscam informações para estabelecer a sintonia com ele, pela ressonância vibratória com a sua própria aura, para depois passar à comunicação propriamente dita.

(Continua...)



Escrito por sepe às 01h18
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Aura, Pensene ou Psicosfera - Parte II

Leitura e interpretação da aura

Sobre isso, vejamos o que diz Ted Andrews, em seu livro Como Ver e Interpretar a Aura:

“A energia de uma aura é refletida sob a forma de luzes e cores. A cor, sua nitidez e localização indicam muito sobre o bem-estar físico, emocional, mental e espiritual da pessoa.

As cores mais próximas do corpo físico costumam refletir condições e energias físicas. Também indicam as energias mais atuais, presentes e ativas em sua vida. As cores mais afastadas refletem energias emocionais, mentais e espirituais que podem estar afetando essas cores físicas. Indicam também as energias com que a pessoa estará lidando dentro em breve.

Quanto mais claras e suaves (tons pastéis) forem as cores, melhor. Cores embaçadas e espessas podem indicar desequilíbrios, excesso de atividade e outros problemas na área relacionada a cada cor. Cores escuras, mas brilhantes, podem indicar um elevado nível energético. Não é um fator necessariamente negativo.

Normalmente, cada aura tem mais de uma cor. Cada cor reflete aspectos diferentes. (...) As auras mudam com freqüência. As cores mais próximas do corpo (a uma distância de 30 a 50 cm) podem mudar diversas vezes em um único dia. Toda emoção forte, toda atividade física ou mental forte, pode provocar flutuações na cor e na luminosidade da aura. Nossas auras também mudam com o tempo.

A cor pode ser construtiva ou destrutiva. Ela pode estimular ou deprimir, repelir ou atrair. Seu caráter pode até ser masculino ou feminino. Ela pode se mostrar positiva ou negativa e, quando vista na aura, pode oferecer uma chave para a personalidade, humor, maturidade e saúde do indivíduo. Ela reflete aspectos físicos e espirituais.

É preciso muita prática para interpretar os tons de cores vistos na aura. Cada cor tem suas características gerais, mas cada tom dessa cor muda a interpretação. A localização da cor, sua intensidade e até a forma que assume no campo devem ser levados em consideração.”

As Cores do Arco-íris, por Ted Andrews em seu livro Como Ver e Interpretar a Aura:

- Vermelho – é a cor mais forte, da força criativa ígnea e básica. É a energia que dá vida. É quente. Pode indicar paixão, mente e vontade fortes. É uma cor dinâmica que pode refletir raiva, amor, ódio e mudanças inesperadas. Pode indicar um novo nascimento e transmutação. É uma cor que afeta o sistema circulatório do corpo, o sistema reprodutivo (energia sexual) e o despertar de habilidades e talentos latentes. Vermelho em excesso ou com aparência opaca, enlameada, pode refletir estímulo excessivo, inflamação ou desequilíbrio. Pode indicar nervosismo, destempero, agressividade, impulsividade ou excitação.

- Laranja – é a cor do calor, da criatividade e das emoções. Indica coragem, alegria e sociabilidade. É uma cor que pode espelhar a abertura para uma nova consciência – especialmente domínios sutis da vida, como o plano astral. Dependendo do tom pode indicar também desequilíbrio e agitação emocionais. Alguns tons “sujos” do laranja podem refletir orgulho e gosto pela extravagância, preocupação e vaidade.

- Amarelo – é uma das primeiras cores que vemos na aura, pois é mais facilmente identificada. O amarelo pálido em torno dos cabelos pode indicar otimismo. Amarelo é a cor da atividade mental e do brilho do sol nascente. Pode indicar novas oportunidades de aprendizado, leveza, sabedoria e intelecto. Aproximação com os tons pastéis costuma denotar entusiasmo por alguma atividade nova, especialmente na faixa do espectro que vai do amarelo pálido ao branco. Amarelo é a cor que representa o poder das idéias, o despertar de dons psíquicos e da sensitividade. Os tons “sujos” ou escuros do amarelo podem refletir excessos mentais e analíticos. Pode sugerir que a pessoa tem sido demasiadamente crítica ou dogmática ou que tem recebido pouco reconhecimento.

- Verde – é a cor da sensibilidade e da compaixão crescentes. Reflete crescimento, empatia e calma. Pode indicar que a pessoa é confiável e que tem mente aberta. O espectro que vai do verde mais brilhante ao azul indica talento para a cura. É a cor da abundância, da força e da amizade. Os tons opacos ou escuros do verde podem indicar incertezas, desespero. Os tons opacos também refletem ciúmes e possessividade. Podem indicar hesitação e pouca confiabilidade.

- Azul – juntamente com o amarelo, é uma das cores mais fáceis de se enxergar na aura. É a cor da calma e da tranqüilidade. Reflete devoção, verdade e seriedade. Pode indicar a capacidade para a clariaudiência e para o desenvolvimento da telepatia. Os tons mais claros do azul refletem uma imaginação ativa e boa intuição. Os tons mais escuros podem indicar solidão e, em certos níveis, refletem a busca do Divino. Os tons mais escuros indicam também honestidade e boa capacidade de julgamento. Também sugerem que a pessoa encontrou ou está prestes a encontrar seu trabalho mais adequado.

- Violeta e púrpura – violeta é a cor da transmutação. É a cor da mescla entre coração e mente, entre físico e espiritual. Sugere independência e intuição, bem como uma atividade onírica importante e dinâmica. Pode indicar a pessoa que está engajada numa busca. Os tons do púrpura costumam refletir senso prático e visão global. Os tons mais pálidos e claros do violeta e do púrpura podem refletir humildade e espiritualidade. Os tons avermelhados do púrpura podem indicar grande paixão ou força de vontade. Podem refletir ainda a necessidade de maiores esforços pessoais. Os tons sombrios e opacos podem denotar a necessidade de superar algo. Podem ainda indicar pensamentos eróticos intensos. A tendência a ser dominador, a estar carente de empatia e se sentindo incompreendido também são refletidas pelos tons opacos.

Outras Cores da Aura, por Ted Andrews em Como Ver e Interpretar a Aura:

“- Rosa – é a cor da compaixão, do amor e da pureza. Pode indicar alegria e satisfação, além de um forte espírito de companheirismo. Visto na aura o rosa pode indicar um indivíduo calado e modesto, bem como o amor pela arte e pela beleza. Dependendo do tom, pode refletir imaturidade, especialmente se o tom for opaco. Pode indicar sinceridade, ou sua falta. Pode ainda refletir uma ocasião em que a pessoa está diante de um novo amor ou de uma nova visão de vida.

(Continua...)



Escrito por sepe às 01h18
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Aura, Pensene ou Psicosfera - Por Maisa Intelisano

Definição

A palavra AURA vem do latim e significa sopro de ar. Aura é o halo luminoso, dinâmico e multicolorido que envolve e interpenetra o corpo físico, refletindo, energeticamente, o mundo íntimo da consciência encarnada, seus pensamentos, sentimentos e experiências.

O termo PENSENE foi criado para a Conscienciologia por Waldo Vieira, pela junção das sílabas iniciais das palavras pensamento, sentimento e energia (pen + sen + e = PENSENE), e é usado para designar o campo energético formado, ao redor da consciência encarnada, pelos seus pensamentos, sentimentos e energias características.

O termo PSICOSFERA foi criado por André Luiz para designar o halo energético de que se revestem todos os seres vivos, onde se refletem os seus pensamentos e desejos.

AURA, PENSENE e PSICOSFERA são, portanto, sinônimos e podem ser definidos como o campo de emanações de natureza eletromagnética que envolve todo ser humano, encarnado ou desencarnado, refletindo, não só a sua realidade evolutiva e o seu padrão psíquico, como também sua situação física e emocional do momento, espelhando seus pensamentos, sentimentos, desejos, idéias, opiniões, etc.

Características

Vejamos o que diz André Luiz, em seu livro Evolução em Dois Mundos, pela psicografia de Francisco Cândido Xavier:

“AURA HUMANA – Considerando-se toda célula em ação por unidade viva, qual motor microscópico, em conexão com a usina mental, é claramente compreensível que todas as agregações celulares emitam radiações e que essas radiações se articulem através de sinergias funcionais, a se constituírem de recursos que podemos nomear por “tecidos de força”, em torno dos corpos que as exteriorizam.

Todos os seres vivos, por isso, dos mais rudimentares aos mais complexos, se revestem de um “halo energético” que lhes corresponde à natureza.

No homem, contudo, semelhante projeção surge profundamente enriquecida e modificada pelos fatores do pensamento contínuo que, em se ajustando às emanações do campo celular, lhe modelam, em derredor da personalidade, o conhecido corpo vital ou duplo etéreo de algumas escolas espiritualistas, duplicata mais ou menos radiante da criatura.

Nas reentrâncias e ligações sutis dessa túnica eletromagnética de que o homem se entraja, circula o pensamento, colorindo-a com as vibrações e imagens de que se constitui, aí exibindo, em primeira mão, as solicitações e os quadros que improvisa, antes de irradiá-los no rumo dos objetos e das metas que demanda.

Aí temos, nessa conjugação de forças físico-químicas e mentais, a aura humana peculiar a cada indivíduo, interpenetrando-o, ao mesmo tempo que parece emergir dele, à maneira de campo ovóide, não obstante a feição irregular em que se configura, valendo por espelho sensível em que todos os estados da alma se estampam com sinais característicos e em que todas as idéias se evidenciam, plasmando telas vivas, quando perduram em vigor e semelhança, como no cinematógrafo comum.

Fotosfera psíquica, entretecida em elementos dinâmicos, atende a cromática variada, segundo a onda mental que emitimos, retratando-nos todos os pensamentos em cores e imagens que nos respondem aos objetivos e escolhas, enobrecedoras ou deprimentes.”

Já Barbara Brennan, em seu livro Mãos de Luz, diz que “o Campo da Energia Humana é a manifestação da energia universal intimamente envolvida na vida humana. Pode ser descrito como um corpo luminoso que cerca o corpo físico e o penetra, emite sua radiação característica própria e é habitualmente denominado “aura”. A aura é a parte do CEU (Campo de Energia Universal) associada a objetos. A aura humana, ou Campo da Energia Humana (CEH) é a parte do CEU associada ao corpo humano. Estribados em suas observações, os pesquisadores criaram modelos teóricos que dividem a aura em diversas camadas. Essas camadas, às vezes chamadas corpos, se interpenetram e cercam umas às outras em camadas sucessivas. Cada corpo se compõe de substâncias mais finas e de “vibrações” mais altas à medida que se afasta do corpo físico.”

Vejamos também o que diz Wagner Borges no portal do IPPB:

“Aura (do latim AURA, sopro de ar): É o campo energético que apresenta-se em torno do corpo denso. Aparece à percepção parapsíquica do clarividente como um campo luminoso mesclado por várias cores. Essas cores refletem a qualidade dos pensamentos e sentimentos manifestados pela consciência. Apresenta várias camadas vibratórias correspondentes aos diversos corpos (veículos de manifestação da consciência), por onde a consciência manifesta-se nos vários planos.

Para facilitar, vamos dividi-la em três freqüências básicas:
- a aura do corpo físico, também denominada duplo etérico. Essa aura reflete apenas as condições do corpo físico no momento e suas predisposições energéticas. Contudo, é bom lembrar que o soma (do grego SOMA que significa corpo) é afetado diretamente pelo clima psíquico dos corpos sutis.
- a aura do corpo extrafísico, também chamada de alma. É a aura do corpo espiritual e reflete as condições psíquicas e parapsíquicas da consciência. Reflete diretamente as emoções do ser humano.
- a aura do corpo mental, também chamada de aura mental ou aura dos pensamentos. É a aura que reflete diretamente o clima interno de nossos pensamentos e idéias. O corpo mental (Teosofia) também é denominado mentalssoma. Nessa aura é possível perceber as formas-pensamento e suas cores.”

A aura e as cores

Como vimos, a aura apresenta cores que variam muito em tom, luminosidade, intensidade e brilho, de acordo com o estado mental, emocional, psicológico, espiritual e físico do indivíduo. Ela funciona, portanto, como um verdadeiro cartão de visitas energético, por meio do qual o clarividente experiente pode traçar um perfil bastante preciso do indivíduo, desde que saiba interpretar corretamente o que vê.

Em cada cor, cada movimento, cada brilho, cada textura, cada forma encontrada na aura de alguém, está também um pouco de sua personalidade, de sua história – presente e passada -, de seus anseios e crenças, de suas qualidades, sem que, para isso, seja necessária qualquer interferência direta do espírito, já que esta emanação independe de sua vontade e acontece de forma espontânea.

(Continua...)



Escrito por sepe às 01h18
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Criando Mundos

No meio do meu quarto um portal se abre. Engraçado, esse portal é bem esquisito. Não é redondo, nem quadrado, nem espiralado. Parece um funil. Sim, um funil de luz...

Meio hesitante, resolvo entrar, vai que é um atalho para Aruanda. Bem, se é Aruanda onde pouso não sei, mas acho que não. Parece que estou em outro orbe, talvez na Lua. Frio, calado, escuro... Se não é a Lua é o umbral mesmo!

Outras pessoas começam a chegar, tudo gente "normalzinha", que nem eu e você que lê esse texto. A "Lua" ficou lotada de gente. Alguns de pijama, outros de terno, outros pelados mesmo. De repente surge um ciclope de três pernas dos mares do Sul. Ele fala um monte de coisa que ficaria muito chato e extenso de se citar. Mas oras, o que você acha que um Ciclope de Três Pernas dos Mares do Sul poderia dizer? Use a cabeça e a imaginação...

Simplificando, ele ensina um hiper - esotérico mantra capaz de criar mundos. O mantra é OM! O quê? Você já conhecia? Talvez você também já tenha se encontrado com um desses ciclopes, que além de três pernas, tem cinco braços e um olho na testa. Mas é claro que ele tem um olho na testa, é um ciclope! Hã? O Senhor Shiva é um ciclope? Tem olho na testa? Bem, deixa pra lá...

Voltando a nossa história, com esse mantra na boca, o pessoal começou a criar mundos e mundos. O primeiro a se aventurar foi um "almofadinha" metido a matemático. Ele falou um OM seco, e um mundo foi criado bem à frente de nossos olhos. Mas o mundo do matemático era todo quadrado! Engraçado, nada tinha forma arredondada, tudo era quadriculado. As cores eram meio fraquinhas também. Não gostei muito daquele mundo...

O próximo foi um filósofo. O mundo dele sim era bonito! Cheio de cor e belas formas. Mas, o quê? As coisas ficaram muito confusas, Lua no lugar do Sol, Sol no lugar da Lua. Ninguém se entende nesse mundo. Nem mesmo os animais. Não, não... Ainda não é o mundo ideal...

Foi então que um sacerdote gritou o OM (sim, todo sacerdote que se preze adora gritar!). O mudo dele era cheio de adoração e "belas" palavras. Todo mundo era muito comportado e moralmente correto. Mas a noite todos tinham sonhos eróti...digo, digo, esquisitos. Mas o que mais me chamava atenção era a "robotização". Eram todos iguais, ninguém pensava por si mesmo. O livro sagrado pensava por todos...

A coisa tá feia. Resolvi eu mesmo pronunciar o OM. E surpresa! Lá estava o mundo que criei. Só então percebi que era igualzinho no qual eu vivia antes de entrar no portal luminoso funilado e ser iniciado por um Ciclope de três pernas. Não, não é o senhor Shiva, mas ele tem olho na testa! Nada tinha mudado. Engraçado...

Entrei no portal de novo e voltei para casa. Frustrado. Eu levava o meu mundo pessoal para onde quer que fosse, até para a Lua (ou sei lá onde era que fui). À noite tive uma projeção consciente. Lá estava eu novamente na Lua (é?), mas dessa vez apenas eu o Ciclope e uma criança. A criança fez OM e um mundo lindo nasceu. Lá todos se entendiam, cores, músicas, um verdadeiro paraíso. Pensei comigo: essa criança deve ser um ser iluminado, já sei! É você menino Krishna, e você é realmente o Senhor Shiva!

O Ciclope me olhou com seu terceiro olho e disse que era apenas um ciclope de três pernas dos mares do Sul. E a criança, para minha surpresa, não era nem Krishna, nem Jesus, nem Buda. Era uma criança normal. Na verdade era uma criança especial, com síndrome de Down. Mas, em seus olhinhos, um brilho que não se vê em qualquer adulto não. E, um coração, capaz de alçar altos vôos! Bem distante das complicações de nós, os normais adultos.

Pensando bem, tenho quase certeza que já vi aqueles olhinhos antes. Talvez no querido Govinda-Gopala. Talvez no menino Jesus, ou no pequeno Sidhartha. Num sei não...   

Céu e inferno são pessoais, cada um cria e carrega o seu. Comece a perceber as coisas mais com o coração! *)

Grande Abraço - Fernando Sepe      



Escrito por sepe às 01h33
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O Velho Eu que Resulta em Mim - Por Frank

 

Ontem acordei com uma vontade grande de só por um dia deixar de ser eu.
Explico: o meu projeto exigiria uma mudança radical de pequenos hábitos que julgo terem o poder de causar um extremo mal estar a longo prazo.

Comecei trocando uma hora de sono por uma corrida matinal e provei algo que só posso descrever como LUCIDEZ absoluta. Era como se o atleta chutasse o sonâmbulo e eu pudesse finalmente perceber que no meu dia-a-dia, mesmo acordado continuo dormindo.

Depois, antes de ir trabalhar, dei um longo abraço e um beijo de namorado na esposa que me olhou com surpresa, já esperando o carinho apressado de quem já acorda atrasado.

Durante o dia, tratei de evitar ao máximo pequenas mentiras, julgamentos apressados, preconceito e toda serie de pensamentos nocivos que viram erva daninha no quintal dos outros.

Ao fim do dia ao chegar em casa, após um belo banho, jantei prestando atenção apenas ao ato de mastigar. Descobri que quando os olhos não estão na tv ou na preocupação do dia seguinte, o sabor se maximiza na comida.

Depois troquei o jornal da onze da noite pela leitura de um livro que comprara há meses e nunca tinha lido e mesmo esgotado, fiz as minhas meditações. Resultado: cai no sono tranqüilo, dormindo tão bem que resolvi repetir a experiência no dia seguinte.

Quem disse que consegui...

Não tive o mesmo pique do dia anterior e voltei a ser o “velho eu” que resulta sempre em mim; mas não desisto, ainda terei mais uma chance amanhã de mudar e aproximar mais ainda a distancia da versão cansada de mim do cara que fui ontem e que quero tanto tornar a ser.


13 de Dezembro de 2005 - Frank

http://cronicasdofrank.blogspot.com

 

PS: Já perdi a conta de quantas vezes fiz algo parecido com o que está escrito nessa crônica. Todo mudo faz isso. Fora dos livros de auto-ajuda (Bargh!), a verdade é que ninguém muda de uma hora pra outra. No fundo você, eu, nós, somos sempre os mesmos. Repetições dos erros e acertos de ontem, dando passinhos pequeninos para frente e para trás a cada dia... 

 

Fernando Sepe - No Dharma 3õ escutando Gandalf 



Escrito por sepe às 00h34
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A Páscoa Mal-Explicada - Luís Fernando Veríssimo

 

Papai, o que é Páscoa?

- Ora, Páscoa é ...... bem ...... é uma festa religiosa!

- Igual Natal?

- É parecido. Só que no Natal comemora-se o nascimento de Jesus, e na Páscoa, se não me engano, comemora-se a sua ressurreição.

- Ressurreição?

- É, ressurreição. Marta, vem cá!

- Sim ?

- Explica pra esse garoto o que é ressurreição pra eu poder ler o meu jornal.

- Bom, meu filho, ressurreição é tornar a viver após ter morrido. Foi o que aconteceu com Jesus, três dias depois de ter sido crucificado. Ele ressuscitou e subiu aos céus. Entendeu?

- Mais ou menos ....... .Mamãe, Jesus era um coelho?

- Que é isso menino? Não me fale uma bobagem dessas! Coelho! Jesus Cristo é o Papai do Céu ! Nem parece que esse menino foi batizado ! Jorge, esse menino não pode crescer desse jeito, sem ir numa missa pelo menos aos domingos. Até parece que não lhe demos uma educação cristã ! Já pensou se ele solta uma besteira dessas na escola? Ave Maria!

- Mamãe, mas o Papai do Céu não é Deus?

- É filho, Jesus e Deus são a mesma coisa. Você vai estudar isso no catecismo. É a Trindade. Deus é Pai, Filho e Espírito Santo.

- O Espírito Santo também é Deus?

- É sim.

- E Minas Gerais?

- Sacrilégio!!!

- É por isso que a Ilha da Trindade fica perto do Espírito Santo?

- Não é o Estado do Espírito Santo que compõe a Trindade, meu filho, é o Espírito Santo de Deus. É um negócio meio complicado, nem a mamãe entende direito. Mas quando você for no catecismo a professora explica tudinho!

- Bom, se Jesus não é um coelho, quem é o coelho da Páscoa ?

- Eu sei lá! É uma tradição. É igual a Papai Noel, só que ao invés de presente ele traz ovinhos.

- Coelho bota ovo?

- Chega ! Deixa eu ir fazer o almoço que eu ganho mais !

- Papai, não era melhor que fosse galinha da Páscoa ? Era, era melhor, ou então urubu. Papai, Jesus nasceu no dia 25 de dezembro, né? Que dia que ele morreu?

- Isso eu sei: na sexta-feira santa.

- Que dia e que mês?

- ??????? Sabe que eu nunca pensei nisso? Eu só aprendi que ele morreu na sexta-feira santa e ressuscitou três dias depois, no sábado de aleluia.
- Um dia depois.

- Não, três dias.

- Então morreu na quarta-feira.

- Não, morreu na sexta-feira santa ....... ou terá sido na quarta-feira de cinzas? Ah, garoto, vê se não me confunde! Morreu na sexta mesmo e ressuscitou no sábado, três dias depois!

- Como?

- Pergunte à sua professora de catecismo!

- Papai, por que amarraram um monte de bonecos de pano lá na rua?

- É que hoje é sábado de aleluia, e o pessoal vai fazer a malhação do Judas. Judas foi o apóstolo que traiu Jesus.

- O Judas traiu Jesus no sábado?

- Claro que não! Se ele morreu na sexta!!!

- Então por que eles não malham o Judas no dia certo?

- É, boa pergunta. Filho, atende o telefone pro papai. Se for um tal de Rogério diz que eu saí.

- Alô, quem fala?

- Rogério Coelho Pascoal. Seu pai está?

- Não, foi comprar ovo de Páscoa. Ligue mais tarde, tchau. Papai, qual era o sobrenome de Jesus?

- Cristo. Jesus Cristo.

- Só?

- Que eu saiba sim, por quê?

- Não sei não, mas tenho um palpite de que o nome dele era Jesus Cristo Coelho. Só assim esse negócio de coelho da Páscoa faz sentido, não acha?

- Coitada!

- Coitada de quem?

- Da sua professora de catecismo!!!

 

PS: Esse texto foi postado originalmente no blog pelo Rosa ano passado. Como ele é muito bom, vale a pena ser "repostado", para que o pessoal que hoje lê o blog também possa dar algumas boas risadas, como nós demos a um ano atrás...

 

Feliz Páscoa Orun Ananda *)



Escrito por sepe às 00h02
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Sonhos, Sincronicidades, Akáshico, Inconsciente... - Parte III

Nesse dia acordei atrasado (vigília). Estava estourado de falta da matéria do dia, por isso saí correndo que nem um louco. Nem café da manhã tomei. Chegando no Metrô um vagão acabava de sair quando cheguei. Comecei a reclamar, nada estava dando certo...

Metrô lotado, lento, parando entre as estações. Quando chego na estação Brigadeiro saio correndo. Começo a ficar tonto, afinal, estou correndo que nem um louco pela Av. Paulista e nem café da manhã eu tomei. É quando simplesmente paro, coloco as mãos no joelho, e, ofegante, olho para baixo, pois a tontura estava de matar. Estou no meio de uma poça d´água, meu pé inteiro dentro dela. Esse dia estava chovendo em São Paulo, e eu, como saí com pressa, estava de havaianas. Lembrei do sonho na hora...

Simplesmente desencanei, pensando comigo. “Bombei de falta, já era”! Fiz o resto do caminho conformado. Chegando lá o professor tinha faltado e eu não tinha pego D.P. por puro milagre...    

Tirando toda a “dramaticidade” do fato (hahaha...), é interessante como algo que iria acontecer só no dia seguinte pode acontecer, no mundo dos sonhos, na noite anterior. Caso você anote seus sonhos, ou tenha boa capacidade de rememorá-los, um dia ou outro esse tipo de coisa acontece. Por que eu não sei, mas acontece...

------------------------ ;)

Trecho do artigo "A alma existe?" de Carlos Augusto Abranches:

Graças aos sonhos, diversos pesquisadores tiveram pistas para adiantar as descobertas de seus inventos.

a) Elias Howe foi o primeiro idealizador da máquina de costura, que acabou construindo em 1845. Ocorre que, antes do intento, ele não sabia como deveria fazer para encaixar a agulha a ser usada na máquina de coser. Preocupado com a questão, certa noite adormeceu e sonhou que estava sendo perseguido por selvagens. Na fuga, pisou em um prego, que ficou espetado em seu pé. Tendo em vão tentado retirar o objeto, só lhe restou o recurso de furá-lo na extremidade, enfiar nesse furo um cordão e assim puxá-lo. Ao acordar, o inventor lembrou-se do sonho e, dessa forma, resolveu a dificuldade de como utilizar a agulha na máquina de costura.

b) F. Grant Banting, prêmio Nobel de medicina, mediante o sonho, conseguiu estabelecer um método para isolar em laboratório o hormônio insulina, para tratamento de diabéticos.

c) O químico Kalkulé queria saber qual a fórmula do benzeno. Esforçou-se por escrevê-la, arrumando os átomos de hidrogênio e de carbono - e nada conseguiu. Ao dormir, sonhou com duas cobras, uma devorando a outra, numa forma fechada. Ao despertar, descobriu a solução para sua dúvida, e escreveu a forma estrutural cíclica do benzeno.

De acordo com o pensamento espírita, a Alma nunca fica inativa. Durante o sono os laços que a unem ao corpo se afrouxam e então o Espírito percorre o espaço e entra em relação mais direta com outros Espíritos. Os sonhos são, portanto, produtos da liberdade da alma que se torna mais independente pela suspensão da vida ativa e de relação.

O período de descanso do corpo físico pode ser muito bem aproveitado pelo ser humano. Espiritualmente, ele pode prosseguir sua jornada de crescimento e evolução, ao se vincular às tarefas de fraternidade no mundo espiritual, onde, juntamente com outros Espíritos, encarnados ou desencarnados, durante o período do sono, poderá participar de elevadas atividades de engrandecimento da alma. Para isso, é importante realizar a busca do equilíbrio enquanto desperto, ou em vigília, e na hora do repouso, fechar os olhos sob o amparo da prece, para que os serviços no bem durante a madrugada sejam efetivos e satisfatórios.

Todos podemos fazer isso, e essa possibilidade começa hoje. Depende do seu interesse, de sua vontade em abandonar de vez a visão limitada de que nossa vida se resume às poucas horas em que passamos acordados. Boa sorte em seu esforço. O resultado altamente benéfico desse empenho você verá no seu dia-a-dia, através da calma para enfrentar situações complicadas e da clareza de raciocínio para resolver dilemas existenciais graves.

--------------- *)

Projeção astral ou sonho, alguma coisa vai acontecer quando deitarmos a cabeça no travesseiro. Simplesmente tome consciência disso! A verdade é que quando a máquina física dorme, tanto os laços espirituais como os laços da consciência afrouxam - se. Talvez seu corpo astral saia por aí e você aprenda um monte de coisa, ou simplesmente divirta-se. Com os sonhos também. Talvez você fique cara-cara com seu inconsciente, com desejos reprimidos, com o futuro ou o passado... Vai saber, né?!

Mais uma coisa. Também sonhamos quando estamos acordados, mas os sentidos físicos fazem tantos "ruídos" que nem percebemos esses sonhos durante a vígilia. Mas eles estão aí, dentro da sua mente o tempo todo. Você já sonhou acordado? E sonhar dormindo? Ou seria dormir para sonhar? Ou acordar para sonhar? Mas afinal, sou o sonho da borboleta, ou quem sonha a borboleta?

Realidade, sonhos, astral, mente, akáshicos, inconsciente, superconsciente, outras vidas, futuro, egrégora, coletivo, Matrix, consciência, TAO...

"A pergunta é: Quanto mais você quer saber"? -  "What the Beep do we know". 

Fernando Sepe escutando a fantástica trilha sonora de Cowboy Bebop 



Escrito por sepe às 22h12
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Sonhos, Sincronicidades, Akáshico, Inconsciente... - Parte II

O curioso é que, na linguagem simbólica, escaravelho significa "transformação". Curioso também que o mundo dos sonhos parece estar envolvido em um monte de sincronicidades.

Já falei uma vez aqui sobre um sonho que tive com a música de Shubert, algo que eu desconhecia por completo. Agora, na sexta-feira dia 03, tive mais um sonho musical, na verdade foi um falso despertar, onde eu jurava que estava acordando, me sentindo leve, disposto, cheio de vitalidade. Ao fundo tocava baixinho a música de Sam Cooke "Having a party" (perfeita para embalar uma manhã). Olhei para o relógio, que marcava exatas 9:00, mas, quando fui na janela o céu estava azul-amarelado, exatamente como o de Vanilla Sky. Achei um pouco estranho, mas estava tão lindo que fiquei contemplando a paisagem um pouco, já pensando em usar minha repentina disposição matutina para ir passear na praia. Enquanto isso, a música já ia adiantada, numa parte totalmente instrumental. Peraí! Instrumental? Foi aí que eu atinei para o fato de que aquilo não poderia ser real, pois NÃO existe parte instrumental na música original. Aí então tudo ficou confuso e PUF, eu acordei de fato, totalmente "pregado" na cama e sem a menor disposição pra nada... confesso que eu quase chorei por estar nesse corpo pesadão. Fui fazer meu café, e a música de Sam Cooke não me saía da cabeça.. ainda podia ouvir na minha mente os detalhes dos instrumentos, formando as camadas de som... será que tinha tudo isso na música original? Fui pro computador, checar minha coleção de MP3, e botei lá pra ouvir a música. Decepção. A música, por ser antiga (1962), era abafada, sobressaindo-se apenas a (bela) voz do vocalista. Então, será que eu inventei um arranjo elaborado pra música? Decidi procurar na net uma versão remasterizada da mesma música, e encontrei. Ao ouvi-la, só pude sorrir de consternação: era EXATAMENTE o MESMO arranjo que eu ouvia no sonho, onde até mesmo o equilíbrio melodia/vocal e a altura dos violinos (que mal podiam ser ouvidos na versão que eu tinha!!).

--------------------------------- *)

Segue abaixo, duas experiências minhas, uma esse ano e outra ano passado.

" Você pode dormir quando está ferido, você não pode dormir quando fere o próximo..."

Isso aconteceu hoje mesmo. Certa noite, não me lembro quando exatamente, mas devem fazer uns dois meses, sonhei que estava em uma aldeia devastada por guerras. A paisagem era de um deserto e o clima era de desolação geral. Lembro de uma tenda verde a qual eu olhava incessantemente, como que esperando que algo saísse dali. De repente um velhinho sai correndo todo espantado e cai nos meus braços. Ajudamos (pois existiam pessoas "sobreviventes" da devastação da vila) e o levamos para dentro de outra tenda. Conversa vai, conversa vem... E um cara bem grande e forte que também estava dentro da tenda diz que vai se vingar, matar, devastar, acabar com o mal da Terra, etc...

O velhinho levanta pega na mão dele e diz: "Aquele que é ferido pode dormir, aquele que fere nunca mais dorme em paz". Uma série de discussões começam a acontecer e a partir daí, não me lembro mais de nada. Acordei, lembrei disso, achei interessante, mas julguei ser apenas um sonho comum...

Hoje eu estava pensando em uns assédios espirituais que ultimamente aconteceram e entrei um pouco naquela de "guardião da luz" contra os "demônios das trevas". Para desencanar um pouco fui ver um anime muito legal chamado Fulll Metal Alchemist. E para minha surpresa, eis que lá existe uma vila devastada pela guerra chamada Ishbar.  Dentro da trama do desenho surge um personagem de nome Scar (cicatriz), obcecado por se vingar e acabar com todos aqueles que ele julga serem maus. Ah, ele diz que faz tudo isso por seu Deus, Ishbara...

Até aí tudo bem, ainda não tinha lembrado do meu sonho. Mas, em determinado capítulo, existe uma discussão, e um ancião de Ishbar fala para Scar: " Você pode dormir quando está ferido, você não pode dormir quando fere o próximo..."!! Praticamente idêntico à frase que escutei em meu sonho, e caso você leve em conta as nuances de tradução do japonês para português pelo qual o anime em questão passou, as frases são idênticas...

Na hora pensei: “Nossa, já escutei isso antes...” Foi quando lembrei do sonho. Como um negócio desse foi parar dentro do meu sonho? Junto com todo o contexto ainda por cima! Não faço a mínima idéia, mas aconteceu... E hoje a ficha caiu, e bem caída, diga - se de passagem...  

Enfiando o Pé na poça

Ano passado teve uma noite onde sonhei coisas estranhas. Acordava atrasado para a faculdade, ficava reclamando, não conseguia correr para chegar lá. Andava, andava e não saía do lugar. De repente tropeçava e caia numa poça no meio da Av. Paulista... 

(Continua...)



Escrito por sepe às 22h03
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Sonhos, Sincronicidades, Akáshico, Inconsciente...

Pegando carona no texto anterior, quem não leu leia, vou colocar uma continuação, saindo do abstrato para os casos reais. O texto anterior vai deixar de parecer "maluquice" para ficar "totalmente maluco". Primeiramente dois textos muito legais sobre sincronicidades e sonhos do Acid, responsável pelo site "Saindo da Matrix".   

O diabo é o pai do rock... e Schubert, o do trance

Quando se está deprimido, o mundo dos sonhos sempre lhe afigura mais interessante. Não que eu faça viagens astrais a locais paradisíacos (bem que eu gostaria) mas é como uma escola, uma escola interessante onde recebo milhares de informações sobre as mais diversas coisas, só que, exatamente ao acordar, eu esqueço tudo (eheheheh!). Fica só a sensação de ter aprendido muito, de ter conversado bastante, ou de ter visto noticiários (esse é meu sonho mais recorrente: eu em frente a uma TV preto-e-branco, vendo e ouvindo um telejornal). Mas, o que eu gostaria de deixar registrado foi um sonho em particular, pois ele continha uma estranha sincronicidade:
Uma espécie de "professor" me falava sobre música e dizia que iria me mostrar uma das músicas mais respeitadas pelos maiores compositores: o "Adágio de Schubert". Então me vi num salão vitoriano, com pessoas dançando com seus vestidos e perucas, e a música que eu ouvia era estranha, aparentemente sem harmonia, feia para os ouvidos. Pensei: "Isso é bonito? Bonito é Mozart!" Então procurei ouvir além dos ouvidos, buscar a essência da música, e o salão foi se dissolvendo e se transformando numa boate dos anos 80, enquanto a música também ia se transformando, ainda que mantendo a mesma estrutura, mas com um som mais encorpado, com mais instrumentos, como se ela estivesse sendo tocada do jeito que deveria ter sido desde o começo. Então exclamei, como quem descobre um tesouro: "Schubert é o pai da música trance!!"

Então acordei, e por sorte pude reter parte do sonho e o nome "Adágio de Schubert". Nunca procurei ouvir nada deste compositor, e música clássica não é uma das minhas paixões musicais, então baixei todas as músicas dele que encontrei no E-mule que tivesse "Adágio". Achei uma do "Streichquintett D 956" com 16 min. e comecei a ouvir. Lenta, nada se assemelhava a do meu sonho. Mas, na metade, ela fica estranha, upbeat, e aí eu pensei: era exatamente isso! Era isso que eu ouvia no sonho! E o mais espetacular é que tem uma "batida de violino" repetitiva no fundo que qualquer adolescente vai identificar com a das raves. Ao que parece, esse jovem compositor alemão concebeu a base da música techno ou trance (que não é nenhuma maravilha musical, admito) no século retrasado, pra ser "redescoberta" depois, principalmente... na Alemanha.

Sonhos e Sincronicidades

Sincronicidade quer dizer coincidência significativa, ou seja, dois ou mais eventos que ocorrem ao mesmo tempo e não guardam entre si uma relação de causa, mas de significado. Esse termo foi cunhado pelo psiquiatra suíço Carl Gustav Jung, e o caso de sincronicidade que mais intrigou o foi o do escaravelho de ouro:

"O meu exemplo refere-se a uma jovem paciente que, apesar dos esforços feitos e ambos os lados, provou ser psicologicamente inacessível. A dificuldade residia no fato de ela saber sempre mais sobre tudo. A sua educação excelente tinha-a equipado com uma arma feita à medida para o efeito, um racionalismo cartesiano primorosamente refinado com uma idéia da realidade impecavelmente "geométrica". Depois de várias tentativas frustradas de lhe adoçar o racionalismo com uma compreensão algo mais humana, tive de me reduzir à esperança de que algo inesperado e irracional acontecesse, algo que rompesse a réplica intelectual a que se tinha remetido. Bem, um dia, estava sentado em frente dela, de costas para a janela, ouvindo o fluxo da sua retórica. Tinha tido um sonho impressionante na noite anterior, em que alguém lhe tinha dado um escaravelho de ouro – uma peça de joalharia cara. Enquanto ela estava me contando o sonho, ouvi qualquer coisa batendo suavemente na janela.

Voltei-me e vi que era um inseto voador bastante grande que batia de encontro à vidraça, na tentativa de entrar na sala escura. Isso pareceu-me estranho. Abri a janela imediatamente e apanhei o inseto no ar quando ele entrou. Era um besouro da família dos Escarabídeos, que ataca as roseiras, cuja cor verde-dourada se parece muito com um escaravelho de ouro. Entreguei o besouro à minha paciente com as palavras, "Aqui tem o seu escaravelho". A experiência abriu a brecha necessária no seu racionalismo e quebro-lhe o gelo da resistência intelectual. Agora podia continuar o tratamento com resultados satisfatórios."

(Retirado de "O Caminho menos percorrido", de M.Scott Peck)

(Continuação...)



Escrito por sepe às 21h29
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