Orun Ananda


Doze Toques Espirituais da Sabedoria dos Rishis

1. Dias terríveis não são aqueles de tempestade, mas aqueles em que alguém perde o brilho nos olhos e é explorado, por dentro, pelas emoções estranhas, tornando-se, por inércia, prisioneiro de maya (2).

2. Perder alguém, seja por circunstâncias de vida ou de morte, faz parte do jogo sensorial da vida e das provas e aprendizado de cada um. Porém, perder a paz de espírito e a dignidade em si mesmo não é questão de prova, mas de se permitir ser envolvido pelo cipoal emocional que enreda a lucidez e o coração, aprisionando a consciência.

3. Ninguém perde nada, pois tudo pertence ao ABSOLUTO! É só a ilusão de ter que se perde, jamais o Ser! Se é para achar que  perdeu, então, que se perca a ilusão da dor da perda. Que se perca o ego, com suas lamúrias e dores descabidas. E que se compreenda a eternidade  do espírito! Que se medite na grandeza universal e no brilho das estrelas. Que se admire o poder Criador que engendrou infindáveis sóis no firmamento. No infinito da existência, infinitas possibilidades... No potencial do próprio espírito, infinitas capacidades... No centro do coração espiritual, infinitos amores...

4. Em tempo algum, jamais um espírito nasceu ou morreu! Ele apenas entra e sai dos invólucros carnais. Como poderia o Eterno nascer ou morrer? Como poderia o infinito ter início ou fim?

5. Quem medita nessa grandeza do próprio espírito, jamais será iludido pelo ego da perda. Dentro de si mesmo, na casa do coração, perceberá miríades de estrelas brilhando na tapeçaria sideral do infinito de dentro, tão vasto quanto o infinito de fora...

6. Quem se julgará poderoso o suficiente para prender o ABSOLUTO dentro da gaiola de seus pequenos credos? Que templo finito, criado pelos homens da Terra, poderá conter o Supremo em suas paredes?

7. Que língua, que não a do amor incondicional, será sagrada? Que povo será o escolhido divino, se todos os seres são divinos? Quem é branco, negro, amarelo ou vermelho, em espírito? Qual é a raça do Criador de todas as raças?

8. No oceano da existência, na consciência cósmica de Brahman (3), navegam todos os seres. Ao sabor de suas ondas evolutivas, a vida acontece, em todos os planos e dimensões.

9. Sabendo que é infinito e eterno, por que o espírito chora a partida de um espírito? Não, essa não é perda, é só o movimento natural de entrar e sair. É só viagem do espírito!

10. O Deus dos homens é pequeno, como a idéia dos homens sobre Deus. O Deus glorificado em espírito pelos sábios, só é sentido, jamais explicado. Não é grande ou pequeno, e só Ele é que sabe o que é! Os sábios não teorizam sobre Deus, só sentem o ABSOLUTO que nome algum pode definir.

11. O que O SUPREMO AMOR acender no céu, assim será no coração do homem... O amor não tem fronteiras nem se limita... É um oceano pulsante...

12. Que sangue derramado em sacrifício poderá diluir o ego da ignorância de alguém? É só a imolação do ego que liberta!

P.S.: Esses escritos me foram passados por um mestre extrafísico ligado às vibrações da sabedoria dos Upanishads.


(Recebido espiritualmente por Wagner Borges - São Paulo, 25 de maio de
2005.)

- Notas do sânscrito:

1. Rishis: sábios, mestres espirituais, mentores da sabedoria contida nos Upanishads (a parte final dos Vedas, contendo a essência espiritual da sabedoria antiga).

2. Maya: ilusão.

3. Brahman: O Todo, O Absoluto, O Supremo, O Grande Arquiteto Do Universo, O Amor Maior Que Gera a Vida.



Escrito por sepe às 00h40
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Ego e Self - Texto retirado da Lista Voadores - Por Bene

O EGO e o SELF são partes distintas de nossa consciência.

Quando nascemos, só existe o SELF.

Nesta fase, o SELF é tudo que existe e tudo que percebemos - para nós não existe nada fora do SELF, pois o recém-nascido percebe o todo e ele mesmo como se fosse tudo uma coisa só. Devido a esta totalidade, o SELF pode ser também descrito como a parcela divina que cada um de nós traz à terra.

Podemos ilustrar melhor dizendo que, para um recém nascido, ele e a mãe, por exemplo, são uma única e mesma coisa. Só mais tarde ele vai perceber que tratam-se de duas entidades diferentes.

Pois bem, conforme ele vai crescendo, um novo centro de consciência  (que só existia potencialmente, até então) começa a se formar dentro  do SELF, graças inclusive aos estímulos externos - as coisas que acontecem em torno da criança.

Esse centro de consciência é o EGO, o 'eu' que a gente conhece. Para vc ter uma idéia do que é o EGO, pergunte a si mesmo como vc é. Todas as respostas que vierem à sua mente (sou trabalhador, sou emotivo, sou isso ou aquilo) irão estar falando do EGO.

Então, já sabemos que o SELF nasce, e o EGO é criado. E que o SELF é uma parte nossa divina e coletiva, e o EGO somos nós mesmos. Certo?

E em termos de vida, o SELF é aquela vida divina, mágica, paradisíaca, e o EGO é a nossa vida prática.

Mas o nosso EGUINHO continua a se desenvolver, e começa a se separar do SELF. Na verdade, esse é o nascimento da consciência.

A coisa acontece assim: imagine que o SELF fosse uma bola, uma mandala, com um núcleo no meio. Dentro dessa bola, estaria o EGO, como se fosse uma bola menor, também com um pontinho no meio. O EGO começa então a se separar do SELF, ou seja, a bola menor começa a sair de dentro da bola maior.

O EGO sai do SELF aos poucos, e assim, no começo, uma grande parte dele ainda fica dentro do SELF, identificada com ele, e por isto a criança
ainda se vê num mundo inocente, primitivo, e mágico. O tal mundo da lua, onde tuuuudo pode acontecer (se vc pensou em projeção astral e outras bruxarias, pensou certo) ....

Com o tempo, o EGO e o SELF começam a se separar mais e mais, mas aí ocorre um fenômeno paralelo: uma canal, que liga o SELF ao EGO começa a ser formado e a comunicação entre estes dois centros, EGO e SELF, passa a fluir através dele. Sem esse eixo de comunicação adoeceríamos mentalmente. Aliás, é o que acontece quando essa comunicação torna-se defeituosa ou é interrompida... 
  
Você já deve ter percebido que por vezes vc se comunica com centros superiores, onde está a intuição, a divindade, e outras coisas que ficam
para além do seu físico e mental. Pois isto é seu EGO se comunicando com seu SELF.

(Mas veja bem: se comunicar livremente com o SELF é uma coisa. ACHAR que o EGO é o SELF, é outra...)

O que poderia acontecer no fim da tal separação, é a bolinha do EGO ficar totalmente fora da bola do SELF, com o eixo ou canal que liga as duas funcionando às mil maravilhas. Mas isso raramente acontece - seriam os casos de iluminação, kundalini aberta, e coisas do tipo.

Quando o sujeito está num estado assim equilibrado, esse estado é chamado de individuação.

Mas via de regra, para as pessoas ditas 'normais', o EGO sai QUASE inteiramente do SELF, o canal opera legal entre ambos, mas o EGO ainda se identifica um pouco com o SELF - um pouco mais ou um pouco menos, de pessoa para pessoa, de momento pra momento.

Então. Essa identificação do EGO com o SELF é que é chamada de inflação. Inflação porque o EGO naquele momento está querendo ser mais do que ele é - está querendo ser o SELF.

Casos de pessoas que acham que são deus, ou de alguma forma superiores aos demais, sem na verdade sê-lo, envolvem uma forte inflação do EGO. Ou seja, para essas pessoas, o SELF é que está servindo de EGO. E isso é ruim. É uma desilusão.

Uma longa temporada no 'paraíso' do SELF pode se tornar um inferno, ou uma doença.

Quem leu a historinha de Íxion, que eu pus na Keshara, vai lembrar que ele, como castigo, é amarrado numa roda de fogo (uma mandala, como o SELF), que fica ali girando para sempre. O castigo dele foi ficar preso no SELF...

Mas a inflação do EGO é sempre ruim?

Aí é que está... Para que o EGO possa realmente encarar uma mudança drástica, uma virada de mesa, ele precisa se inflar. Ele precisa ir buscar forças no SELF.

No momento em que vc, por exemplo, dá um chute no empreguinho e vai fazer potes de cerâmica, como sempre desejou, seu EGO está inflado.    Vc precisou de um ato inflado, de rebelião, para jogar tudo pro alto e arriscar fazer o que queria.

Os junguianos têm um exemplo excelente para esse processo: nada mais nada menos que a história de Adão e Eva.

Vamos lá:

Deus criou Adão e Eva, e os deixou nus e inconscientes como animais, passeando pelo Éden.

A descrição do Éden, como está na Bíblia, não deixa muitas dúvidas: Era um jardim circular, no meio da Terra, cercado por um muro, e no ponto central deste jardim nasciam ou se cruzavam os quatro principais rios do mundo: Tigre, Eufrates, Indo e Ganges.

Um círculo com uma cruz dentro, ou seja - uma mandala. Uma mandala, ou seja, o SELF...

E Adão e Eva viviam felizes, dentro do ÉDEN-MANDALA-SELF...

Como todo mundo sabe, Deus havia dito a eles que comessem os frutos que quisessem, menos os da Árvore da Consciência (da Consciência, veja bem...)

E aí apareceu a Serpente, e lhes disse que eles deviam comer, sim, pois aí seriam iguais a Deus.

E eles QUISERAM comer o tal fruto. (Os ofitas e luciferianos defendem que no caso a Serpente era boa, pois desejava torná-los conscientes, e Deus era mau, pois pretendia mantê-los alienados, mas isso nem vem muito ao caso)

E naquele momento a consciência deles despertou, eles tiveram vergonha de estar nus, cobriram-se, Deus sacou tudo, expulsou-os de lá, etc. e tal.

Ou seja, pelo que já vimos acima, fica claro que o EGO foi separado do SELF.

Saíram de lá chorando, pois ninguém larga uma vida boa e despreocupada sem reclamar, mas saíram individuados, conscientes, crescidos, prontos pra cuidar da vida...

Interessante, não?

Mas puxa, como é que um mito tão antigo já contava a história de um processo mental que só iria ser descoberto no século 19 ou 20?

Bom, aí é que entram os arquétipos e todas as histórias que ficam no inconsciente coletivo, mas isso já é uma outra história, que qualquer hora eu conto. Se tiver saco.

Tchau.

Bene              



Escrito por sepe às 00h05
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Prece Poema a "Pai Benedito de Aruanda" - Parte II

E a pequena caminhava alegre, despreocupada, vinha em minha direção, como a fera aguarda a caça, eu esperava ansioso, minha hora era chegada. Eu trazia as mãos suadas, nesse momento odioso, meu coração disparava, vi o tronco, vi o chicote, vi meu povo sofrendo, apodrecendo, morrendo e nada mais vi então. Correndo como um possesso, agarrei-a por um braço e levantei-a do chão.

Porém, para minha surpresa, mal eu ergui a menina, uma serpente ferina, como se fora o próprio vento, fere o espaço, errando, por minha causa, o seu bote tão fatal; tudo ocorreu tão de repente, tudo foi de forma tal, que ali parado eu ficara, olhando a serpente que sumia no matagal.

Depois, com a criança em meus braços, olhei meus punhos de aço que a deviam matar... olhei seus lindos olhinhos que insistiam em me fitar. Fez-me um gesto de carinho, eu estava emocionado, não sabia o que falar, não sabia o que pensar.

Meus pensamentos estavam numa grande confusão, vi a corrente, o tronco, as minhas mãos que vingavam, vi o chicote, a serpente errando o bote... senti um aperto no coração, as minhas mãos calejadas pelo machado, pela enxada, minhas mãos não matariam, não haveria vingança, pois meu Deus não permitira que morresse essa criança.

Assim o tempo passou, de rapaz forte de antes, bem pouca coisa restou, até que um dia chegou e Benedito acabou...

Mas, do outro lado da morte eu encontrei nova vida, mais longa, muito mais forte, mais de amor e de perdão, os sofrimentos de outrora já não importam agora, por que nada foi em vão...

Fomos mártires nessa vida, desta Umbanda tão querida, religião do coração, da paz, do amor, do perdão".

Pai Ronaldo Antônio Linares, presidente da Federação Umbandista do Grande ABC e responsavel pelo Santuário Nacional da Umbanda 

(Fica aqui a homenagem do blog e do grupo Orun Ananada, a toda essa grande corrente de trabalhadores que são os Beneditos de Aruanda. Todos nós umbandistas devemos muito a eles, seja pelo Santuário Nacional de Umbanda, que é um verdadeiro motivo de orgulho para o umbandista, como também por toda a renovação, abertura e revelações do conhecimento de Umbanda feita através da psicografia de Pai Benedito de Aruanda. Quero deixo claro que esse blog trata de temas espiritualistas diversos, sempre buscando uma abordagem universalista. Mas, também lutamos sim, através do blog, para a valorização da Umbanda, a quebra dos preconceitos, divulgação de sua teologia, etc. Agradeço a todos que têm lido o blog, aos que me mandam e - mails incentivando. Também agradeço a todos do grupo, pois esse blog não é meu e sim de todos nós e da espiritualidade superior.)

É isso ae, abraços a todos!

PS: A figura acima é uma pictografia feita pelo irmão Miguel Fonseca. É um preto - velho muito bondoso e amoroso, que sempre está amparando os trabalhos do Orun Ananda.

*Sepe;)  



Escrito por sepe às 12h55
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Prece Poema a "Pai Benedito de Aruanda" - Pai Ronaldo Linares

Meu bondoso Preto-Velho!

Aqui estou de joelhos, agradecido contrito, aguardando sua benção.

Quantas vezes com a alma ferida, com o coração irado, com a mente entorpecida pela dor da injustiça eu clamava por vingança, e Tu, oculto lá no fundo do meu Eu, com bondade compassiva me sussurravas ESPERANÇA.

Quantas vezes desejei romper com a humanidade, enfrentar o mal com maldade, olho por olho, dente por dente, e Tu, escondido em minha mente, me dizias simplesmente:

" Sei que fere o coração a maldade e a traição, mas, responder com ofensas, não lhe trará a solução. Pára, pensa, medita e ofereça-lhe o perdão. Eu também sofri bastante, eu também fui humilhado, eu também me revoltei, também fui injustiçado.

Das savanas africanas, moço, forte, livre, num instante transformado em escravo acorrentado, nenhuma oportunidade eu tive. Uma revolta crescente me envolvia intensamente, por que algo me dizia, que eu nunca mais veria minha Aruanda de então, não ouviria a passarada, o bramir dos elefantes, o rugido do leão, minha raça de gigantes que tanto orgulho tivera, jazia despedaçada, nua, fria, acorrentada num infecto porão.

Um ódio intenso o meu peito atormentava, por que OIÀ não mandava uma grande tempestade? Que Xangô com seus raios partisse aquela nave amaldiçoada, que matasse aquela gente, que tão cruel se mostrara, que até minha pobre mãezinha, tão frágil, já tão velhinha, por maldade acorrentara. E Iemanjá, onde estava que nossa desgraça não via, nossa dor não sentia, o seu peito não sangrava? Seus ouvidos não ouviam a súplica que eu lhe fazia? Se Iemanjá ordenasse, o mar se abriria, as ondas nos envolveriam; ao meu povo ela daria a desejada esperança, e aos que nos escravizavam, a necessária vingança.

Porém, nada aconteceu, minha mãezinha não resistiu e morreu; seu corpo ao mar foi lançado, o meu povo amedrontado, no mercado foi vendido, uns pra cá, outros pra lá e, como gado, com ferro em brasa marcado.

Onde é que estava Ogum? Que aquela gente não vencia, onde estavam as suas armas, as suas lanças de guerra? Porém, nada acontecia, e a toda parte que olha, somente um coisa via... terra.

Terra que sempre exigia mais de nossos corpos suados, de nossos corpos cansados.

Era a senzala, era o tronco, o gato de sete rabos que nos arrancava o couro, era a lida, era a colheita que para nós era estafa, para o senhor era ouro.

Quantas vezes, depois que o sol se escondia, lá no fundo da senzala, com os mais velhos aprendia, que no nosso destino no fim não seria sempre assim, quantas vezes me disseram que Zambi olhava por mim.

Bem me lembro uma manhã, que o rancor era grande, vi sair da casa grande, a filha do meu patrão. Ingênua, desprotegida, meu pensamento voou: eis a hora da vingança, vou matar essa criança, vou vingar a minha gente, e se por isso morrer, sei que vou morrer contente.

(Continua...)



Escrito por sepe às 12h45
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 Oração de Rubens Saraceni para Orixá Exu e Exu Tiriri

Orixá Exu vós que sois a mão esquerda do Criador, vos que nos ampara nos caminhos sombrios quando nos encontramos perdidos, vós que nos conduz ao encontro de nossos amados pais e mães Orixás, vós que tem nos guiado quando buscamos a luz, vós que sois luz também no nosso caminho neste momento nós o clamamos que acolha nossos pedidos, que estamos enviando, para que haja sempre no nosso caminho espiritual, para que possa nos guiar sempre, no destino nosso traçado pelo divino Criador Olorum.

 

Orixá Exu, vós que tem acompanhado os nossos passos e os problemas da vida, vós que tem acompanhado nossa caminhada em prol da religião.

Vós que vê nosso íntimo sem precisar olhar para nós, vós que sabeis das nossas intenções neste momento em nome do nosso Criador nós o clamamos que acolham os nossos pedidos, abençoe em nome dele também. Vós que sois Orixá, vós que serve a Lei, vós que serve a humanidade a partir da esquerda do Criador.

 

Orixá Exu, nós o clamamos neste momento para que ampare – nos nesta caminhada em prol da humanidade, nós que nos irmanamos com os nossos irmãos da esquerda e da direita, nós que estamos no centro, nós o clamamos e abençoamos e se hoje aqui estamos homenageando o senhor Exu e Rei Tiriri, nós o clamamos. Se estamos aqui nessa encruzilhada que simboliza os caminhos que se cruzam em nossa eterna jornada através do senhor Exu Rei Tiriri, nós o clamamos que nos de  sua benção em nome do nosso divino Criador Olorum. Que o senhor Exu Rei Tiriri também nos abençoe, nós que viemos homenageá – lo trazendo o que de melhor temos que é o nosso amor pelas nossas esquerdas.

 

“SARAVÁ EXU”

 

LAROIÊ EXU – (Olhe por nós Exu)

EXU É MOJUBÁ  - ( Exu é forte, nós nos curvamos perante sua força)    

 



Escrito por sepe às 02h38
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Conselhos de um Exu - amigo

Enquanto as Trevas em meu coração não fizerem morada, pelo meu Criador, Nelas eu trabalharei.

Humanidade sofrida, que se arrasta em seu próprio lixo, não percebe que vós sois os culpados por toda a maldade e tristeza do mundo? Por que culpam os demônios, se em vós eles se encontram?

Por que escondem - se de si mesmos e não enfrentam esse "lobo", que vive transvestido com o hábito sagrado?

Dizem que Exu é uma entidade perversa, uma entidade que deve ser temida. Ora, eu já assumi o meu "lobo" há muito tempo, se não sou santo, também não sou mais um hipócrita que se auto - engana, fechando os próprios olhos e virando as costas para as Trevas, que também fazem parte de mim. 

Deus é o TODO e em TUDO está.

Abram os olhos e enfrentem hoje as Trevas que vivem em vós, para amanhã não perderem - se nelas.

Um verdadeiro guerreiro da luz e amor do Criador pode "entrar e sair" do mais profundo inferno, pois nele, as trevas já foram combatidas e vencidas.

Honra e caráter todos nós, Exus trazemos, pois um dia já enfrentamos as nossas “trevas pessoais”, cara a cara. E vós, até quando serão falsos cordeiros mansos e serenos?

A oportunidade da encarnação lhes foi dada. Aproveitem. Nunca houve tanta abertura de conhecimento, dessa vez não tem como errar. Tudo que fizerem será pouco pelo o que o Criador está lhes dando. Tudo que errarem, será muito...

Aqueles que ouvirem o chamado da evolução, em nós terão aliados. Enquanto aqueles que preferem negar e esconder as Trevas em si, nada faremos, afinal um dia ela há de possuí –los. 

Levanta - te e enfrenta a si mesmo! 

Um Exu, por honra e amor ao Criador!

(Sepe, esse texto é a descrição das palavras de um Exu amigo ditas a mim. Junto com o texto de baixo e o texto postado acima, penso, trazem informações bem legais e complementares a respeito de luz e trevas...)



Escrito por sepe às 02h37
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Súplica de Exu - Psicografada por A.J. Castro da Cabana de Lázaro

 

Eu Sou Exu, Senhor!

 

Pai, permite que assim te chame, pois, na realidade, Tu o és, como és meu criador. Formaste-me da poeira Ástrica, mas como tudo que provém de Ti, sou real e eterno.

Permite Senhor, que eu possa servir-Te nas mais humildes e desprezíveis tarefas criadas pelos teus humanos filhos. Os homens me tratam de anjo decaído, de povo traidor, de rei das trevas, de gênio do mal e de tudo o mais em que encontram palavras para exprimir o seu desprezo por mim; no entanto, nem suspeitam que nada mais sou do que o reflexo deles mesmos.

Não reclamo, não me queixo porque esta é a Tua vontade.

Sou escorraçado, sou condenado a habitar as profundezas escuras da terra e trafegar pelas sendas tortuosas da provação.

Sou invocado pela inconsciência dos homens a prejudicar o seu semelhante. Sou usado como instrumento para aniquilar aqueles que são odiados, movido pela covardia e maldade humanas sem contudo poder negar-me ou recorrer.

Pelo pensamento dos inconscientes, sou arrastado a exercer a descrença, a confusão e a ignominia, pois esta é a condição que Tu me impuseste. Não reclamo, Senhor, mas fico triste por ver os teus filhos, que criaste à Tua imagem e semelhança, serem envolvidos pelo turbilhão de iniqüidades que eles mesmos criam, e eu, por Tua lei inflexível, delas tenho que participar.

No entanto, Senhor, na minha infinita pequenez e miséria, como me sinto grande e feliz quando encontro n'algum coração, um oásis de amor e sou solicitado a ajudar na prestação de uma caridade.

Aceito sem queixumes, Senhor, a lei que, na Tua infinita sabedoria e justiça, me impuseste, a de executor das consciências, mas lamento e sofro mais porque os homens até hoje, não conseguiram compreender-me.

Peço-Te, Oh Pai infinito, que lhes perdoe.

Peço-Te, não por mim, pois sei que tenho que completar o ciclo da minha provação, mas por eles, os teus humanos filhos.

Perdoa-os, e torna-os bons, porque somente através da bondade do seu coração, poderei sentir a vibração do Teu amor e a graça do Teu perdão.



Escrito por sepe às 02h34
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Viajando na Canção de Krishna

Estou quase indo me deitar, meu corpo irá dormir, mas com certeza a consciência não! Ela voará e viajará para algum lugar distante, para onde o meu coração poder levá - la. E pensando nisso, um sentimento de amor e agradecimento me invadem.

E um lindo som de flauta surge no ambiente. Esse som é calmo, belo, transmissor de uma paz de espírito e serenidade sem igual. Junto dele, sinto o perfume da espiritualidade trazendo alegria e criatividade. Ah, esses olhos, esse sorriso...

Krishna está aqui, como sempre. Om Namo Bagavate Vasudeva Ia.

Ele nos ensina a viver, a trabalhar e superar nossos problemas. Ele que foi um homem como nós, que viveu uma vida profana, com a mente no sagrado. E ensinou que a libertação está no agir constante, no trabalho árduo e construtivo, com o coração sempre em Brahman.

Om Maharaj.

Senhor do Dharma, seus olhos brilham como dois grandes sóis. Com você eu aprendi que as trevas mais profundas podem se levantar, mas basta uma simples nota da sua flauta do amor para que as trevas sejam rasgadas por infinitos faixos de luz. A sua flauta acaba com as trevas do meu coração, e faz surgir em seu lugar, a chama da iniciação espiritual.

Krishna, meu senhor - flautista, obrigado por tudo. Pela oportunidade, pelo dharma. Obrigado por sua canção encantar meus ouvidos, trazendo a alegria e a consciência luminosa. Que brilhemos e viajemos na sua luz, na sua canção, hoje e sempre, meu querido...

Om Namah Naraya Naya* 

(Sepe, tocado pela flauta do Senhor Krishna...;)



Escrito por sepe às 02h37
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Viajando Espiritualmente na Voz do Silêncio

“Quando o amor do Cristo fala ao coração, o iniciado se cala!
Ele conhece a magia da voz do silêncio.
Ele escuta sua sabedoria secreta. E se fortalece na prece sincera e
silenciosa e agradece.
Ele é o iniciado, e o Cristo é o seu mestre.

E o seu coração é o templo do encontro singelo.

Ele sabe que não há palavras que definam corretamente este encontro sublime.
Muitas vezes, somente suas lágrimas silenciosas é que são capazes de
expressar o que se passa em seu coração.
O iniciado sabe o valor real das coisas e dos seres.
Por isso, ele aquieta a voz do ego e despacha para bem longe as suas
artimanhas e armadilhas emocionais.

E no silêncio, ele ora, agradece e medita, abraçando secretamente toda
humanidade.
E suas emanações sutis melhoram até mesmo os espíritos trevosos, que quedam,
quietinhos, encantados com a luz irradiada de seu coração. Eles ainda não
sabem, mas o abraço espiritual do iniciado é o abraço secreto do Cristo, o
grande transformador dos homens e dos espíritos.
Nesse ensinamento iniciático profundo, encontra-se o cerne de toda a
questão.

Quando o amor do Cristo fala ao coração, o iniciado se cala!”

****

Os grandes sábios espirituais também sofreram diversos ataques dos
espíritos trevosos, que queriam acabar com o seu trabalho luminoso entre os
homens. Mas, eles eram sábios porque se fiavam na Luz e jamais esmoreciam
diante das dificuldades e traições. Pelo contrário, viam nas adversidades
grandes oportunidades de aprendizado e burilamento espiritual.

Eles se apoiavam na Luz, nada mais, nada menos.

Que isso seja exemplo para os estudantes espirituais de hoje!”

* * *

“O sol é poderoso, mas, nem mesmo ele, em toda a sua glória e esplendor, é
capaz de iluminar um ambiente com as cortinas fechadas.

Quem quer luz, que abra as cortinas da sua mente, do seu coração e do seu
corpo.”

* * *

“De que adianta brilhar nas luzes do mundo, se por dentro a alma está
aprisionada nas trevas?

Foi por isso que Jesus disse: de que adianta a um homem ganhar o mundo, se
perder sua alma?”

* * *

“No oceano universal, somos os peixinhos, e Deus é o Grande Pescador.

Ele joga a rede do amor e nos apanha, puxando-nos para cima, para bem longe
das profundezas, aonde a luz não chega.

Que tal pararmos de lutar para escapar de sua rede e nos entregarmos logo ao
seu amor incondicional?”

- Omraam Mikhaël Aïvanhov -
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges - São Paulo, 21 de maio de
2005.)



Escrito por sepe às 02h13
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Em Agradecimento 

 

Após mais uma prática no lar, uma luz pulsa dentro do meu coração. Uma luz de conforto, que representa tudo no momento. Há amor, felicidade, contentamento, encantamento, mas principalmente uma grande sensação de agradecimento.

Por ter sido direcionada para o caminho da espiritualidade... que envolve tanta coisa, uma base para trilhar, aprender seguir a carne de uma outra maneira.

A luz me dá um conforto, um calor no coração, a vontade é apenas de agradecer, agradecer meus amigos e pessoas que estão junto conosco, grandes corações que aqui também se encontram e que muito nos ensinam, ajudam... Agradecimento a turminha do astral, que eu prefiro chamar de amigos extrafísicos (seja divindades, guias, amparadores, guardiões...) por sempre estarem juntos,  Agradeço à Mãe - Pai Divinos por essa oportunidade maravilhosa que só o coração pode sentir.

 

Há uma luz que brilha mais do que bilhões de sóis juntos. É a essência da alma. Essa é a luz que mora no coração”

                                                         SHANKARA

 

(3õ Tati 3õ,  que tenta passar e compartilhar um pouquinho dessa sensação boa, a pesar de ser um pouco clichê de palavras espiritualistas, mas sei lá, quem sente sabe o que é... hihihi)

 

Orun Ananda, Obrigada a todos, pelo amor e dedicação aos trabalhos, por nossos sábados de encontro, que cada vez são mais legais ne? e por todos os dias tb, claro !



Escrito por tati às 22h59
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O Jovem e a Religião de Umbanda

Cada vez mais podemos ver que o número de jovens que procuram a religião de Umbanda tem crescido muito e isso tem acontecido de forma natural. São milhares de adolescentes e "jovens adultos" que adentram os terreiros de umbanda a procura do crescimento espiritual, do conselho do guia, da comunhão com a espiritualidade superior, a vivência de uma religiosidade saudável, do desenvolvimento de suas faculdades mediúnicas, etc.

Isso tem sido muito positivo e reflete bem o "espírito da Umbanda". Mas, o que faz ela ser tão atraente aos jovens? Os guias, os rituais, a música, o amor aos Orixás,  etc? Sim, tudo isso com certeza, mas principalmente, a falta de dogmas e a própria filosofia da religião. A Umbanda é jovem e assim também são seus praticantes.  Nela não existe preconceito, seja em relação à cor, classe social ou opção sexual, assim também é o umbandista.

Universalista por natureza traz guias espirituais ligados a todos os movimentos espiritualistas e religiosos que já existiram no planeta. Prega as verdades espirituais que todas as religiões pregam, busca a serenidade e o desenvolvimento da consciência, utiliza - se de rituais milenares usados desde os primórdios dos tempos. Traz em si, um conjunto de mitos e arquétipos que vibram no inconsciente da humanidade. 

Não temos apenas  “um" livro sagrado. Todos os livros sagrados da humanidade fazem parte da Umbanda, assim como todos os grandes mestres e avatares (encarnações divinas). Seja Franscisco de Assis ou Ramakrishna, Madre Tereza ou Gandhi, todos estão presentes através de seus ideais e palavras de amor. Jesus, Buda ou Krishna, pouco importa, seus ensinamentos estão tanto no coração dos umbandistas como nas palavras dos caboclos e pretos - velhos.

Outro aspecto que muito chama atenção dos jovens é a falta do "conceito" de pecado, dos dogmas e do discurso ideológico moralista e antiquado que muitas religiões trazem até hoje. A vida na Umbanda é retratada de forma simples e natural. Todos têm liberdade de ação e pensamento, acreditando e buscando as virtudes e a evolução da consciência. A Umbanda liberta, não escraviza ninguém.

O desenvolvimento mediúnico também merece um destaque especial. Muitos jovens têm os seus dons mediúnicos aflorados e acabam por encontrar dentro da Umbanda uma forma de desenvolve – los de forma ordenada, equilibrada e extremamente prática. Nossa "missa" chama - se trabalho e um trabalhador é o umbandista. 

Além disso, a pessoa vai se autoconhecendo,  entrando em contato com a egrégora da religião  e com as forças e virtudes dos amados Pais e Mães Orixás, lapidando naturalmente sua consciência e equilibrando suas emoções, sem a necessidade de "uma pregação - evangelização moralista" ou o uso de um “cabresto doutrinário” para a prática da mediunidade - caridade. Sempre respeitando o "tempo" de cada um, e acreditando no crescimento espiritual como um processo natural.

Dentro da religião o umbandista religa - se diretamente ao sagrado. É apresentado aos Pais e Mães Orixás e aos seres encantados e naturais, representantes diretos Deles na criação, criando assim uma consciência de preservação e culto a natureza. 

Importante também é a conscientização do templo vivo que cada um de nós somos,  de que nós somos responsáveis pela religião e pela nossa própria espiritualidade. Dizemos que Deus está em tudo e Tudo É, e o umbandista procura Deus dentro do próprio coração. É lá também que nós assentamos os amados Pais e Mães Orixás, o que faz com que tenhamos um contato íntimo e direto com Eles, dispensando a figura de um sacerdote como “supremo pontífice”. 

 

Tudo isso cria um lindo universo religiosos que tem atraído cada vez mais jovens para dentro dele, jovens que se esclarecidos e conhecedores dos fundamentos de sua religião, tornar-se-ão  melhores pessoas e levarão a Umbanda com orgulho, amor e honra.

Portanto,  vamos estudar e praticar cada vez mais. Tenhamos orgulho de dizer “que somos umbandistas!” Saibamos explicar e desmistificar nossa religião. Busquemos o desenvolvimento íntimo, as posturas sadias e criativas. Nunca foi tão fácil estudar espiritualidade, nunca houve tanta abertura de conhecimento dentro da religião de Umbanda. Pensemos em todos os antigos sacerdotes que com fé, honra e amor levaram a Umbanda para frente, sempre trilhando um caminho de luz, mesmo com muito pouca informação, com perseguições, dificuldades,  etc.

Agora é a nossa vez, a espiritualidade está dando todas as oportunidades, tudo para que a Umbanda cresça e vença o preconceito, a intolerância e os abusos cometidos contra ou em nome Dela. E tenho certeza que nisso o jovem tem muito a contribuir, sendo tanto “hoje” como “amanhã” um umbandista sério e esclarecido. E não estou falando apenas dos jovens de “idade física”, mas sim, dos que mantêm suas mentes e corações sempre jovens, buscando crescer e aprender sempre, unidos pelo ideal da Umbanda.



Escrito por sepe às 00h27
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Almas boas...

Sinto o cheiro do perfume espiritual permear todo o quarto. Engraçado esse perfume traz uma calmaria e uma ligação com a espiritualidade fantástico. Uma coluna de luz desce, e percebo que muitos espíritos amigos começam a chegar. Infelizmente minha percepção é um pouco limitada e não posso dizer como são ou quantos são exatamente. O importante é que estão aqui. São os guias espirituais, amparadores, dêem o nome que quiserem, são almas boníssimas que trazem uma luz nos olhos incríveis e um sereno amor no coração. Com certeza foi pensando neles que o sábio yogue Shankara escreveu:

" Há almas boas, tranqüilas e magnânimas que, como a primavera, fazem bem a todos e que, depois de haverem cruzado esse espantoso oceano do nascimento e de morte, ajudam outros a cruzá-lo também.
Tudo isso sem nenhum motivo particular, mas somente por sua própria natureza bondosa."

Sinto que eles trazem muitos espíritos para também participar de nossa reunião, espíritos que necessitam elevar seus pensamentos, escutar palavras de amor. O "duplo" do meu quarto parece aumentar para acomodar tantos espíritos, em um processo não tão fácil de descrever. Uma suave música está tocando, ascendo uma vela, oramos todos juntos para que a espiritualidade sadia possa brotar em nossos corações e possamos todos elevar a consciência e os sentimentos.

Uma inspiração bate e lembro dos Sutras, textos de luz baseados nas palavras e ensinamentos do Senhor Buda. Leio uma parte que fala sobre a presença de Deus:

"Ocorrendo a iluminação espiritual, imediatamente esse mundo se torna Paraíso pleno de Luz, e o homem revela sua Imagem verdadeira que é plena de luz." 

"Deus, Luz Infinita e Universal Sabedoria, Bem sem limitação, Vida sem limitação. Substância de todas as coisas é também o Criador de todas as coisas, por isso, Deus está em todos os lugares." 

"Deus é onipotente Substância e também Criador; por isso unicamente o Bem é Força, unicamente o Bem é Vida, unicamente o Bem é Realidade; logo, não existe Força que não seja o Bem, não existe Vida que não seja Bem, e também não existe Realidade que não seja Bem." 

O ambiente enche - se de luz e sento - me confortavelmente no chão. Vibro luz nos chacras e elevo os pensamentos buscando a inspiração superior, e logo muitas idéias começam a surgir e brotar em minha boca. São palavras de agradecimento para o nosso divino Pai - Mãe Criador, para a espiritualidade superior. Palavras que lembram nossa natureza divina, lembram que o Criador e nós somos UM só. E uma luz dourada surge no centro do peito, uma luz que brilha mais que todas as estrelas do espaço cósmico, uma luz que é a própria presença divina e centelha viva dentro de nossos corações. E então irmanados e guiados por essa luz maravilhosa, fazemos uma prece pela humanidade.

E nessa prece pedimos para que uma verdadeira cascata de luz desça por sobre a Terra, limpando o coração de homens, mulheres e crianças, renovando a esperança por dias melhores e despertando - os para o sentido da espiritualidade. E percebo então os bondosos olhos - lótus de Krishna amparando todo esse trabalho, assim como o sorriso meigo e amoroso do mestre Jesus. 

E seres encantados começam a surgir guiando essas cascatas de luz por sobre a humanidade, trazendo luz e amor. São os enviados dos meus amados Pais e Mães Orixás, que trabalham junto com os grandes mestres da humanidade para o bem de todos. Entendo porque alguns irmãos dizem que quando o amor se faz presente, todas as egrégoras se unem em um só benefício. Todos Somos Um. A barreira está apenas em nossas limitações, nunca nos corações dos benfeitores espirituais.

Os guias começam a se recolher todos felizes e com seus corpos de luz brilhando como um verdadeiro sol de amor. A coluna de luz novamente faz - se presente e por ela todos começam a irem embora. Meu sentimento é de alegria e felicidade intensa. Ainda percebo um bondoso senhor negro, velhinho e amoroso, que olha para mim com seus olhinhos cheios de lágrimas. Dá - me uma "piscadela" e um sorriso, sumindo em meio a coluna de luz... 

(Sepe, depois da prática no lar, que agradece pela oportunidade de crescer junto da espiritualidade)



Escrito por sepe às 21h23
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Sabedoria da Antiga Índia

(...) "Levanta teus olhos em direção ao Sol.

Ele está lá nesse maravilhoso coração de vida e luz de esplendor.

Observa à noite as inúmeras constelações cintilando como outras tantas fogueiras solenes do Eterno no silêncio ilimitado, que não é nenhum vazio mas pulsa com a presença de uma única existência calma e tremenda.

Olha lá Orion com sua espada e cinto brilhando como brilhou aos antepassados Arianos há dez mil anos atrás, no começo da era Ariana, Sirius seu esplendor, Lyra percorrendo bilhões de milhas no oceano do espaço.

Lembra - te que estes mundos inumeráveis, a maior parte deles mais poderosos que o nosso próprio, estão girando com velocidade indescritíveis ao aceno desse Ancião dos dias, a quem ninguém, exceto Ele, conhece, e contudo são milhões de vezes mais antigos que teu Himalaia, mais firme que as raízes de tuas colinas e assim permanecerão até que  Ele, à sua mercê, sacuda - os como folhas murchas da eterna árvore do Universo.

Imagina a perpetuidade do Tempo, considera a incomensurabilidade do Espaço; e então lembra - te que, quando estes mundos ainda não existiam, Ele era ainda o Mesmo.

Observa que além de Lyra Ele está, e no longínquo Espaço onde as estrelas do Cruzeiro do Sul não podem ser vistas, ainda assim Ele lá está.

E então volta à terra e considera quem é este Ele.

Ele está  bem perto de ti.

Repara naquele homem idoso que passa perto de ti, abatido e curvado, apoiado em seu bastão? Imaginas  tu que é Deus quem está passando?

Há uma criança rindo e correndo ao sol.

Podes ouvi - lo nesse riso?

Não, Ele está ainda mais próximo de ti.

Ele está em ti, Ele é tu mesmo.

És tu quem ardes lá longe, há milhares de milhas de distância, nas infinitas extensões do Espaço, és tu que caminhas com passos confiantes sobre os turbulentos vagalhões do mar etérico.  

És tu quem colocaste as estrelas em seus lugares e teceste o colar de sóis, não com as mãos, mas por este yoga, esta vontade silenciosa, impessoal e inativa, que te colocou hoje aqui, ouvindo a ti mesmo em mim.

Olha para cima, oh filho do Yoga antigo e não sejas mais medroso e cético; não temas, não duvides, não lamentes, porque em teu aparente corpo está Aquele que pode criar e destruir mundos com um sopro"...

(Upanishads)  

"Onde que tu vires um grande fim, fica seguro de um grande começo

Onde uma monstruosa e dolorosa destruição estarrece a sua mente

Consola com a certeza de uma grande e vasta criação

Deus está não apenas na pequenina voz tranqüila

Mas também no fogo e no turbilhão."

(Sry Aurobindo)  

"Há almas boas, tranqüilas e magnânimas que, como a primavera, fazem bem a todos e que, depois de haverem cruzado esse espantoso oceano do nascimento e da morte, ajudam outros a cruzá-lo também.
Tudo isso sem nenhum motivo particular, Mas somente por sua própria natureza bondosa."

(Shankara)

"O Absoluto e a Divina Mãe são UM" (Ramakrishna)

(Sepe em homenagem a todos os grandes mestres hindus que lançaram e lançam silenciosamente lótus de luz a humanidade...)

PS: Dedico esses textos a Tati 3õ bjos 3õ



Escrito por sepe às 00h42
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Kundalini - A Enroscada

Kundalini é uma energia muito controversa, cheia de mistérios e lendas a sua volta. O ser humano encarnado tem como fonte básica energética o prana (chi, éter, fluido universal, etc) por onde ele absorve a energia sustentadora e mantenedora da vida. O absorvemos principalmente pela respiração e pelos chacras, notavelmente o cardíaco. Também existe uma energia divina que absorvemos diretamente pelo chacra coronário. Essa energia é de uma natureza mais sublime e sutil do que o próprio prana,  é a energia cósmica.

Além delas, existe ainda uma energia criadora e sustentadora das formas, que vêm do centro da Terra (geoenergia) e a absorvemos pelos chacras inferiores (planta dos pés por exemplo) e a condensamos na base da coluna, no chacra básico. Essa energia é de um aspecto quente e extremamente vermelha assemelhando - se a lava vulcânica, é a kundalini. Kundalini é um termo sânscrito que quer dizer "a enroscada", devido à forma como ela se condensa na base da coluna e pela sua forma de fluir, lembrando uma serpente, devido a isso é muitas vezes chamada de "serpentina de fogo".

A Kundalini se condensa em torno do chacra básico e através de exercícios yogues específicos ela é estimulada, ascendendo por dentro do nádi Sushumna que corre por dentro da coluna vertebral. Ao contrário do que muitos pensam, a Kundalini não sobe pelos dois nádis em volta do Sushumna, Ida e Pingala. Ida e Pingala são nádis por onde circula - se prana e eles começam nas narinas, descendo pela coluna (ao redor do sushumna) distribuindo prana e vitalidade por todo corpo. Ida e Pingala são nádis de "descida", sushumna é um nádi de "subida".

Mas hoje em dia, vemos uma “banalização” e desvirtuamento quando o assunto é kundalini. Todo mundo quer "ascender" kundalini e se iluminar, seja qual for o custo, como se fosse simples como “acender” um foguete no chacra básico. Não querem saber de evoluir conscientemente, apenas querem os "poderes" que a Kundalini traz. Esquecem que despertar kundalini significa despertar a consciência. Jesus, Buda e Krishna nunca fizeram exercícios para despertar Kundalini, mas com certeza a tinham desperta, apenas por suas consciências luminosas e seu corações amorosos.

Kundalini também nada tem a ver com sexo. Existe muito desvirtuamento hoje nas tântricas práticas de despertar da kundalini...  

Quando o neófito busca a força da energia da kundalini, ele depara - se com três "nós", que metaforicamente significam, três barreiras que existem dentro do canal sushumna. O primeiro “nó” encontra - se no chacra básico. Ele impede que a Kundalini flua e irrigue diretamente os chacras superiores. Esse nó é desfeito quando o corpo precisa de mais energia kundalini, para sustentar seu desenvolvimento. Quer desatar esse nó? Busque evoluir!

Depois a energia Kundalini encontra uma segunda barreira,  no chacra cardíaco. Para desfazer - se esse nó, é necessário o desenvolvimento dos sentimentos virtuosos e do verdadeiro amor, o incondicional. É uma barreira que faz você primeiro desenvolver o equilíbrio e o brilho emocional para poder direcionar de forma sábia e correta a força kundalínica.

Por último, a terceira barreira encontra - se no chacra frontal, última barreira para a kundalini chegar até o topo do chacra coronário. Para desfazer - se desse nó é necessário o desenvolvimento da chamada consciência cósmica. É estar desperto e equilibrado em todos os sentidos da vida, transcendendo as limitações humanas.

Portanto a Kundalini é desperta através da evolução como espírito imortal e consciência  divina. Aquele que desperta e faz a kundalini fluir diretamente até o chacra coronário, são espíritos com grandes habilidades, competências, genialidade , etc. Mas o mais importante é que para todo esse potencial seja dado um bom uso, sempre com discernimento, luz e amor.   

(Sepe que tem às vezes uns "espirros" kundalínicos, mas para ascender kundalini falta muito, rs! ...) 



Escrito por sepe às 23h33
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Lassier e o Projetor Incrédulo

Sempre quis visitar o Nosso Lar, a cidade do mundo astral descrita por André Luis por meio dos escritos do Chico Xavier. O lugar deveria ser fascinante e eu tinha aquele sonho neo-espirita projetivo de fazer cursos, palestras, work-shoops por lá e conhecer esse local que tanta gente sonha em ir parar.

Sempre quis conhecer a tal Cidade de Cristal, ou seria, Shangri-lá; aquele local mítico descrito por Budistas, Hinduístas ou por aqueles atropelados na pista da vida que foram além e tiveram a chance de voltar.

Sempre quis acordar e lembrar de algumas dessas visitas astrais ou encontros com esses seres maravilhoso que chamamos de anjos, amparadores ou irmãos do outro lado; mas nunca imaginei que acordaria um dia com a lembrança que tinha visitado um zoológico no astral e fora guiado não por um ser de luz com asas douradas e sim por um vira lata.

Não sei por que fui parar por lá, só sei que lá estava e quem me guiava era mesmo um vira-lata, uma copia exata de um cãozinho que minha mulher tinha quando era solteira e que havia morrido um ano depois que a gente se casou. E claro que poderia ser um outro cachorro, mas de alguma forma eu sabia que era a Lassie; não a Collin do filme, mas a Lassie que costumava pular quando eu chegava ao portão da casa da minha sogra e queria tanto brincar comigo. Pela alegria dela ao meu lado, acho que não guardava rancor por eu nunca ter tido tempo para brincar  e ela continuou a me guiar por aquele lugar que parecia ser uma mistura de zoológico e savana africana, mas não havia jaulas e os humanos que eu via não eram caçadores e pareciam estar auxiliando esses animais. Eu quase podia jurar que os humanos se comunicavam com os bichos, mas achei muito improvável a idéia e continuei o meu tour com a Lassie.

Mais adiante vi um lago cristalino, onde crianças que pareciam ter Síndrome de Down, brincavam com golfinhos. A cena era tão bela e singela que eu tive que me beliscar para ter certeza que não estava sonhando; para ter certeza de que aquela era realmente uma experiência extra-corporea e não ilusão alucinógena de uma mente atrofiada com imagens bonitinhas de calendário de “artista esotérico”. Porem, tudo parecia real e de repente ouvi a Lassie me explicando que não havia por ali nada de estranho, aquilo apenas era o que rolava quando a Cidade das Crianças encontrava a Cidade dos Animais.

- Opa, tem algo errado aqui! – disse, olhando a Lassie ao meu lado -  Cachorro não fala. Devo mesmo estar sonhando!

- E quem disse que estou falando – disse Lassie e foi ai que percebi que ela não mexia a boca, seja lá como fosse que estava rolando a nossa comunicação, era algo mental, onde eu apenas sentia a conversa  – Você esta apenas captando o que vejo e sinto e esta transformando em palavras – Lassie explicou por fim.

- Sei!!! – disse incrédulo diante daquelas cenas que eu começava a desconfiar ser parte de um sonho maluco em que cachorros falam, leões não
atacam os homens que não matam os outros animais por prazer. Enquanto pensava nisso, senti um puxão na nuca e percebi que estava prestes a acordar, mas ainda deu tempo de ver uma placa por onde a Lassie estava, e a placa dizia: “Esperamos ver você aqui na Colônia do Chiquinho de Assis novamente. Feliz aterrisagem!”

Frank



Escrito por sepe às 11h40
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Onde Reside o Preconceito? - Parte II

Porém, se a Federação anistiou tais entidades, ela "evoluiu" e, paradoxalmente, afastou-se do kardecismo, pelo menos de seu ranço preconceituoso e eurocêntrico. Não resta dúvida de que o kardecismo foi e é importante na divulgação da existência da vida após a morte, da reencarnação como um fato evidente e natural, mas o preconceito aos povos não-europeus é também um fato inerente à própria doutrina, presa, como é natural, à consciência dominante do século XIX, em que surgiu. É por isso que devemos reconhecer o mérito de Kardec e perdoar estas pequenas "falhas" eurocêntricas. Ele pensava como homem e não como espírito eterno, liberto das amarras da terra.

Não devemos "jogar o bebê junto com a água suja da bacia", ou seja, é importante compreender que Kardec foi um homem de seu tempo e viveu todo um cenário sócio-cultural e político onde o homem europeu se via como o supra-sumo do processo civilizatório, fosse ele ateu ou espiritualista. Assim foi também Karl Marx e tantos outros pensadores europeus. A exceção, talvez, seja o príncipe anarquista Kropotkin, que sempre criticou a colonização predatória e o domínio cultural que a Europa tentava impor aos povos da América e da África.

Assim, se devemos compreender os lapsos de Kardec, pois ele não podia imaginar o que aconteceria no século XX, é difícil aceitar que escritores espíritas ainda hoje publiquem livros afirmando que os espíritos indígenas são os bárbaros que invadem a "civilização" por meio da reencarnação e os responsáveis pela violência urbana.

Sabemos que a maior parte dos livros espíritas considerados "doutrinários" não passam de proselitismo religioso e servem para alimentar uma indústria rentável de livros no país. Mas aceitar a difusão de pensamentos preconceituosos, como se ainda estivéssemos no século XIX, é intolerável. Porém, não resta dúvida que o preconceito eurocêntrico é intrínseco à doutrina espírita. E os espíritos superiores, conhecedores do contexto sócio-cultural em que o espiritismo nasceu, tiveram que se manifestar como ilustres filósofos, literatos, padres, freiras e médicos. Se ao invés de "brancos-velhos" se manifestassem como índios, pretos-velhos, vaqueiros etc. A doutrina kardecista teria sido abortada e menos respeito teria, mas, junto ao trigo veio o joio: o preconceito que, arduamente, temos que nos esforçar para eliminar, sobretudo de nossas mentes porque o inerente à doutrina é impossível.

Toda doutrina é, por sua própria natureza, entrópica. Qualquer novidade será, necessariamente, não-doutrinária. É por isso que Buda afirmava que as doutrinas (inclusive o budismo) devem ser pensadas como meio para a nossa iluminação e nunca como um fim. Nesse contexto, cultuar acriticamente os livros de Kardec e dos primeiros kardecistas, como a maior parte dos espíritas fazem, como se fossem autores intocáveis, é sinal de que não aprenderam uma das mais importantes lições deixadas por Kardec: a necessidade da Fé raciocinada.

(Sepe: Eu mesmo já presenciei assim como já li muito preconceito kardecista em relação a Umbanda. Fazer o quê? Muito espírita é mais fanático que evangélico e acha que todos espíritos luminosos no astral são espíritas, assim como, pertencem e trabalham na egrégora de Jesus. Falta espiritualidade universal e sobra evangelho...)  

"Qualquer espíritos se manifestará para a caridade" ; "Com os mais evoluídos aprenderemos, aos mais atrasados ensinaremos" - Caboclo Sete Encruzilhadas -



Escrito por sepe às 15h24
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Onde Reside o Preconceito? - Por Adilson Marques

Na revista Universo Espírita, edição de fevereiro de 2005, um instigante artigo foi publicado comentando o preconceito de algumas casas espíritas em relação às entidades que se manifestam na forma de índios e pretos-velhos.

Pela composição do artigo, temos a impressão de que o preconceito está na mente de alguns espíritas e o artigo visa diminuir ou desfazer tal preconceito mostrando que por trás dessa forma mais humilde, pode se ocultar um espírito muito evoluído ou iluminado. Porém, será que o preconceito não é inerente à própria doutrina espírita? Ou, em outras palavras, inerente ao espiritismo kardecista?

Vejamos como a questão é colocada pelo próprio Kardec. Este, ao discorrer sobre as categorias de espíritos, é taxativo ao afirmar que no plano espiritual encontram-se desde espíritos "selvagens" até "civilizados europeus". Nota-se aqui, nitidamente, uma classificação evolucionista do tipo linear e eurocêntrico, típica do pensamento antropológico do século XIX. Selvagem é uma expressão que ganhou força após o Descobrimento das Américas e passou a ser utilizada na identificação dos povos que habitavam este território. De certa forma, passou a ser utilizada no lugar da expressão "bárbaro" que na Antiguidade clássica significava "povo que falava outra língua", mas que, com o passar do tempo, passou a ter uma conotação pejorativa, identificando a "inferioridade cultural" dos povos não romanos.

Lingüística ou geograficamente, a palavra "selvagem" poderia até ser utilizada para identificar os povos que vivem na selva ou em contato mais intenso com a natureza, enquanto "civilizado" identificaria os povos que vivem nas cidades ou nas áreas urbanas. Porém, tal distinção serviu e ainda serve para legitimar uma cultura em detrimento de outra e "selvagem" passou a ser sinônimo de "inferior". E essa classificação eurocêntrica não se encontra apenas em Kardec. Gabriel Dellane afirma, em seu livro Evolução Anímica, que os índios brasileiros carecem de inteligência superior, baseando-se na literatura preconceituosa dos viajantes e antropólogos do século XIX. Possivelmente, foi graças a
essa carência de "inteligência superior" que fez com que praticamente todos os povos indígenas, antes da aculturação imposta pelos colonizadores, aceitassem a tese da reencarnação, mantivessem contatos mediúnicos com seus antepassados (aprendendo, por tais vias, a identificar plantas medicinais, por exemplo).

Mas voltando a Kardec, "inferiores" não são apenas os selvagens indígenas, mas também os povos orientais. Em seu livro "o que é espiritismo" deixa evidente que um espírito chinês após várias encarnações passa a encarnar em um meio mais evoluído, compatível com seu novo grau de evolução. Tomando por base sua visão eurocêntrica, possivelmente esse meio mais evoluído só pode ser a Europa. Mas, curiosamente, no século XX, os civilizados europeus foram os responsáveis por duas guerras mundiais, enquanto a medicina "inferior" dos chineses (acupuntura, fitoterapia, práticas corporais como T'ai Chi Chuan, etc.) invadiu o mundo dito civilizado, ajudando no tratamento das inúmeras doenças civilizadas, entre elas o estresse. Infelizmente, quando as idéias civilizatórias do Ocidente chegaram ao poder na China, com a Revolução Comunista, o confucionismo foi perseguido, o Tibet foi invadido e destruído, as técnicas tradicionais de cura foram proibidas etc, demonstrando que os civilizados chineses aprenderam muito bem a lição de casa com seus pares ocidentais.

Aqui no Brasil, na década de 1920, a Federação Espírita publicou uma nota em sua revista oficial afirmando que, apesar das entidades indígenas e dos pretos-velhos serem espíritos que vem do além, eles não são entidades que se pautam pelo kardecismo. Ora, tal declaração demonstra que tais entidades não devem ser aceitas nos centros que se pautam pelo princípio doutrinário kardecista. Procurei verificar se tal "deliberação" foi revogada nos anos seguintes, mas não obtive até agora uma resposta afirmativa. Assim, se ela ainda é válida, todos os centros espíritas filiados à Federação que permitem a manifestação de índios e pretos-velhos não podem ser classificados como kardecistas.  Talvez sejam divinistas, umbandistas ou outra divisão qualquer, menos kardecistas.

(Continua...)



Escrito por sepe às 15h05
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Uma Lenda Sioux - O Falcão e a Águia

Consta uma velha lenda dos índios Sioux, que uma vez, Touro Bravo, o mais valente e honrado de todos os jovens guerreiros, e Nuvem Azul, a filha do cacique, uma das mais formosas mulheres da tribo, chegaram de mãos dadas, até a tenda do velho feiticeiro da tribo.

-Nós nos amamos... e vamos nos casar, disse o jovem. E nos amamos tanto que queremos um feitiço, um conselho, ou um talismã...alguma coisa que nos garanta que poderemos ficar sempre juntos...que nos assegure que estaremos um ao lado do outro até encontrarmos a morte. Há algo que possamos fazer ?

E o velho emocionado ao vê-los tão jovens, tão apaixonados e tão ansiosos por uma palavra, disse :

- Tem uma coisa a ser feita, mas é uma tarefa muito difícil e sacrificada... Tu, Nuvem Azul, deves escalar o monte ao norte dessa aldeia, e apenas com uma rede e tuas mãos, deves caçar o falcão mais vigoroso do monte...e trazê-lo aqui com vida, até o terceiro dia depois da lua cheia.

E tu, Touro Bravo, continuou o feiticeiro, deves escalar a montanha do trono, e lá em cima, encontrarás a mais brava de todas as águias, e somente com as tuas mãos e uma rede, deverás apanhá-la trazendo-a para mim, viva !

Os jovens abraçaram-se com ternura, e logo partiram para cumprir a missão recomendada... No dia estabelecido, à frente da tenda do feiticeiro, os dois esperavam com as aves dentro de um saco.

O velho pediu, que com cuidado as tirassem dos sacos... e viu que eram verdadeiramente formosos exemplares...

-E agora o que faremos? perguntou o jovem, as matamos e depois bebemos a honra de seu sangue ?

-Ou cozinhamos e depois comemos o valor da sua carne? propôs a jovem.

-Não! Disse o feiticeiro, apanhem as aves, e amarrem-nas entre si pelas patas com essas fitas de couro...quando as tiverem amarradas, soltem-na,para que voem livres ...

O guerreiro e a jovem fizeram o que lhes foi ordenado, e soltaram os pássaros... A águia e o falcão, tentaram voar mas apenas conseguiram saltar pelo terreno. Minutos depois, irritadas pela incapacidade do vôo, as aves arremessavam-se entre si, bicando-se até se machucar.

E o velho disse :

-Jamais esqueçam o que estão vendo..este é o meu conselho. Vocês são como a águia e o falcão...se estiverem amarrados um ao outro,ainda que por amor, não só viverão arrastando-se, como também, cedo ou tarde, começarão a machucar-se um ao outro...

Se quiserem que o amor entre vocês perdure...

VOEM JUNTOS, MAS JAMAIS AMARRADOS!!!
 



Escrito por sepe às 00h10
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Rama e Hanuman                                          Hanuman e seu amor à Sita e Rama

 

                                                 Hanuman

             

Ainda que esse macaco seja considerado as vezes como uma encarnação de Shiva, em sua versão popular ele é visto como uma personagem da epopéia do Ramayana. O herói Rama, ainda menino, apaixona-se por um macaco quem um domador traz para divertir as pessoas. O domador dá a ele o macaco como presente e este vive com o príncipe Rama durante vários anos. Um dia Rama lhe disse:

-É chegado o momento de nos separarmos. Vá à montanha Rishyamuk e espere-me. Mais tarde precisarei da sua ajuda.

Depois de vários anos, Rama utiliza os préstimos do seu fiel macaco para recuperar sua esposa que havia sido seqüestrada por um demônio, Ravana. Hanuman a encontra, queima o reino do demônio e ajuda Rama na batalha final.

         Hanuman é excepcionalmente forte, capaz de voar por longas distâncias sem nenhuma dificuldade. Uma lenda diz que, quando o deus macaco era ainda bebê, foi deixado só por seus pais. Sentindo fome, começou a chorar. Como ninguém aparecia, começou a olhar ao seu redor para ver o que poderia comer. Justamente nesse momento viu uma grande bola vermelha no céu. Acreditando tratar-se de uma fruta, o menino Hanuman saltou de seu bercinho para come-la. Indra, o rei do deus, o impediu e salvou o Sol.

         Hanuman era filho de Pava (deus do ar) e de uma ninfa chamada Anjana.

         Em muitos retratos e estátuas é representado voando, levando uma montanha na mão. Esse é um episódio do Ramayana, quando o irmão do herói Rama fica gravemente ferido. Hanuman é mandado para o Himalaia para buscar uma certa planta medicinal para curar o doente. O pobre macaco, não sabendo distinguir entre tantas plantas, traz toda montanha para que a planta certa seja escolhida.

 

         Hanuman tem um enorme coração, um corpo extraordinariamente capaz, mente dedicada à adoração de seu deus, características que fazem de Hanuman uma personagem admirada e querida da mitologia hindu. É adorado pelas pessoas como o deus que salva das adversidades, pelos atletas, pelos soldados que, ao grito de guerra: YAI BAJRANG BALI O HAR HAR MAHALEV, imploram ao deus que lhes dê força e coragem.

         Podemos até compara-lo com algumas características do Orixá Ogum, senhor que abre os caminhos, vence as demandas, tem também como elemento o ar. São emocionais e de uma natureza impulsiva. Extremamente leias a seus amados, fazendo de tudo para protege-los e reverencia-los.

 

 

*Rama- sétimo avatar (encarnação) de Vishnu

*Sita- Esposa de Rama

 



Escrito por tati às 20h09
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