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Categoria: Umbanda
Escrito por sepe às 12h54
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Pessoal,
Infelizmente cada pessoa que fazia parte do Blog está com muitos compromissos pessoais.Portanto o Blog não tem previsão alguma de voltar a funcionar, fica para quem gosta os bons textos que já foram postados e um Agradecimento de todo o Orunananda pela a ajuda.
Obrigado,
Orunananda
Escrito por Diego às 10h36
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It’s time to change. Parada para descanço.
Em breve novos textos, novos projetos. Cuca fresca, porque não só de espiritualidade e receber textos vive nosso amigo.
Aos leitores do Blog, aguardem...
Att, Assessoria de Imprensa
Obs: hehe :)
Escrito por tati às 13h43
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História Zen - Você é um Buda
Era uma vez dois irmãos que juntos praticavam o Ch'an. O mais velho observava os preceitos muito estritamente, ao passo que o mais novo era preguiçoso e gostava de beber. Um dia, o irmão mais novo bebia em seu quarto quando o mais velho casualmente passou por ali. O caçula chamou: Irmão, venha tomar um trago comigo!"
O mais velho respondeu com desdém: "Você não tem vergonha, mesmo. Quando é que vai deixar disso?"
O mais novo retorquiu: "Nem beber você sabe, irmão. Você não é homem".
Enraivecido, o mais velho contrapôs: Então, me diga, se não sou homem, o que é que sou?"
O mais novo respondeu: "Você é um Buda".
Extraído do excelente livro: Contos Ch'an volume 2 - Mestre Hsing Yun
PS: Essa é uma das minhas histórias Zen favoritas. Acho incrível como ela é simples e fala sem falar... Recomendo a todos os leitores desse blog o estudo do Zen (Ch'an em chinês). Realmente o encontro das águas do Tao com a Luz do Buda. Uma tradição linda ;)
"Somente uma vez, em toda história do conhecimento humano, algo como o Zen tomou forma. Isso é muito raro." - OSHO
Escrito por sepe às 22h08
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Teologia de Umbanda Sagrada na Fundação Cacique Cobra Coral
Fernando Sepe está formando turma para o estudo da Teologia de Umbanda Sagrada na Fundação Cacique Cobra Coral, próximo à estação de metrô Armênia.
Esse curso visa estudar, desmistificar e esclarecer a religião de Umbanda assim como a espiritualidade inserida dentro dela. É uma excelente oportunidade para aprender mais sobre esse lindo universo que é a Umbanda.
Tópicos do Curso:
Diferenças entre Umbanda, Candomblé e Kardescismo; História de Umbanda; Mediunidade; Divindades; Irradiações; Introdução e estudo dos fatores; Gênese de Umbanda Sagrada; Gênese do Ser; Gênese do Planeta; Teogonia; Sete Linhas de Umbanda; Cores dos Orixás; Orixá Ancestral, de Frente e Juntó; Chacras e Bioenergia; Formas Plasmadas; Linhas de Trabalho; Exu, Pombagira e Exu - Mirim; Oferendas; Magia; Mistérios de Umbanda; Sacerdócio de Umbanda; Tronos e Símbolos Sagrados; Pontos de Força; Curimba e Pontos Cantados;
E muitos outros assuntos referentes à Umbanda e a espiritualidade em geral. O curso tem nove meses de duração com uma aula por semana. É aberto para umbandistas e não-umbandistas interessados em aprender mais sobre a religião.
Horário: Domingo das 10:30 as 12:30
Local: Av. Tiradentes, 1290 (Esquina com a Av. do Estado)
(Ao Lado do metrô Armênia)
Telefone: 3313 - 6751
Os interessados devem ligar e reservar sua vaga.
Fernando Sepe - De família umbandista, médium e pesquisador, vem estudando a Teologia de Umbanda há muito tempo. Universalista, busca também estudar um pouco de cada religião, doutrinas e movimentos espiritualistas que engrandeçam a consciência. Também escreve e é colaborador do JUS (Jornal de Umbanda Sagrada). É um dos mantenedores desse blog.
Para conhecer mais sobre seu trabalho:
http://blog.orunananda.zip.net
http://br.groups.yahoo.com/group/orunananda/
www.jornaldeumbandasagrada.com.br
Ou leia o JUS (Jornal de Umbanda Sagrada) que pode ser encontrado nas principais casas de Umbanda de São Paulo.
Para informações sobre a Fundação Cacique Cobra Coral, acesse: http://www.fccc.org.br
Escrito por sepe às 21h46
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Obsessões Complexas por Aparelhos Parasitas - Parte II
Outra referência notável encontra-se na obra "Nos Bastidores da Obsessão", 1970 (FEB)3, psicografada pelo respeitável médium Divaldo Pereira Franco. No capítulo intitulado "Processos Obsessivos", pinçamos informações sobre um tipo de aparelho parasita bem mais sofisticado, provido de recursos eletrônicos e arquitetado por um gênio das sombras. Atentem para a transcrição de pequeno trecho feito pelo nobre pesquisador espiritual, Manoel Philomeno da Miranda: "Iremos fazer uma implantação - disse em tom de inesquecível indiferença o Dr.Teofrastus - de pequena célula foto-elétrica gravada, de material especial, nos centros da memória do paciente. Operando sutilmente o perispírito, faremos com que a nossa voz lhe repita insistentemente a mesma ordem: 'Você vai enloquecer! Suicide-se!' Somos obrigados a utilizar os mais avançados recursos, desde que estes nos ajudem a colimar os nossos fins. Esse é um dos muitos processos de que nos podemos utilizar em nossas tarefas...
Estarrecidos, vimos o cruel verdugo movimentar-se na região cerebral do perispírito do jovem adormecido, com diversos instrumentos cirúrgicos, e, embora não pudéssemos lograr todos os detalhes, o silêncio no recinto denotava a gravidade do momento."
A análise dos dois casos citados é suficiente para que se fique alerta quanto à possibilidade das obsessões complexas. No primeiro exemplo, a ação patogênica foi desencadeada por um aparelho rudimentar, em forma de freio eqüino, fixado na parte interna da mucosa bucal, a dificultar o desenvolvimento da linguagem. Era um tipo de aparelho parasita, a bem dizer, grosseiro, forjado com fluídos densificados, mas muito bem implantado na estrutura anatômica do perispírito, correspondente à boca no campo orgânico. Caso tal artefato fluídico não tivesse sido diagnosticado pelos médiuns videntes e retirado naquela oportunidade, certamente o problema da mudez não teria sido corrigido. No segundo caso, esse aparelho, como ficou visto, era muito mais delicado, de tamanho reduzido, auto-funcionante, inserido cuidadosamente por meio de cirurgia em área nobre do encéfalo, com a finalidade de emitir sugestões subliminares contínuas até romper o equilíbrio psíquico da pobre vítima e levar-lhe à loucura total e ao suicídio.
Observem ainda um outro pormenor, importante fator diferencial na técnica de investigação dos citados casos. Quando os médiuns fixaram a atenção na criança, logo perceberam a presença de um campo vibratório denso fortemente imantado ao perispírito do garoto, como a cavalgar-lhe o dorso. Era o obsessor que ali se encontrava a manipular as rédeas e o tal freio bucal. De certa forma o diagnóstico não apresentou dificuldade. A análise clarividente dos médiuns permitiu a identificação do artifício obsessivo. Todavia, no caso citado por Manoel Philomeno de Miranda, o diagnóstico exigiria um pouco mais de conhecimento e traquejo. O diminuto aparelho parasita, semelhante a verdadeiro "chip" eletrônico incrustado na intimidade do cérebro, sem a presença costumeira do obsessor ao lado do enfermo, provavelmente dificultaria o diagnóstico da síndrome. O grupo mediúnico teria de se valer da clarividência espontânea ou induzida pelo desdobramento perispirítico, para identificar o minúsculo instrumento cerebral e depois localizar na erraticidade umbralina o espírito responsável.
Como se deduz, são situações que requerem um bom nível de treinamento do grupo mediúnico, e, sobretudo, o concurso de dirigentes afeiçoados às modernas técnicas de investigação do psiquismo de profundidade. Além do mais, era preciso localizar à distância o espírito responsável pela cirurgia do implante, para que, uma vez atraído ao cenário mediúnico, o mesmo fosse submetido ao diálogo esclarecedor e convencido a retirar, ele próprio, o artefato parasita, oportunidade ofertada pela misericórdia divina com vistas à recuperação inicial da entidade maléfica envolvida em sombras.
Pode-se adiantar aos prezados leitores que, apesar do árduo desafio, esse desiderato é perfeitamente exeqüível. Tudo vai depender de alguns requisitos essenciais, a saber: experiência do grupo mediúnico na tarefa desobsessiva; formação criteriosa na doutrina codificada por Allan Kardec, apoio incondicional dos mentores espirituais; e disposição de servir aos necessitados, de acordo com as normas evangélicas norteadoras do Espiritismo. Não obstante as técnicas avançadas engendradas pelos verdugos espirituais, já se dispõe, no presente momento, de contramedidas defensivas capazes de fazer frente ao avanço das sombras.
No entanto, em se considerando a sujeição da maioria dos mortais aos processos obsessivos de repercussão grave, não se deve olvidar as normas sabiamente ofertadas por Manoel Philomeno de Miranda, na obra anteriormente citada: "- Em qualquer problema de desobsessão, a parte mais importante e difícil pertence ao paciente, que afinal de contas é o endividado. A este compete o difícil recurso da insistência no bem, perseverando no dever e fugindo a qualquer custo aos velhos cultos do 'eu' enfermo, aos hábitos infelizes, mediante os quais volta a sintonizar com os seus perseguidores que, embora momentaneamente afastados, não estão convencidos da necesstdade de os libertar. Oração, portanto, mas vigilância, também, conforme a recomendação de Jesus. A prece oferece o tônico da resistência, e a vigilância o vigor da dignidade."
Bibliografia: 1- Allan Kardec. "O Livro dos Médiuns", capítulo XXIII, 59ª edição, FEB. 2- Yvone A. Pereira. "Recordações da Mediunidade" , Capítulo 10, pg. 193, 2ª edição, FEB. 3- Manoel P. de Miranda & Divaldo P. Franco. "Nos Bastidores da Obsessão", capítulo 8, pg.159, 1ª edição, 1970, FEB. 4- Idem, pg. 158.
Extraído de: http://medicinaespiritual.blogspot.com
Escrito por sepe às 21h30
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Obsessões Complexas por Aparelhos Parasitas - Dr. Vitor Ronaldo
A questão das obsessões espirituais está longe de ser desvendada em sua totalidade, tamanha a diversidade de mecanismos íntimos responsáveis pelo desencadeamento das mais complexas síndromes defrontadas pelo gênero humano. Muito embora, na visão espírita, tenha-se o conhecimento teórico dos fatores predisponentes das obsessões (vingança e a vontade de fazer o mal por parte dos espíritos focados na crueldade), pouco se conhece a respeito da forma pela qual o processo ganha curso. O modus operandi da obsessão espiritual constitui-se um desafio, pois nem todos os casos decorrem da simples ação hipnótica, da telementação entre o obsessor e a sua vítima.
A obsessão decorrente da sugestão mental foi perfeitamente descrita por Allan Kardec em "O Livro dos Médiuns", capítulo XXIII1, oportunidade em que o Codificador estabeleceu uma classificação alicerçada na gradação crescente dos efeitos opressivos sobre o encarnado, tais como a obsessão simples, a fascinação e a subjugação. Assim, pode-se dizer que no contexto das obsessões complexas, ou seja, aquelas que ultrapassam os limites da simples sugestão mental, identifica-se um tipo caracterizado pela presença de verdadeiros artefatos fluídicos desarmonizadores inseridos na contraparte astral das criaturas, com a finalidade de produzir, por ressonância vibratória, sintomas estranhos e contundentes, caracterizados por dores lancinantes, limitações funcionais, enfermidades degenerativas, tumorais ou comprometimento mental severo.
Esses "aparelhos", uns mais simples e de maior tamanho, outros minúsculos e sofisticados, podem ser considerados pontos de partida de um número expressivo de obsessões espirituais graves, daí a importância dos espíritas conhecerem detalhadamente o assunto. Desde a década de 60, a literatura espírita brasileira, coleciona breves informações a respeito do assunto, mais precisamente duas, registradas por autores confiáveis.
Talvez, por se tratar de temática pouco ventilada no contexto doutrinário, a questão tenha caído no esquecimento, pois a pesquisa experimental não é norma no nosso movimento espírita, com raras exceções, a exemplo dos trabalhos desenvolvidos pelos confrades Hernani Guimarães Andrade, Hermínio de Miranda, Lamartine Palhano Jr. e José Lacerda de Azevedo, este último, o grande estudioso das obsessões complexas.
Pois bem. Relembremos, inicialmente, algumas informações canalizadas por médiuns que merecem crédito. A saudosa e respeitada médium Ivone A. Pereira, em sua obra "Recordações da Mediunidade" , 1966 (FEB)2, descreve um caso acontecido em 1930, em que se percebe nitidamente a presença desse "aparelho parasita" responsável por gravíssimas conseqüências. Tratava-se de uma criança com 13 anos de idade, levada pelos pais ao antigo "Centro Espírita de Lavras", época em que a própria médium servia de intérprete ao espírito do Dr. Bezerra de Menezes. A história clínica pode ser assim resumida. Desde os dois anos, o jovem defrontou-se com deformidades físicas em pernas e braços, acompanhadas da incapacidade de articular palavras. Para todos os efeitos, tratava-se de um caso grave de mudez. A saudosa médium assim relata como o diagnóstico foi feito: "Ao penetrar a sede do Centro, acompanhado pelo pai, os dois videntes então presentes e também eu mesma fomos concordes em perceber uma forma escura e compacta cavalgando o rapaz, como se ele nada mais fosse que uma alimária de sela, visto que até as rédeas e o freio na boca (grifo nosso) existiam estruturados na mesma sombra escura".
Ora, a forma escura montada nas costas do garoto nada mais era do que o seu obsessor, antigo escravo, odiento e vingativo, em virtude do sofrimento que lhe fora imposto pelo seu senhor de então. Todavia, mediante o tratamento espírita, o jovem ficou literalmente curado no espaço de trinta dias. E a médium assim finaliza o seu comentário: "Deslumbrado, o pai do rapaz tornou-se espírita com toda a família, desejoso de se instruir no assunto, enquanto o filho, falando normalmente, explicava, sorridente: 'Eu sabia falar, sim, mas a voz não saia porque uma coisa esquisita apertava minha língua e engasgava a garganta... "Essa coisa esquisita seria, certamente, o freio forjado com forças maléficas invisíveis... "
Observem que se tratava de um caso não resolvido pela medicina tradicional. A evolução prolongada por mais de 10 anos deixara efeitos marcantes no campo físico do jovem, inclusive a mudez aparentemente irreversível. No entanto, o esclarecimento a que foi submetida a entidade espiritual no trabalho desobsessivo e a retirada do freio bucal (aparelho parasita) contribuíram para reverter o inditoso quadro. Demonstração inequívoca de que a terapêutica espiritual, quando bem orientada, quando integrada por tarefeiros altruístas suficientemente treinados e coordenada pelo Mundo Maior, pode amenizar bastante o sofrimento das enfermidades complexas.
(Continua...)
Escrito por sepe às 21h25
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Revista Cristã do Espiritismo - Número 47
Está nas bancas a nova edição da Revista Cristã de Espiritismo (Número 47 - editada pela Vivência Editorial).
Matérias dessa edição: “Profecias e Premonições”, “Médiuns Investigadores” , “Jesus Histórico: Em Busca de Verdades”, “Como Está Sua Fé?”, “Abençoada Mediunidade”, “A Força do Perdão”, “Tratamento com Água Fluidificada” , “Conversando Sobre o Budismo Tibetano”, “Extraterrestres na Pré-História”, e “Conhecem Esta História?” – texto de Lázaro Freire (colunista da revista on line do site do IPPB).
Destaque para a matéria “Os Arquétipos da Umbanda” - páginas 36-39, de autoria do espiritualista e umbandista Fernando Sepe. Há uma entrevista com o prof. Wagner Borges - sobre as experiências fora do corpo - nas páginas 48 e 49.
Informações: Fone: (11) 6605-4651.
Internet: www.rcespiritismo.com.br
E-mail: virebelo@terra.com.br e revista.espiritismo@terra.com.br
Fonte: www.ippb.org.br
Escrito por sepe às 21h19
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Diálogo sobre Masturbação - Benjamim Teixeira (Esp. Eugênia)
(B) - Eugênia, seria abusivo perguntar sobre masturbação?
(E) - A forma de me perguntar já revela a necessidade de se ventilar a temática. Claro que sim. Tudo deve ser falado, sob a perspectiva da Espiritualidade, principalmente o que é foco de tabu, porque, então, os automatismos neuróticos e destrutivos, bem como as fixações culturais e sociais, agem mais livremente a prejuízo de comunidades e indivíduos.
(B) - No passado, Eugênia, tratava-se a masturbação como pecado ou como desequilíbrio que até poderia causar distúrbios mentais e físicos. A medicina (auxiliada pela psicologia e pela sexologia) eliminou os fundamentos de tais crendices populares (que tiveram muito apoio de gente instruída, em tempos idos), mas, no meio espírita, ainda se considera a masturbação, como vampirismo ou desvio de função das energias sexuais, um desperdício, qual se todo ato masturbatório indicasse uma queda em tentação. Poderia nos falar algo sobre estas considerações?
(E) - Sim. É gritantemente necessário que o postulado básico de acompanhar a ciência seja lembrado entre aqueles que desejam, sinceramente, desposar o Espiritismo como filosofia de vida. Apegar-se a velhos conceitos, por tradição, por medo de enfrentar o novo ou por receio de ser plenamente responsável pelos próprios atos, é de tal modo descompassado com a modernidade, que nos eximimos de expender mais comentários a respeito. Importante lembrar que médiuns acabam filtrando, inconscientemente, o pensamento das entidades que se manifestam por seu corpo mental, de modo que refrações sutis e graves podem se dar (e se dão sempre, em algum nível). Eis por que a vigilância deve ser acentuada, sobremaneira quando condicionamentos culturais e convenções muito cristalizadas estão envolvidos.
O que tem dito a ciência sobre o assunto? Que a masturbação é algo natural e até desejável para o indivíduo adulto; e que, mesmo entre aqueles que já têm a vida afetiva disciplinada nos corredores da educação conjugal, é compreensível aconteça o fenômeno do onanismo (para os dois gêneros), que se revela mesmo imperioso, amiúde, quando os ritmos sexuais dos parceiros não se alinham, a fim de que um não incomode o outro na satisfação de suas necessidades de fundo psicofisiológico, nem alguém se frustre na quota de libido que lhe não seja possível imediatamente canalizar para atividades não-sexuais, sem gerar recalques indesejáveis.
Seja na tenra idade, seja em idade avançada, para solteiros ou casados, hétero ou homossexuais, o fenômeno masturbatório pode ser comparado à ida ao banheiro para a excreção dos detritos alimentares. Há abusos, sem dúvida, como os há em tudo na existência humana. Os ritmos sexuais podem ser exacerbados, na compulsão, ainda que se não tenha parceiro para a prática. Cada caso é um caso, e, somente com profundo autoconhecimento, a criatura descobre o sistema apropriado ao seu modo de ser, em função do bem-estar geral, da produtividade, da criatividade e do sentimento de equilíbrio íntimo, que constituem alguns dos resultados da vida sexual resolvida.
Quanto ao vampirismo, pode acontecer também na vida afetiva a dois, sempre que os desajustes da perversão e da promiscuidade invoquem, para a alcova do casal, presenças extrafísicas de baixo calão vibratório, pelo próprio diapasão de desequilíbrio em que se expressam em seu momento de intimidade.
(B) - Que bom, Eugênia! Creio que estas suas colocações esclarecedoras vão ajudar muitas pessoas. Entretanto, você aludiu a “perversão”, e este conceito me parece muito amplo e difuso, pelo mesmo motivo de os preconceitos adentrarem este departamento valorativo. Temos muita dificuldade em aceitar e conviver com nosso lado animal, e muitos são os que têm vergonha e não se soltam em funções elementares de sua própria fisiologia, tudo tendo como sinal de depravação, primitivismo e imoralidade. O que você quis dizer por “perversão”? Digo, porque, inclusive, na temática “masturbação”, está em jogo, normalmente, o fator “fantasia”, que pode incluir itens que não sejam desejados também na relação concretizada a dois – estou certo?
(E) - O tema é muito complexo, e, sem dúvida, não o esgotaremos nesta nossa primeira fala a respeito. Por outro lado, não somos autorizados por Nossos Maiores, ainda, a discorrer abertamente sobre o assunto, porque mentes menos amadurecidas, levianas, despreparadas para nos ouvir, poderiam fazer mau uso de nossas afirmações. O que podemos dizer é que tudo que lese física, emocional ou moralmente alguém pode ser enquadrado no capítulo “perversão”, ao passo que tudo quanto promova o bem-estar biopsíquico, o crescimento psicológico e a boa relação entre as criaturas não pode ser considerado como distúrbio moral ou patologia psíquica.
O quesito “fantasia” é ainda mais intrincado, porque, freqüentemente, melhor que se liberem certos conteúdos indesejados (e ainda não de todo domesticáveis) da psique, por meio das ferramentas imagéticas, do que fazê-los colapsarem no próprio comportamento, em surtos que se chamam, em psicologia junguiana, de “possessão pela sombra” (*). Os princípios de civilização, entretanto, devem sempre reger tais processos mentais, na promoção da educação e da melhoria progressiva dos indivíduos, dos mais ínfimos aos maiores gestos, dos mais secretos aos públicos. A gerência de tais impulsos – que, como disse, não podem, em sua totalidade, ser de pronto sublimados – corre por conta da responsabilidade de cada um, em função do próprio e do bem comum.
(B) - Algo mais desejaria dizer, por ora?
(E) - Que se procure, em tudo, o ponto de vista do bom senso, do equilíbrio, da visão de conjunto, e dificilmente se incorrerá em erros graves de conduta, seja consigo mesmo, seja nas relações interpessoais.
Escrito por sepe às 20h57
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Bate papo com o leitor - Parte III
Apenas para completar essa nossa história, tão estranha aos olhos de muitos, mas que acreditamos ser de suma importância, vamos resumi-la:
1 – Não coloque a culpa de seus problemas nos outros. A culpa é sempre sua! Mesmo com obsessores, assediadores, magias e kiumbas grudados no cangote, a culpa é sempre sua. Você não aprendeu nada sobre a Lei das afinidades? Então tenha isso em mente.
2 – A Lei do carma não é boa nem má. É natural. Portanto trate bem a vida, tenha olhos para aprender e entender seus sinais, que a vida de tratará bem. Apenas isso.
3 – Entenda que prosperidade tem muito mais a ver com desapego do que com dinheiro. Quanto você precisa para viver? Lembre-se que você pode virar escravo dessa necessidade.
4 – Desapego é também uma postura perante os relacionamentos. Perante as idas e vindas da vida. Perante a morte e o nascer. Aquele que é realmente desapegado vive no presente, sempre, sem nostalgias, sem grandes planos. Ele caminha com o tempo, não corre atrás dele. Sabe seguir o fluxo da vida.
5 – A Umbanda tem muito a te oferecer. Mas você precisa ter olhos para ver essa riqueza. Olhos do coração, para ver os tesouros do espírito. Lembre-se disso!
6 – Nada contra os trabalhos de prosperidade e abertura de caminhos. Eles são importantes em certos casos. Mas eles são remédios, medidas extraordinárias que visam melhorar algo grave. Mas como qualquer remédio, você pode viciar nisso e esquecer de prevenir. E essa prevenção só vem com uma mudança de postura, um despertar de consciência. Esse deve ser o foco.
7 – Por último: Tudo que aqui foi dito servirá, caso seja realmente compreendido, para uma coisa: Te dar mais liberdade. Sim, você se tornará livre. Livre para assumir as responsabilidades de tudo de bom e de mal que acontecer em sua vida. Isso pode parecer difícil e desconfortante. Mas é um passo incrível para a auto-realização. E esse passo chama-se responsabilidade. Responsabilidade Sua, para com Sua vida!
“Ah! Mas que bobagem. Eu achando que era um texto “espiritual”, onde aprenderia alguns truques para resolver minha vida. Isso deve ser alguma artimanha do meu obsessor, para me tirar do foco dos meus estudos. Mas eu pego ele ainda, e aí ele vai ver. Acho que vou procurar alguma coisa mais “forte”, pois essa tal de Umbanda...
É amigo leitor, vá se acostumando. As pessoas aprenderam que caridade é resolver os problemas dos outros. Mas, talvez, a grande caridade seja o esclarecimento. Esse texto foi pensado em cima disso. Sem fórmulas mágicas, sem consolo, sem “passar a mão na cabeça”. Mas a realidade, colocada de frente. Caso tenha servido, muito bem. Caso não, um dia servirá.
José da Guiné – 24/01/07 - 00:05 A.M.
“ Não tem jeito. Apenas a verdade liberta, como disse Jesus. Mas essa tal verdade dói muito. A verdade está diretamente relacionada com você, pois tudo depende exclusivamente de você. Jesus foi tido como um salvador, muita gente ainda espera por ele no juízo final, como um grande redentor de nossos erros. Mas sua mensagem foi clara: “Conhece a verdade e a verdade vos libertará!” Ou seja, a Sua busca por verdade o salvará, não Jesus. Salvação e perdição estão em suas mãos. Isso é ser livre. Ninguém pode te salvar a não ser você mesmo. Ninguém pode te prejudicar a não ser você mesmo. Isso é lindo, mas, ao mesmo tempo, tão assustador...
– Pai Antônio de Aruanda
Escrito por Diego às 00h20
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Bate papo com o leitor - Parte II
A matéria é ilusória não porque ela não exista, mas sim por seu valor transitório. Ela não é eterna, passa como um sopro de vento. Como um castelo de areia, mais dia, menos dia, desmorona! Essa é a natureza básica de tudo aqui nessa Terra.
Desapegar-se é valer-se da máxima espiritualista que diz: “Viva no mundo, mas não seja dele”. Essa é a diferença de postura a qual nos referimos. O foco aqui não é sua conta bancária, mas sim, sua postura perante tudo isso. Entenda bem!
“Mas...?”
Não, não fale agora! Escute bem o que estamos dizendo. Qualquer caminho espiritual está alicerçado pela pedra do desapego. E a Umbanda não poderia ser diferente. Ela nunca condenará sua busca por tranqüilidade e estabilidade de vida. Mas ela deve ser uma chama devoradora do valor exacerbado dado a tudo isso. Deve ser como um vento amoroso a lhe mostrar que pessoas vêm e vão, nascem e morrem na carne, mas em espírito e consciência são eternos e nada pode matá-los. Que nada levamos desse mundo, a não ser os tesouros do coração.
Isso é uma das coisas mais básicas, mas também uma das mais importantes, que você, amigo leitor, poderá aprender durante as giras de Umbanda e o contato com as entidades. Caso contrário algo está errado. Você não está enxergando o tesouro espiritual que elas carregam, pois está cego em busca de outros tesouros. Desperta!
Quando isso acontecer, a Umbanda vai ser outra perante seus olhos. Não existirá mais dúvida, apenas amor. A caridade será natural. Você não mais cobrará resultados pelos mais diversos trabalhos, mas sim, simplesmente se beneficiará da presença dos guias e Orixás. A Umbanda não terá mais nada a te oferecer, mas ao invés disso, ela te completará. Nisso reside um grande milagre...
Junto do desapego, virá a felicidade verdadeira que nasce da tranqüilidade.
Por isso, cuidado! Caso você procure Umbanda para melhorar de vida através de um passe de mágica e com um simples estalar de dedos resolver todos seus problemas, você errou e errou feio. Esse não é o caminho umbandista. Isso nunca seria um caminho espiritual.
Mas voltando para nossa história...
Ronaldo nesse dia consultou-se com uma entidade que se apresenta dentro da linha de “baianos”. Esse baiano, esperto que era, já sacou toda a situação. E foi logo dizendo na cara, afinal ele era conhecido mesmo por seu jeito “porreta” de ser, para Ronaldo ver as coisas por um outro lado, aprender com a situação ao invés de ficar chorando e se fazendo de coitado!
_ “Mas não tem nenhum trabalho para me ajudar?” – Ronaldo perguntou.
_ “Tem sim, é claro! O Seu Trabalho vai te ajudar!” – respondeu o baiano.
Ronaldo não gostou do que ouviu. Pelo que tinha ouvido falar, nessas casas umbandistas realizavam-se trabalhos de prosperidade, aberturas de caminho, etc, etc... E aquele baiano tinha mandado ele trabalhar. Não só trabalhar materialmente é claro, mas também trabalhar muitas outras questões em sua vida, inclusive o apego sobre o qual tanto falamos aqui. Era muito para o orgulho de Ronaldo...
Escrito por Diego às 00h19
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Bate papo com o leitor
“Dizem os sábios que muito de nosso sofrimento surge do apego, da nossa necessidade de ter, de estar, de possuir. O apego é como um terrível grilhão, talvez o maior dos grilhões que a matéria pode atar a nossos pés. Ou seríamos nós quem atamos esses grilhões em nós mesmos?”
– Pai Antônio de Aruanda
Ronaldo entrou no terreiro preocupado. Não acreditava muito nessas coisas de espírito, mas, acompanhado por uma amiga, resolveu conhecer esse tal centro de Umbanda no qual ela tanto falava. Afinal de contas, já não tinha lá muitas esperanças “físicas” para resolver seu problema mesmo.
Homem nervoso, de feições robustas, Ronaldo passava por momento complicado em sua vida. Os negócios iam mal e a falta de dinheiro prejudicava em muito sua vida particular. A família estava desequilibrada, a filha se rebelava, o relacionamento afetivo com a mulher já não era o mesmo. Dívidas, problemas, ele não estava agüentando. Precisava de uma solução, mas não via muitos caminhos abertos pela frente. Toda essa situação fez Ronaldo procurar o terreiro. Não que acreditasse, longe disso inclusive. Tinha pensamentos de pilhéria a respeito das manifestações mediúnicas de Umbanda. Mas fazer o quê? Na situação em que se encontrava, faria de tudo...
Bem amigo leitor, talvez você já esteja imaginando um final para essa história, afinal “causos” como esse são comuns, seja na Umbanda, no espiritismo, no candomblé, no budismo e em tudo quanto é tradição espiritual e religiosa.
É certo também que como uma história umbandista, mas que pode servir para muita gente não umbandista também, talvez você já esteja pensando em algum tipo de obsessão:
“Sim, uma obsessão está acabando com a vida de Ronaldo” – diriam os mais afoitos.
“Não, não! É muito pior, isso é demanda das bravas! É coisa feita” – esbravejam os envolvidos com a história.
Infelizmente, teremos que frustrar a expectativa de muitos de nossos leitores. Não é obsessão, não é demanda, não é nada disso que está fazendo a vida dele ir mal. Não tem nenhum concorrente de negócio, ex-amigo, ex-mulher, demandando o coitado. Não tem também perseguição, obsessão secular, nada disso...
“É olho gordo! Inveja do povo! Tá faltando banho de sal grosso” – diriam os mais chegados nas histórias populares.
“Para com isso. Isso é carma, na outra vida ele foi um grande vendedor, que vendia mulheres, que cometeu mais de trezentos crimes e por setenta anos roubou, matou, etc, etc...” – e todo aquele discurso “cármico-reencarnascionista-trágico” que tão bem conhecemos.
Mesmo receosos que vocês abandonem a leitura, devemos esclarecer que não é nada disso também. A vida de Ronaldo vai mal e a culpa é dele mesmo. Você pode até chamar isso de carma, mas nada de buscar em outras vidas. É carma dessa vida mesmo, construído dia-dia, com cada ato, cada pensamento, cada sentimento vibrado.
Veja, não queremos crucificar o coitado. Ronaldo é um homem bom, mas muito apegado. Seus olhos só enxergam o que pode reluzir... “Mas nem tudo que reluz é ouro”, já dizia a sabedoria popular. E Ronaldo está aprendendo isso na prática.
Não só ele, mas sua mulher e sua filha também são muito seduzidas pelo apego...
“Apego é? Mas que chato, eu estava esperando alguma coisa espiritual” – esbravejam alguns de nossos leitores.
Mas esperem, não parem de ler essa história ainda. Esse caso pode ser uma boa oportunidade para pensarmos em nossas vidas.
O apego aqui mencionado não está apenas relacionado à questão do dinheiro. Mas sim a tudo: relacionamentos, bens, emoções, viciações, sensações, etc. Apego exacerbado a matéria e suas ilusões.
“Agora pronto! Era só o que faltava. Vão mandar eu raspar a cabeça e renunciar a tudo para viver uma vida “espiritual”. Faça-me o favor! Acho melhor eu parar de ler esse texto. Mais parece um cânone budista...”
Bom, você está entendo mal. O apego não está relacionado com a quantidade de bens que você tem, com seus relacionamentos, com seus vícios sensórios. O apego está ligado a sua postura diante de tais objetos e sensações. E isso muda tudo. Você pode não ter nada, ou quase nada, mas ser tão escravo da matéria quanto outras pessoas que tudo têm. Você pode inclusive se dizer espiritualista, dizer que acredita em espíritos, em Deus, nas verdades transcendentes e eternas, mas não passar de um grande materialista, se internamente isso for apenas um conforto, um consolo para sua falta de capacidade em lidar com a matéria de forma competente.
Escrito por Diego às 00h18
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Sonho Extático - Parte II
“Sem saber os movimentos da estrela, dos anos e da lua, como alguém pode entristecer pelas mudanças e alterações das coisas deste mundo? Já que me perguntaram de forma tão polida, resumirei a essência do sonho aperfeiçoado em um poema:
No sono eterno,
O mundo é energia.
A alma se foi,
O corpo não se move.
Volte à consciência – onde está seu eu?
Quero que minha mente vague mais uma vez
E ria do mundo de poeira suja.
Como poderei saber que eu estou lá?
Outra forma de explicá-lo é a seguinte:
Seres superiores não sonham;
Eles se divertem com os imortais.
Os aperfeiçoados nunca dormem;
Eles flutuam com as nuvens.
Um caldeirão cheio de remédio traz vida eterna;
Uma abóbora vazia contém todo um novo mundo.
Quer saber o que há no sono e no sonho?
É o maior mistério entre os homens!
Assim, grande sonhos trazem grandes despertares;
Pequenos sonhos, trazem os pequenos.
Durma o sono de tudo que é perfeição;
Sonhe os sonhos de ampla eternidade...
Não existe lá nada que seria deste mundo!”
"O sono do aperfeiçoado", da biografia de Chen Tuan - extraído do excelente livro: Chuva de estrelas - O sonho iniciático no sufismo e taoísmo.
Escrito por Diego às 00h10
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Sonho Extático
"Não há motivos para estar ansioso ou preocupado. é assim. No ritmo de atividade e descanso que rege nossa vida cotidiana, só podemos conhecer desejos. É muito difícil se liberar da vida e da morte, sair da roda do renascimento."
“Uma pessoa comum come até se satisfazer e então descansa em abundância. A maior preocupação é que a comida não seja muito pesada, e ele come quando sente fome e dorme quando está cansado. Seu ronco pode ser ouvido em todos os lugares. Ainda assim, à noite, quando deveria dormir bem, acorda repetidas vezes. Isso acontece por fama e ganho, sons e imagens agitaram seu espírito e consciência; o doce vinho e a carne de carneiro confundem sua mente e vontade. Esse é o sono da pessoa comum.”
Mas eu pratico o sono aperfeiçoado,
Inspiro o sopro de ouro e bebo o suco da jade.
Tranco o portão dourado por dentro, para que não seja aberto;
Fecho a porta da terra pelo lado de dentro, para que ela não seja rompida.
O dragão verde guarda o palácio do Oriental;
O tigre branco pára diante do salão ocidental;
Energia aperfeiçoada revolve em meu lago de cinábrio.
E a água do espírito toma minhas cinco esferas.
Chamo os deuses de jia e ding para ajudar o tempo
Convoco todos os cem espíritos para guardar a câmara interior.
Então meu espírito
Deixa e ascende aos nove palácios acima.
Dança no céu azul.
Com ele, piso no vazio como se em terra firma,
Subo com facilidade da queda.
Sem perceber, flutuo ao redor com ventos gentis;
Girando, estou entre nuvens tranquilas.
Sento-me quieto e chego ao reino púrpura do monte Kunlun;
Com facilidade passo por palácios afortunados e grutas celestiais.
Inspiro a essência floral do sol e da lua;
Divirto-me na paisagem fantástica de vapores e névoas;
Visito o aperfeiçoado e discuto os fundamentos maiores;
Junto-me aos imortais e visitamos terras distantes.
E vejo o verde mar tornando-se solo,
Mostro o yin e o yang e grito de satisfação.
Contente, quero voltar:
Meus pés pisam no vento leve,
Meu corpo flutua em raios de luz...
É o sonho aperfeiçoado!
(Continua...)
Escrito por Diego às 00h10
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Mironga de Umbanda para problemas afetivos
Mironga é como chamamos o feitiço de preto-velho, a mandinga de negro em favor aos filhos que o procuram. Aqui vão algumas mirongas que essa nega véia tem a ensinar para resolver as dificuldades do coração. Leia tudo com muita atenção e principalmente, aplique isso no seu dia-dia. Grande é a força dessas pequenas dicas...
1 – Aprenda a viver sozinho. Caso você não consiga nem viver consigo mesmo, como poderá levar felicidade e alegria para outra pessoa? Primeiro relacione-se com seu eu interior. Depois busque alguém.
2 – Assuma a responsabilidade pelo seu relacionamento. Não é magia, inveja, ciúmes de terceiros, etc, que irá separar aquilo que o amor uniu.
3 – É claro que também nenhuma simpatia, reza ou trabalho irá unir ou “amarrar” aquilo que a falta de carinho desuniu.
4 – Simplificando: quem procura as coisas ocultas para resolver problemas sentimentais é imaturo. Ruim do juízo e doente do coração.
5 – Desapegue-se! Ser humano é um bicho apegado. O único problema é: o amor é um sentimento livre. Um eterno querer bem. Um carinho incondicional. Quase um sentimento de devoção. Se você “gosta” tanto de alguém, que prefere ele “morto” do que feliz com outra pessoa, escute: Isso não é amor! Simples ilusão disfarçada...
6 – Aprenda que ninguém irá te completar. Você já é completo! Mas quando um relacionamento é calcado no mais puro amor, muito do amado vive no amante, e muito do amante pra sempre viverá no amado. Quer milagre maior que esse?
7 – Melhor sozinho do que mal acompanhado! Sabedoria popular, mas o que têm de doutor e doutora que não consegue entender isso.
8 – Ponha o pé no chão e esqueça essa história de alma gêmea. Pare de enfeitar suas próprias desilusões com devaneios ditos espiritualistas. Encare a realidade de frente.
9 – A vida vai passando, com ele/a, ou sem ele/a. E a morte se aproximando...
10 – Por isso, vão viver a vida meus filhos! Quem sabe ela não está guardando um presente para vocês? Não existe mironga maior que essa...
Vó Dita – 11/02/07
Escrito por sepe às 01h53
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